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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

19
Jun17

Ninguém te pode continuar!!!

por Fátima Pinheiro

 

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 fotografia da flor que pus em cima do seu caixão

 

Comecei a ler Saramago depois do galardão. E posso dizer que é uma pessoa que me acompanha todos os dias. Gosto da sua escrita de linguagem poupada, mas de palavras novas, que constroem o real. Fiquei satisfeita quando afirmou no lançamento do seu livro Caim na Culturgest: “…considero que Caim é do melhor que escrevi”. Foi isso mesmo o que tinha achado do livro! E é bom estabelecer-se entre autor e leitor um entendimento. E, paradoxalmente, não poderíamos ser mais diferentes, é verdade. Tenho muitas críticas em relação à obra. Digo apenas, hoje, que ele não “estraga” o Tesouro que é a Bíblia. A novidade de Caim é que Saramago se mete “quase” todo no livro que escreve. E eu estou lá também. É do questionar do humano que se trata. Estamos fartos do discurso sobre banalidades, do entretenimento de televisões e políticas! E foi isso mesmo que eu vi no filme José e Pilar: José, Pilar, como eram na recta final dele, ao som de uma magnífica banda sonora, montagem maravilhosa, ritmo, humor. Através de uma poética que é sempre singular, condicionada pelas circunstâncias, o resultado é de uma evidência que não deixa dúvidas a quem vê. A escolha em que resultou o filme (ficaram horas e horas de gravação que não vimos, claro) sabemos muito bem que não é ingénua e ainda bem. Caim ocupa grande parte. E é melhor porquê? Porque Saramago está lá metido, em ficção pouco ficcionada, é caim e abel, é lillith, é deus e os anjos, é noé, é abrãao e isaac, sou eu, é o humano em todas as suas contradições, paradoxos, bons e maus costumes e é sobretudo nas perguntas que, no livro, vai fazendo sobre o sentido das coisas. Ele perguntou naquele lançamento: “o que é o Sagrado?” Este sempre foi o seu desassossego. Aliás foi o que disse logo no início do evento, que gostaria de escrever um livro do desassossego, mas que Pessoa se adiantou, e já não podia ser. Mas frisou que o seu desassossego seria outro. Acredito. E não o escreveu porque não quis. Ou então a obra toda ela é esse desassossego. O livro impossível, dele. E a pergunta – “O que é o Sagrado’”, perguntou ele nesse dia.

 

Quando ele morreu "pedi-lhe" que perguntasse a quem de direito. E que mostrasse esse desassossego que não o largou nunca. Todos nos magoamos, como bem mostrou também no Ensaio sobre a Cegueira, mas somos mais que isso. Por isso Saramago numa entrevista tenha dito que se vivia num inferno. Pois é, não fomos feitos para o inferno, não nos corresponde. Agora, não sendo a medida, não sabendo responder a tudo, temos uma exigência de resposta a esta inquietude que só a cobardia pode fazer parar! Não somos a medida mas temos a medida de saber o que nos enche o coração e a pele. No filme que referi, a propósito deste desassossego afirma: Deus não existe! Quem quiser acredite, pronto! E que morrer era: ter estado e já não estar. E começa e acaba dizendo a Pilar que se encontrariam noutro lugar. Vou fingir que entro no filme e lhe digo (e ele já no outro lugar): “Quando naquela entrevista que deste à televisão (uma entre tantas) pediste que quando estivesses morto te fossem levar um flor para tu veres que não se esqueceram de ti….afinal acreditavas na vida eterna. Tua, pessoal. Espero que repares na rosa grená com uma ramagem o mais masculino possível que encontrei. Era bonito, o ramo, não era? Vim de propósito pô-lo, por cima do teu caixão, mas sobretudo no outro lugar. Tempo. Continuar. Na recta final Pilar perguntou-te o que querias. Tu respondeste: ‘tempo’ e disseste-lhe ‘continua-me’. 

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Escrevo sobre: Durão Barroso, ACEGE, Saramago, Papa Francisco, os media e a Caminhada pela vida de hoje, às 15h.

 

Durão Barroso “deu em cheio” ontem com um Discurso sobre a Europa, num encontro da ACEGE . É vê-lo e lê-lo na News Letter da Associação. António Pinto Leite está de Parabéns. No período de perguntas e respostas ao ainda Presidente da CE, está lá uma minha sobre entusiasmos e ilusões, temas por ele referidos.

