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Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

31
Jul18

Férias para quê?

Fátima Pinheiro
FÉRIAS: TEMPO PARA REDESCOBRIR A META
 
Pe Duarte da Cunha
 
 
 

 

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"A Europa foi, e é ainda hoje, dizia George Steiner, uma caminhada. Quem a atravessa a pé consegue sempre encontrar uma povoação onde pernoitar. Não lhe acontece ter de passar por desertos imensos ou florestas infindáveis como noutros continentes. Podemos dizer, como ele disse, que na Europa a paisagem tem dimensão humana e os destinos são alcançáveis.

Perceber o facto de a Europa estar marcada por estas caminhadas toca o âmago da nossa cultura. Mas para isso é preciso notar que, na verdade, muito mais do que de caminhadas, na Europa faz sentido falarmos de peregrinações. A “Europa caminhada”, na verdade, é a de pessoas que avançam para chegarem a um destino. É isso que liga a ideia de caminho com a de progresso, ou seja, de crescimento e de avanço.

Só quando temos uma meta o caminho tem sentido! Ao nível humano, a meta pode ser o encontro com um amigo, um negócio, um lugar santo ou a própria casa. Em todo o caso, o que dá sentido ao caminhar é a vontade de chegar e a esperança de alcançar o objetivo. Por isso é tão importante saber qual o destino para saber qual é o caminho certo: só assim se pode avançar, mesmo que devagar. Quem não sabe para onde vai ou se sente perdido dificilmente consegue ter forças para avançar. São Tomás recordava que se chega mais depressa ao destino indo a coxear pelo caminho certo do que a correr pelo caminho errado!

Claro que isto pressupõe que o caminho se faz voluntariamente. Uma peregrinação é uma experiência de liberdade. Eu quero ir ali; eu posso ir; eu vou. Perde-se a liberdade quando não se tem para onde ir, se é forçado a ir ou se é incapaz de ir. A Europa peregrina é a grande promotora e defensora da liberdade porque tem esperança de chegar à meta. Desaparece a liberdade se não é claro que há um ponto de chegada, ou quando se pensa que este é um destino mau, ou, ainda, quando a pessoa é forçada a ir mesmo não querendo. Tantas vezes andamos como baratas tontas precisamente porque deixámos de ter esperança; de ter para onde ir!

Um dos grandes problemas da secularização é o desaparecimento das metas transcendentes, dos grandes ideais, do desejo de se chegar ao Céu, de se ser santo. Multiplicam-se as metas que na realidade são só etapas, como o conseguir ter um dia sossegado, encontrar uma pessoa com quem partilhar algum tempo de amizade ou ganhar dinheiro. Tudo coisas justas, mas insuficientes para realizar a pessoa humana. São etapas e aspectos da vida, não a meta final.

Os cristãos europeus acreditam que é possível chegar ao Céu. Antes de mais porque aprenderam a reconhecer o grande desejo de encontrar o eterno e o divino, mas também porque fazem a experiência de que as distâncias são passíveis de ser percorridas. A fé cristã deu sentido a esta intuição, porque em Jesus Cristo ficamos a saber que existe uma meta, que ela é boa, mas também que é possível chegar lá. A pessoa que peregrina não deambula sem sentido, mas avança. Também é verdade que acreditamos que Deus já está no caminho da vida: Jesus é o caminho! Mas é caminho porque leva ao Pai.

No tempo de férias, uma das coisas importantes a fazer é recuperar a consciência da meta, dos grandes objectivos da vida. Descansar, por isso, é retomar a motivação que faz querer avançar. Por vezes, o quotidiano está cheio de coisas a fazer que ofuscam a meta. É então que o cansaço se torna mais pesado. Parece não haver tempo ou forças para pensar sobre onde se quer chegar.

Eis porque a férias são tão necessárias! E também porque é tão importante que não seja só um tempo vazio de obrigações. Se o descanso for só distração termina sem dar novo impulso à vida. É bom estar alerta porque a secularização, que leva as pessoas viverem como se Deus não existisse, casa bem com a ideia de descanso como pura distração! Os cristãos, pelo contrário, vivem as férias como tempo útil, tempo de descanso para pensar, para saborear, para apreciar e avivar o desejo de se chegar ao Céu. Assim, chegaremos ao início do ano lectivo, do ano pastoral, do ano laboral com vontade de fazer bem o que nos é pedido. As férias ajudam a darmo-nos conta de estarmos numa peregrinação com uma meta e, por isso, a ter vontade de avançar."

