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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

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Na entrevista ao DN, Marcelo já fala em cenários de recandidatura!!! Cruzes, deve ser por se tratar de uma Grande Entrevista. Tão grande, tão grande que não coube toda na edição de hoje do jornal, a segunda  parte sai amanhã. É para ser de espacito. Tudo bem. Hoje só queria lembrar que, se em política importa prevêr, o ponto de partida, importa sublinhar, é o presente.  

 

O "dever ético, um dever cívico, o dever estrito", de que fala o Presidente, o de se re-candidatar ou não, não está à mesa. O que está à mesa é este estado que temos vindo a viver. Isso sim. Um insólito e geringôncico irregular funcionamento de instituições. Uma mediocridade. É inadmissível. Um Presidente ou está ou não está à altura de dizer "basta!". De que temerá ao não estar nesse patamar de nobreza e sentido ético? Porque navegará ao sabor desta onda mentirosa, demagógica, utilitarista, que já mostrou, por "A+B", ao que veio, e para onde quer ir?

Importa pois olhar e ver o que se passa. Percebo que estar próximo das pessoas é importante para a cura das suas feridas, das suas dores físicas, das dores pelo que perdeu, bens e pessoas, percebo muito bem, até porque já vivi tudo isso na primeira pessoa. Mas não desviar as atenções é  essencial. Não sendo conselheira de Estado, nem de gostar de declarações formais, solenes, de pesar ou quejandas; fartinha de saber que a reforma florestal exige o que já foi escrito milhares de vezes por milhares de peritos; sabendo que estas forças armadas são tudo menos armadas, tudo menos forças, tendo a astúcia que Deus me deu para, não sendo muito inteligente, não ser parva de todo, tenho um conselho, que partilho na convição de que quem nasce torto pode sim endireitar-se.

A bomba atómica de que o PR fala na Entrevista - dissolução da AR - não é o único recurso disponível para por cobro a esta imoralidade e bagunça em que se vive, colorida agora das promessas para as autárquicas, que distrai e põe engodo nos cidadãos. Engodo do mau. Venha o conselho: já pensou o meu ainda PR nas outras soluções? Estou a lembrar-me de duas. Soluções corajosas. Soluções que só o PR pode tomar. Para os abraços nós ajudamos...

Por uma questão de bom senso, pelo menos, é mesmo um dever que não haja distração com os ontens:  o encontro amoroso-político de Costa e Macron, o "voltem que nós cuidamos de vocês" de Augusto Santos Silva aos portugueses que tiveram que sair da Venezuela. Somos mesmo bons, solidários, humanos...

O que nos vai custar este teatro de operações?  "Nao deixes para amanhã o que podes fazer hoje." 

 

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14
Jul17

 

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Cada dia que passa tem sido uma anedota. Hoje às 19h temos novo governo. Não saem os que deviam, entram oito nomes credíveis. Sejam bem vindos, queremos todos contribuir para construir uma vida melhor no nosso Portugal. Agora o problema não é a vossa credibilidade. O problema está na credibilidade de quem conduz este governo e quejandos. E o que interessa agora a Costa é ganhar as autárticas. É como nada do que aconteceu nestas semanas  tivesse acontecido. Eu aprecio o pragmatismo e o cortar a direito. Não choro sobre leite derramado. Sou também optimista, mas não piso nem gozo com ninguém. Há limites de decência e a demagogia é uma vergonha.

Ontem temos a anedota. Júdice revela: "assaltantes de Tancos estavam a ser vigiados pelas autoridades. A informação de que os assaltantes estavam "sob suspeita" e vigilância para os tentar apanhar em "flagrante delito" foi dado ao advogado por um "político de nível muito elevado", é o que se pode ler no Jornal Económlco de ontem. Um político de alto nível, aliás, um político de muito alto nível!!!! Só duas perguntinhas. Delito? Então não era sucata? O político de muito alto nível não sabia? Recuo. Podem alguém dizer-me o que é um político de muito, muito, repito, alto nível? "Se calhar mora no ultimo andar !!! ", esclareceu-me uma amiga.

"Até tenho medo de falar nisto. Eu ponho com todas as cautelas, porque se calhar isto nem é verdade. Há muita ‘boataria’”, continua Júdice. Medo? Por amor de Deus. Então porque é que falou? Judice responde : "Mas quem me disse isto é um político de nível muito elevado que me disse o seguinte: este bando, ou este grupo, já estava sob suspeita das forças de investigação, das polícias”. Fico esclarecida. Quem tem razão é Rui Ramos ontem no Observador. A imagem e mediatismo, é o que vale.

Digam lá que para casa ardida não vem mesmo a calhar uma nova secretaria de Estado, a da Habitação? E pôr em Pedrógão o polo de estudos sobre o Interior, hein? Assim nem um voto se perde. Se calhar antes pelo contrário. Já vejo os aplausos em Outubro. Mas como tudo isto que se passa nas nossas barbas é um pesadelo ou uma anedota, pode ser que eu esteja enganada.  Sou uma pessoa decente, e tenho da política uma visão de nobreza, e não de um oportunismo e ambição sem limites. O ilusionismo de Costa é elevado a transcendental. Que pena. E quanto a si senhor Presïdente? Ah, pois é, um PR não é um político de muito alto nível, é só PR. Garante o bom funcionamento das instituições.

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07
Jun17

Vem isto a propósito das declarações do PR nos Açores sobre a política dos afectos. Há o antes e o depois dela. Será que ele disse  que há o antes e depois dele?

Sei que a política, como disse e bem Aristóteles, é a atividade mais nobre porque é a procura do bem comum. O bem comum que só merece se for o bem de cada pessoa. O bem de cada pessoa. Mais afecto que isto não há. Trabalhar para que cada pessoa esteja bem, que comungue do que de melhor a humanidade pode proporcionar a cada um, sem exclusões, é edificante para quem a faz e para quem disso benificia. Em sentido amplo todos fazemos política. O homem é, disse o mesmo filósofo, o homem é um animal político.

Mas quando se fala de Politica, em sentido específico, falamos dos que nos governam. A política é neste sentido, a actividade mais nobre porque se faz a um nível de big picture, ou seja, de quem tem nas mãos a complexa agricultura de semear o que vale para uma colheita digna de seres humanos. De quem tem a complexa tarefa de nada nem ninguém esquecer ou deixar de fora.

O PR refere-se ao Universo dos afectos. Sem dúvida. Mas isto não é a metro. Nem com voluntarismo. Beijar e abraçar, certo. Mas os meus braços não chegam a todo o lado. Os braços têm que investir em grandes decisões. Diz o Pedro Abrunhosa : "quando um beijo não basta...".

A política, como a entendo, tem a coragem, sim, do grande abraço. Um beijo pode ser tudo num determinado momento, contudo a política é estratégia e gabinete, é rodear-se de quem sabe e não engana. É ir à Rua sempre que preciso. É ouvir. Mas é sobretudo mudar, transformar, beneficiar. Um presidente é investido de "qualquer coisa " que o distingue. Por isso é que é Presidente. Não é "apenas" um homem de afectos. É um homem que afecta. Por alguma razão Aristóteles acabou por dizer que o homem  é um animal falante. Mas sabe o que diz, e sabe  o momento adequado para o dizer. E sabe calar. Recata-se e quando é a hora pula, se necessário, dando-se. Politicamente.

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