 Papa Francisco. Ontem, o que disse dele a Jornalista Aura Miguel sobre as suas duas recentes viagens, à Albânia e à Coreia, na Associação do Comércio. Oiçam e vejam na Rádio Renascença, onde continuo a ver Informação como deve ser.Não estivesse lá uma senhora chamada Raquel Abecasis.Hoje, a sua Mensagem à iniciativa “Caminhada pela vida” http://www.caminhadapelavida.org/2014/logo3.jpg . Pelo direito a nascer, às 15h, do Largo Camões a S.Bento.

Saramago. Ontem o lançamento mundial do alegado livro "Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas" no Teatro Nacional D. Maria II. A cretinice que é esta instrumentalização do escritor! Goste-se ou não dele. Quando ele morreu, fiz uns 200km sem luzes (soube tarde) e às 23h e 44m o meu carro e eu estavamos junto ao caixão na Praça do Munícipio, cheia de "luzes". Fechava à meia-noite. http://100mim.wordpress.com/2012/06/07/mes-saramago-caim-e-a-rosa-que-te-dei/ Vestida de Praia, não me lembro as cores, e com a flor que comprei pelo caminho. Disse-lhe um segredo, por causa daquela frase final que todos vimos no excelente filme-documentário “José e Pilar”. Na ante estreia pude ver António Costa, a viúva e tudo. E aquela frase dele a Pilar: “continua-me!” http://100mim.wordpress.com/2011/06/18/saramago-hoje-a-noite-na-cinemateca-o-documentario-jose-e-pilar-as-21h-30/

No enterro estive desde cedo no Alto de S.João e também gritei: “Saramago a luta continua!” Até ao fumo sair do crematório. Nos blogues onde escrevo, escrevi linhas e linhas sobre ele e a sua obra. http://luzelata.blogs.sapo.pt/jose-saramago-aquele-sabor-amargo-que-8780.

No dia do lançamento da Fundação Saramago, lá estava outra vez António Costa junto a Pilar e à árvore que “tem” agora nas suas raízes as cinzas e Del Rio se tem uma vista maravilhosa. Caso bicudo este. Pois que a Fundação Saramago, numa Casa daquelas, dedica-se à cultura em geral. Uma espécie de Ministério da Cultura. Até já foi criado o Dia do Desassossego. Muito provavelmente, será elevado em breve à categoria de Feriado Nacional.

Quando Saramago, na Culturgest,  lançou o seu último livro “Caim” – livro que ele considerou o seu melhor – eu estava na 3ª fileira. Ouvi bem e passei a escrito. Disse-nos que estava a pensar em escrever um livro sobre como acabar com as armas. http://100mim.wordpress.com/2011/02/21/saramago-tambem-quer-acabar-com-a-guerra-disse-no-lancamento-de-caim-ao-lado-de-pilar-e-ia-escrever-um-livro-sobre-o-seu-adeus-as-armas/ E que gostaria de escrever um sobre o Desassossego, mas que era impossível porque Pessoa se tinha adiantado.

Para terminar. Regozijo ao ler ontem o editorial do Jornal I, há cerca de um mês com novos Generais, a tocar forte que “Saramago não merecia” “isto”.  Eu sei que há muito de novo debaixo do “Sol”, debaixo de Angola,  e outros lugares. Mas hoje não quero ir  por esse pano para mangas. Mas já que falei no “novo” Jornal, já deu para fazer aquele exercício que faço sempre: comparar. As capas mudaram. Há um escritor que diz das pessoas: há as pessoas leves e as pesadas. Como eu não sou maniqueísta, testemunho de tudo a beleza do paradoxo. Mesmo das capas dos nosso media: gosto das leves, das que vêm carregadas do peso do essencial. Há capas com categoria. Uma semana de Ricardo é no mínimo falta de imaginação. Mas se insistem sugiro:” Ricardo mata mosquitos”. Sempre se areja, nesta alhada em que ele e outros  nos meteram. E José Sócrates leve, como sempre. Em regresso glorioso, de mãos dadas ao António Costa. Um dia destes a Pilar.

Eu? Estraguem-me Saramago, Barroso e a Vida, que quem vai de Alabardas sei muito bem quem é. Vamos a isso. Continuo, continuo, se Deus quiser.