 

in Voz da Verdade, 8 de Julho, 2018

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
23
Jul18

Dia de Santa Brígida: a Europa não é ateia!

Fátima Pinheiro

 

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Hoje é dia de uma das padroeiras da Europa, santa Brigida da Suécia. Quem era? Um modelo de vida para esta Europa  de hoje, que ruma sem norte e que se funda num ateismo ignorante, ao invés de se fundar em si,  nas suas raízes, ou seja na rocha de Pedro. Mulher de família, mulher de oração, mulher de educação. Mulher de afirmação da transcendência, com rosto.

Andamos tão esquecidos. Que tal uma olhadela à História, aos factos? Uma exemplar história de milhares de anos e vidas . Sim  com defeitos mas definidas pelo Amor.Uma história alavancada com o martírio de onze dos 12 apóstolos, os amigos que Jesus escolheu para andarem consigo . Sim.  Todos, excepto João, deram a vida, foram martirizados.

CARTA APOSTÓLICA EM  FORMA DE “MOTU PROPRIO”  PARA A PROCLAMAÇÃO DE SANTA BRÍGIDA DA SUÉCIA, SANTA CATARINA  DE SENA E SANTA BENEDITA DA CRUZ  CO-PADROEIRAS DA EUROPA

 

JOÃO PAULO PP. II 

 

  dado em Roma, junto de São Pedro, a 1 de Outubro de 1999, vigésimo primeiro ano de Pontificado

 

“(...) 4. Brígida, a primeira destas três grandes figuras, nasceu de uma família aristocrática em 1303 em Finsta, na região sueca de Uppland. Ela é conhecida sobretudo como mística e fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador. Porém, não devemos esquecer que transcorreu a primeira parte da sua vida como leiga felizmente casada, e teve oito filhos. Indicando-a como co-Padroeira da Europa, desejo torná-la familiar não só aos que receberam a vocação de uma vida de especial consagração, mas também aos que são chamados às ordinárias ocupações da vida laical no mundo e, sobretudo, à exímia e exigente vocação de formar uma família cristã. Sem se deixar influir pelas condições de bem-estar da sua classe social, ela viveu com o marido Ulf uma experiência conjugal, onde o amor esponsal se uniu à oração intensa, ao estudo da Sagrada Escritura, à mortificação e à caridade. Juntos fundaram um pequeno hospital, onde com frequência assistiam os enfermos. Brígida tinha também o hábito de servir pessoalmente os pobres. Ao mesmo tempo, foi elogiada pelos seus dotes pedagógicos, que teve ocasião de pôr em prática no período em que se lhe pediu que servisse na Corte de Estocolmo. Desta experiência amadurecerão os conselhos que, em diversas ocasiões, dará aos príncipes e soberanos para desempenharem corretamente as suas funções. É evidente, porém, que os primeiros a lucrar com isto foram os seus filhos, não constituindo um puro caso o facto de uma das suas filhas, Catarina, ser venerada como santa.
Porém, este período da sua vida familiar foi só a primeira etapa. A peregrinação que realizou com o marido Ulf a Santiago de Compostela em 1341 concluiu simbolicamente esta fase, preparando Brígida para a nova vida que iniciou alguns anos depois quando, com a morte do esposo, pressentiu a voz de Cristo que lhe confiava uma nova missão, guiando-a passo a passo com uma série de extraordinárias graças místicas.

5. Tendo deixado a Suécia em 1349, Brígida estabeleceu-se em Roma, Sede do Sucessor de Pedro. A transferência para a Itália constituiu uma etapa decisiva para a dilatação do seu coração e da sua mente, não só do ponto de vista geográfico e cultural, mas sobretudo espiritual. Foram muitos os lugares que a viram ainda peregrina, desejosa de venerar as relíquias dos santos. Nestas vestes ela esteve em Milão, Pavia, Assis,  Ortona,  Bari,  Benevento,  Pozzuoli,  Nápoles, Salerno,  Amalfi  e  no  Santuário  do  Arcanjo  São Miguel  no  Monte  Gargano.  A  última  peregrinação, realizada entre 1371 e 1372, levou-a a atravessar o Mediterrâneo em direcção à Terra Santa, permitindo-lhe abraçar espiritualmente, além de tantos lugares sagrados da Europa católica, as mesmas nascentes do cristianismo, nos lugares santificados pela vida e morte do Redentor.

