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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

02
Ago17

Sexo "ocológico"...

por Fátima Pinheiro

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Só faltava esta: o sexo ecológico! Tomar banhos à dúzia, vibradores a energia solar ou brinquedos eróticos sem PVC. Ideias que convencem  os sexólogos? A mim mais me parecem relações ocas!!!!! Mas apetece-me dizer: cada um que faça o que quiser!!!

Os retiros sexuais, o "sexo ecológico" e a utilização de emoticons eróticos nas mensagens são algumas das tendências sexuais de há uns meses para cá. Ao que parece, segundo um artigo publicado no El País Brasil, o futuro passa, ainda, pelo heart hunting sentimental (recrutamento de parceiros estáveis) e por encontros não focados na penetração. Para alguns sexólogos, só esta última faz algum sentido, mas a grande tendência para o futuro deveria ser "os casais viverem em intimidade de forma genuína, dizendo o que gostam e o que não gostam, sem terem medo que o outro vá embora".

O "eco sex". É então uma palavra para designar a tendência de tornar o sexo mais ecológico. Rege-se por alguns princípios como tomar banho a dois para economizar água e apagar as luzes ou usar velas. Mas há muito mais para quem quiser tornar a sua vida sexual mais verde: há por todo o lado sex shops ecológicas -  a Other Nature foi pioneira - que, além de lubrificantes ecológicos, vendem, por exemplo, chicotes feitos de pneus de bicicletas, ao invés do couro.

Podemos ter todas as opiniões sobre sexo. Tanto faz, o  que tenho eu a ver com o sexo dos outros? Mas neste assunto lembro-me sempre do que dizia Chesterton, de que a imparcialidade é um nome elegante para a ignorância.

Durante muito tempo andamos de boca fechada. Sexo era um tema tabu. Alguém me falava disso? Hoje  é o contrário. E o que oiço? Tudo muito pela rama. Por paradoxal que pareça foi João Paulo Il o primeiro filósofo a pegar no tema de uma forma completa. Conhecer é muito bom. Tudo sabe de forma diferente.

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22
Jan15


 

Alessandra Negrini em "2 Coelhos",  de Afonso Poyart/ imagem tirada da net

 

Tenho muito apreço pelos media. São uma "beleza", um meio excepcional de se fazer uma humanidade melhor. As primeiras páginas nem me incomodam. Podem até por o Cristiano Ronaldo nu a bater umas bolas. Ou a Alessandra Negrini. Eu, que sou católica, sempre vi no corpo, uma das coisas mais belas que Deus criou. Aliás, contrariamente a muitas outras religiões, o corpo é tão importante que é até no Antigo Testamento que aparece a palavra "sax", que quer dizer "carne", e é uma autêntica revolução na Antropologia Filosófica. Tenho é horror à mediocridade da falta de informação. Digo o mesmo em relação à desinformação e à manipulação. Isto é muito complexo: os jornais não vendem, todos sabemos que é caro, todos sabemos quem os paga. Agora, fazer um jornal não pode ser fazer coelhos! Abortem. Eu explico.

 

Não sou uma santinha, antes pelo contrário, caio milhares de vezes ao dia. Por isso é que peço, todos os dias a quem me fez - e faz - me ajude a ser "bela". Chama-se a isto liberdade, oração. Já fiz muitos "coelhos" porque sim. Agora, por entre coisas boas, os media oferecerem-nos sempre e sempre do mesmo (excuso de dizer, ou digo? ), é demais. É fazer coelhos. Merecemos mais. Eu mereço mais. E, à minha escala, esforço-me por dar o meu melhor. Salgado, Salgado Salgado? Bárbara, Barbára, Bárbara? Francisco, Francisco, Francisco? (agora parece que vem aí um novo assunto :o sexo ecológico - ou será antes "ocológico"? aviso já que não devem entrar na minha cama, era o que faltava!; a não ser que me apeteça). Casa, descasa, engana, engana, acerta, descasa, casa outra vez. Pedro e Paulo, Paulo e Pedro.

 

Falo em particular deste último, Francisco, porque estou dentro do assunto, dada a minha formação e experiência filosófica e teológica ("que gaja mais convencida!", pode ser, não me importo). E porque sei o que é ser mulher de um marido e por ser mãe de três filhos. E, não menos importante: conheco casais que não podem ter filhos. E porque a sexualidade é um dos campos que mais me interessam. Jornais? Devoro tudo. Ontem, a propósito dos católicos, coelhos, e do que disse o Papa, a confusão que por lá andou. Para dar um exemplo - senão parece que falo do nada - li que a célebre e citada passagem bíblica do crescei e multiplicai-vos é um mandamento de Cristo, do Novo Testamento. Isto é caso para grande penalidade. Outro caso: nunca li nada de fundo sobre a Teologia do Corpo iniciada por João Paulo II. Outra penalidade. Mas não falo mais em penalidades. Senão teria que ir para as crueldades que se fazem a inocentes - dentro e fora da Igreja - e deixa pessoas escangalhadas para a vida inteira. Mas como fui treinada a reter o "bom" (isto vem no Novo Testamento, para abolir o olho por olho do Antigo Testamento),  ainda acredito que isto vá melhorando. Um dia de cada vez, a começar por mim. A ter presente que há mais coisas no céu e na terra do que Guimarães, Salgados e Carrilhos. E que escrever sobre o joelho - eu sei que um ritmo frenético e exigente diário é extenuante e leva a deslizes não intencionais - não dá bom resultado. Pode até ser grave se os assuntos são da beleza e da gravidade da vida. Enganem-se - abortem -  sem querer num assunto menos determinante -  embora, paradoxalmente, todos o sejam. 

 

 

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