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Jorge Barreto Xavier (imagem da net)

"Jorge Barreto Xavier: dessem-lhe dinheiro, dessem..." era o título inicial. Mas não resisti a esta mistura de narrativas (literária e futebolística), que já passou, que me lembre, pelo menos por Eça, também. Mas vamos a isto. Valem-me o editorial deste blogue e a fenomenologia como método. Nunca tinha aqui "posto" nada acerca do nosso Secretário de Estado da Cultura (SEC), de quem me lembro desde o "Talentos, Artes e Ideias". Acontece que vi o "Prós e Contras" passado, e ele, que nunca aparece a falar "assim", estava lá. Do editorial retiro o lema: discernir e reter sempre o essencial. Da fenomenologia, a minha "praia": há tantas fenomenologias quantos os fenomenólogos. Aliás isto vale para tudo: há tantas políticas quantos os políticos; há tantos Dumas quantos os Mourinhos... - podem continuar que não falha (é a questão da impressão digital, ou do singular). A cultura anda de rastos, diz-se. O futebol também. Não é bem assim. O que quero dizer? O de sempre: que o que parece é. A fenomeno-logia ( o discorrer do aparecer) não só permite como incentiva este tipo de abordagem. Ou seja, não conhecendo eu o que tem realmente acontecido como política cultural deste governo - sei do anterior e deste SEC muito pouco -, o discorrer sobre o que vou vendo vem cheio de camadas, como diz o João Botelho dos "seus" Maias. Elas valem o que valem e mais não lhes é exigido. O mesmo então do que aqui hoje des-velo. Poucos são os que dizem "sim" pelas boas razões. O que é certo é que quando é preciso dar a cara, avançar na altura em que o barco afunda, quase todos dizem "vou ali e já venho!". E ainda quero falar da Joana Vasconcelos e mais uns "hits".

Sexa SEC tem aparecido em imagens mediáticas para bem do mediatismo de outros, não para ele. Lembram-se daquele passeio de barquinho num parque já não sei onde? Ele lá estava atrás num cantinho. Era, creio (abençoado Husserl que me deixas falar a memória à vontade) com uns senhores da "Europa", para lhes mostrar as maravilhas de Portugal. Ainda a senhora Merkel não sabia nada das chouriças portuguesas (https://www.facebook.com/video.php?v=320537311453708&set=vb.100004923247384&type=2&theater).

Outra: em Guimarães, capital da Cultura. Terá sido Sexa SEC a encomendar aqueles espanhóis, "último grito" cultural, a debitar luzes e agitações (que de movimento havia pouco)?? E foi mais de D.Quixote do que de Afonso Henriques, o que nos deram. Eu percebo, era da Europa que se tratava. Mas logo uma de Cervantes? Uma vez visitei um Museu muito importante em Madrid, e no video que me mostraram, aparecia o mapa de Espanha. Sabem o que estava no rectângulo chamado Portugal? O Oceano! Em maravilhoso tom azul. E já que estamos nos "nuestros hermanos", e de eu não acreditar naquela "de Espanha nem bom vento, nem bom casamento", a quem "pertence" a Casa dos Bicos, a quem? Foi há pouco tempo: aparece-me à memória uma imagem de António Costa e Pilar del Rio, ao pé da árvore de Saramago, a comemorar, já não sei o quê (agora um abraço às "Investigações Lógicas", de 1900, ano X, ano em que morreu um dos homens da minha vida, Nietzsche, e de tantos marcos que têm vindo a desaguar neste XXI). E agora os três mosqueteiros do futebol. Tenho cá uma ideia de quem são.

E Joana Vasconcelos? Nada tenho contra ela, mas é ela e mais ela, e mais ela. Foi Sexa também? A ida a Veneza, já não de barquinho, mas em "Caravela"? E porque foi a "senhora" Louvre mais visitada. Mas quem diz que foi expressamente para "a" ver que lá foram? Ela estava lá, estava. Mas as contas passam por tudo o que lá está no Museu, a casa de Joana, "à grande", "à francesa".

"Lisboa não sejas francesa!" Até Sócrates percebeu essa tentação. Eu percebo a atração que tem o espírito de geometria. Mas um pouco mais de "finesse", como Pascal lembrou - há tantas Franças quanto franceses. "Esprit de finesse" dentro do Dossier complexo dos Direitos de autor, como Sexa SEC mostrou na segunda-feira passada. E a ser verdade o video da senhora Merkel, dá-me vontade de pedir a Joana Vasconcelos que faça uma chouriça às rodelas que agrade à alemã. Mas isto é sério. Há quem se satisfaça com shots culturais avulsos e a prestações, ao gosto dos governos que se sucedem. É a democracia. Há quem mande na democracia? Há, pois há. Mas o orçamento é quem mais ordena. A cultura de rastos? Se pisarmos as pessoas, sim.