Na verdade, mais que por estas devotas peregrinações, foi com o profundo sentido do mistério de Cristo e da Igreja que Brígida participou na construção da comunidade eclesial, num momento extremamente crítico da sua história. A união íntima com Cristo foi, com efeito, acompanhada per especiais carismas de revelação, que a tornaram um ponto de referência para muitas pessoas da Igreja do seu tempo. Em Brígida sente-se a força da profecia. Por vezes, esta parecia ser um eco dos grandes profetas antigos. Ela falava com segurança a príncipes e pontífices, revelando os desígnos de Deus acerca dos acontecimentos históricos. Não poupou advertências severas, inclusive no tema da reforma moral do povo cristão e do mesmo clero (cf. Revelationes, IV, 49; cf. também IV, 5). Alguns aspectos da extraordinária produção mística suscitaram, com o passar do tempo, compreensíveis interrogações, a propósito das quais a prudência eclesial realizou um discernimento eclesial, remetendo-se à única revelação pública, que tem em Cristo a sua plenitude e na Sagrada Escritura a sua expresão normativa. De facto, também as importantes experiências dos grandes santos não estão isentas dos limites que sempre acompanham a recepção humana da voz de Deus.

No entanto, não há dúvida que a Igreja, ao reconhecer a santidade de Brígida, mesmo sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, acolheu a autenticidade do conjunto da sua experiência interior. Ela vem a ser uma testemunha significativa do espaço que pode ter na Igreja o carisma vivido com total docilidade ao Espírito Santo, e na completa conformidade às exigências da comunhão eclesial. Além disso nas terras da Escandinávia, pátria de Brígida, tendo-se separado da plena comunhão com a Sé de Roma após os tristes acontecimentos do século XVI, a figura da Santa sueca permanece concretamente como uma preciosa ligação ecuménica, também reforçada pelo esforço realizado neste sentido pela sua Ordem(…)”.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
11
Jul18

O Festival de Sintra 2018 promete

Fátima Pinheiro

 

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Desde que me conheço que vou ao Festival de Sintra. Gabriela Canavilhas, diretora, apresentou  hoje o 53.º Festival Internacional de Música de Sintra, que se realiza de 20 de setembro a 14 de outubro, e que projeta 19 concertos em nove locais do concelho, dos palácios nacionais às escolas, e conta com a participação de cinco orquestras, entre as quais a da Gulbenkian, na abertura. É um novo conceito.

 

A Orquestra Gulbenkian, sob a direção musical do maestro Michael Zilm, vai apresentar, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, de Franz Schubert, excertos de "Rosamunde, música incidental", e de Felix Mendelssohn, "Sonho de Uma Noite de Verão", num concerto em que são solistas a soprano Patrycja Gabrel, e a meio-soprano Cátia Moreso, com narração de Paula Lobo Antunes e Luís Madureira.

A ex-ministra da Cultura sublinhou o empenho de levar a música clássica aos "lugares mais recônditos do concelho" e aos espaços menos habituais para sua fruição, "mas sempre com projetos de primeira qualidade".

Entre esses projetos, Canavilhas referiu o recital do pianista António Rosado, com a Orquestra Sinfónica Juvenil, no dia 05 de outubro, na Sociedade Musical e Recreativa Montelavarense, em Montelavar, vila a cerca de 12 quilómetros de Sintra.

Canavilhas elogiou Rosado, que apontou como "o maior pianista português da atualidade, sem desprimor para Artur Pizarro", e que "sem problemas de ego não fez quaisquer exigências".

Relativamente ao Festival, a sua diretora artística considerou que "há uma responsabilidade de serviço público que é a união do concelho" e, nesse sentido, realçou a "descentralização" da programação.