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Lançamento do livro "Caim", Culturgest, o editor e o escritor (30.10.2009)
Fotografia do meu TM

Muito simples e lógico. Um gesto "umbilica-se" no seu agente. O Papa Francisco já disse e escreveu - muitas vezes - a razão pela qual ele faz o que faz: Cristo, Senhor do Mundo e da História. Ontem, sobre o conflito israelo árabe, disse da janela de Pedro: "Por favor, parem! Peço-vos com todo o meu coração, é tempo de parar. Parem, por favor!” Mais uma vez os jornais o vão elogiar, como têm feito desde o início do seu pontificado. Mas, na maioria dos casos, sem que lhes interesse abordar sequer por umas linhas, que o que ele diz e faz vem-lhe de um mandato. Como se neste Papa houvesse o direito e o avesso; um por fora e um por dentro. Como se o Papa fosse uma espécie de "Principezinho" mais formal, a dar mais legitimidade a "frases" (que já vi em canecas e T-Shirts e noutros merchandisings): "o essencial é invisível aos olhos"; e outras que não sei de cor, como "é preciso regar a rosa", e por aí fora; e calma, eu gosto do livro. Por este andar irá por certo receber um Prémio Nobel - por acaso não sei se um Papa pode receber tal galardão; mas para este Francisco, nem que passasse a ser; mais uma "inovação" deste Pontificado!

Por suas vez Saramago, outro Nobel, tem um novo livro a sair em outubro. Soube agora pelo nº26 da Revista “Blimunda" que é, para além da correspondência, o seu último romance. Será sobre guerra e paz, sobre um adeus às armas. Quando lançou o livro “Caim”, na Culturgest, no dia 30 de Outubro de 2009, a pergunta de Saramago foi, naquele fim de tarde: “o que fazer para se proibirem as armas?” E note-se que vem na sequência temática da “primeira guerra”, entre Caim e Abel. No discurso que fez disse que o seu livro seguinte seria sobre como acabar com as armas e que se basearia numa frase, não se lembrava se de Hemingway, no “Adeus às armas”, ou de “L’espoir”. Eu estava lá mas não apanhei tudo! Curioso que pela mesma altura Manoel de Oliveira tinha em “mãos” o seu filme sobre os Painéis de S.Vicente, cujo tema é "como acabar com a guerra". É o famoso “basta” que o santo grita ao guerreiro.

Também Obama recebeu o Prémio Nobel Paz. Até ontem, por telefone (leio nos media) pediu ao primeiro-ministro de Israel um cessar-fogo humanitário imediato. Não sabia que o "por telefone" fosse assim tão melhor. Pode ser que por telefone a coisa se resolva e se cresça em humanidade. Quem sou eu!

Três homens, um céu? Sim. No entanto há que distingui-los. Ver de onde lhes vem e sai o que são. Para mim que sou católica, e acredito no Deus de rosto humano, não me é indiferente a Razão pela qual o Papa Francisco é "assim". Para Ele todos os homens tem igual dignidade porque são feitos à "Imagem e Semelhança de Deus" (coisas a distinguir: imagem e semelhança; fica para outro post). Não se trata de terem dignidade "porque sim", mas por essa razão. De resto, não há outra "razão" que aguente direitos e consensos. Ou nos agarra pelo sangue, ou não há paz que se aguente.

O chutar para canto é bom, mas é no futebol. Não nestes assuntos. Ainda a semana que passou, um filósofo português que eu desconhecia, disse numa entrevista que deu na RTP2 que gostava muito do Papa Francisco. E que não queria ir para o céu porque gostava de morar em Lisboa. Ora eu também gosto de Epicuro no sentido em que comer um simples peixe numa das nossas tascas, onde o fazem como ninguém, é do melhor e basta. Mas para mim isso "faz parte" do Céu de que fala o Papa Francisco. O céu não é uma pasmaceira pós-morte, em que nada se faz e se morre de tédio. Ninguém saberá agora o que é na sua versão completa. Só depois da morte; senão não é Céu mas uma projeção humana. Mas o Céu começa agora. Paradoxalmente até nesta Gaza ensanguentada.

As pessoas têm alegrias "diferentes"; eu, e não por acaso, vejo as que vêm do Céu. Como? São aquelas que me mudam e me vão consolidando a felicidade. Esta não vem toda de uma vez, não se reduz a um pronto a vestir. É antes como o lado oculto do cubo. Como o lado "oculto" do Papa, de que não se fala.

Como "sei" que já começou? Por uma experiência, que é um "juízo" (como o juizo 'X é Y'). As filosofias têm todas razão. Pois têm. Mas umas apresentam mais "razões" que outras. Eu gosto de morar em Lisboa. E por favor: parem de elogiar "metade" do Papa Francisco. Assim, a meias, "cinzentonamente", ninguém lhe faz justiça, mas sim apenas uma "biga" instrumentalização. Dá vontade de "vomitar". Eu sei que é "fashion" elogiá-lo. Mas andará ele a falar para o boneco? Chega de monstruosidade nesta "faixa" feita de Céu.

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