"Vamos à Ulgueira, a Montelavar, às escolas, com projetos musicais de excelência, queremos programas de primeira qualidade", argumentou.

O facto de Sintra ser Património da Humanidade "dá-lhe uma responsabilidade acrescida" na área da Cultura, defendeu Canavilhas que destacou a dedicação tradicional de Sintra às artes e cultura, recordando a atividade de D. Fernando II, assim como da marquesa Olga de Cadaval, que fundou o festival de Sintra, em 1962.

A programação foi justificada sob o mote "A Montanha Mágica", numa clara referência literária a Thomas Mann, mas também "pelo apelo irresistível" que a serra de Sintra tem sido ao longo dos séculos para os artistas, escritores e poetas, desde o período árabe na região, disse Canavilhas.

"Nesse sentido, foi muito importante para nós apegar-nos aos sinais e aos testemunhos dos escritores e poetas que passaram por Sintra, e foi a esses testemunhos que nos agarrámos para irmos pontuando musicalmente, ligando-os, quer aos espaços quer aos programas escolhidos", afirmou.

O cartaz do festival inclui, entre outros, os pianistas Boris Berezosky, "um dos titãs do piano", Valentina Lisitsa, "um caso sério de popularidade na Internet", e Adriano Jordão, que dirigiu este festival nos últimos três anos, e a quem é dada "Carta Branca".

No âmbito desta "Carta Branca", no dia 29 de setembro, às 18:30, no Palácio de Queluz, a Orquestra Clássica do Centro (OCC), sob a direção do maestro José Eduardo Gomes, vai apresentar "Musicais da Broadway", com a soprano Sofia Escobar e o tenor norte-americano Nelson Ebo, nascido em Angola, e, à noite, no Centro Olga Cadaval, apresenta-se o pianista Adriano Jordão, com a OCC.

Um dos destaques da programação é a estreia em Portugal do contratenor holandês Maarten Enjeltje, que se apresenta no dia 23 de setembro, no Palácio de Queluz, com o seu "Prjct Amesterdam", ensemble de instrumentos de época de princípio do século XVIII, que vai ser "inesquecível", segundo Gabriela Canavilhas.

A diretora artística elogiou as qualidades de Maarten Enjeltje, "que se está a afirmar como o grande contratenor do futuro", e que "é um privilégio" apresentar.

Ao longo do festival, Gabriela Canavilhas fará a introdução e comentários de cinco concertos, por agrupamentos da Sinfónica Juvenil, em escolas do concelho.

Na Igreja de Colares, outro dos espaços do festival, atuam, no dia 30 de setembro, a Camerata Alma Mater e o coro Voces Caelestes., que vão interpretar peças de Bruckner, Nielsen e a Missa n.º 2 de Schubert.

O violoncelista Alban Gerahrdt atua com o pianista Artur Pizarro, no dia 10 de outubro, no Palácio da Vila, em Sintra, apresentando um programa que inclui composições de Debussy, Wilhelm Friedmann Bach, Ligeti, Beethoven e Rachamaninov.

O The Myrthen Ensemble encerra o festival, no dia 14 de outubro, às 18:00, com um concerto no Palácio da Vila, em Sintra, que apresenta o concerto "Songs to the Moon", constituído por peças de Brahms, Schumann, Warlock, Barber, Debussy e Duparc, entre outros.

 

fonte: Lusa

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11
Jul18

Os 7 dons do Espírito Santo explicados pelo Papa Francisco

Fátima Pinheiro
 

 

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1- Dom de Ciência
O dom da ciência faz que o cristão penetre na realidade deste mundo sob a luz de Deus; vê cada criatura como reflexo da sabedoria do Criador e como caminho a Deus. Leva o homem a compreender o vestígio de Deus que há em cada ser criado. O homem foi feito para Deus e só n’Ele pode descansar, como disse Santo Agostinho. Por este dom o cristão reconhece o sentido do sofrimento e das humilhações no plano de Deus, que liberta e purifica o homem.

2- Dom do Entendimento / Inteligência
O dom do entendimento ou inteligência nos ajuda a penetrar no íntimo das verdades reveladas por Deus e entendê-las. Por ele o cristão contempla os mistérios da fé. É um entendimento diferente daquele que o teólogo obtém pelo estudo; o que é penoso e lento. O dom da inteligência é eficaz mesmo sem estudo; é dado aos pequeninos e ignorantes, desde que tenham grande amor a Deus.
Por esse dom conhecemos os nossos pecados e a nossa miséria. Os santos, quanto mais se aproximaram de Deus, mais tiveram consciência do seu pecado ou da sua distância de Deus.

3- Dom da Sabedoria
O dom da sabedoria nos dá um conhecimento da verdade revelada por Deus. Abrange todos os conhecimentos do cristão e os põe sob a luz de Deus, mostra a grandeza do plano do Criador e a sua onipotência. Vem da intimidade com o Senhor.

4- Dom do Conselho
O dom do conselho permite ao cristão tomar as decisões oportunas nas horas difíceis da vida, para que se comporte como verdadeiro filho de Deus. Isso, às vezes, exige coragem. Pelo dom do conselho o Espírito Santo nos inspira a maneira correta de agir no momento oportuno. “Todas as coisas têm o seu tempo, e tudo o que existe debaixo dos céus tem a sua hora […]” (Ecl 3, 1-8); fora desse momento preciso, o que é oportuno pode tornar-se inoportuno; nem sempre é fácil discernir se é oportuno falar ou calar, ficar ou partir, dizer “sim” ou dizer “não”.

5- Dom da Piedade
O dom da piedade nos orienta em todas as relações que temos com Deus e com o próximo. São Paulo se refere a isso: “Recebestes o Espírito de adoção filial, pelo qual bradamos: Abbá ó Pai” (Rm 8,15). O Espírito Santo, mediante o dom da piedade, nos faz, como filhos adotivos de Deus, reconhecer Deus como Pai. E, pelo fato de reconhecermos Deus como Pai, consideramos as criaturas com olhar novo. Este dom nos leva a considerar o fato de que Deus é sumamente santo e sábio: “Nós vos damos graças por vossa grande glória”. É o dom da piedade que leva os santos a desejar, acima de tudo, a honra e a glória de Deus. “Para que em tudo seja Deus glorificado”, diz São Bento. E Santo Inácio de Loiola exclama: “Para a maior glória de Deus”. É também o dom da piedade que desperta no cristão a inabalável confiança em Deus Pai, como, por exemplo, Santa Teresinha. Este dom leva o cristão a ver o outro como irmão e a amá-lo como filho de Deus.

6- Dom da Fortaleza
O dom da fortaleza nos dá força para a fidelidade à vida cristã, cheia de dificuldades. Jesus disse que “o Reino dos céus sofre violência dos que querem entrar, e violentos se apoderam dele” (Mt 11,12). Pelo dom da Fortaleza o Espírito Santo nos dá a coragem necessária para a luta diária contra nós mesmos, nossas paixões e problemas, com paciência, perseverança, coragem e silencio. Nos dá forças além das naturais. Esta força divina transforma os obstáculos em meios e nos dá a paz mesmo nas horas mais difíceis. Foi o que levou São Francisco de Assis a dizer: “Irmão Leão, a perfeita alegria consiste em padecer por Cristo, que tanto quis padecer por nós”.

7- Dom do Temor
O dom do temor de Deus nos leva a amá-Lo tão profundamente que tenhamos receio de ofendê-Lo. Nada tem a ver com o temor do mercenário ou o temor do castigo (do escravo); mas é o temor do amor do filho. É a rejeição que o cristão experimenta diante da possibilidade de ofender a Deus; brota das entranhas do amor. Não há verdadeiro amor sem este tipo de temor. Medo de ofender o Amado. Pelo dom do temor de Deus a vitória é rápida e perfeita, pois é o Espírito que move o cristão a dizer “não” à tentação. O dom do temor de Deus está ligado à virtude da humildade, que nos faz conhecer nossa miséria, impede a presunção e a vã glória, e assim, nos torna conscientes de que podemos ofender a Deus; daí surge o santo temor de Deus. Ele se liga também à virtude da temperança; combate a concupiscência e os impulsos desordenados do coração, para não ofender e magoar a Deus."

in Missio

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
09
Jul18

Dizem que sou intolerante e pretensiosa

Fátima Pinheiro

 

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"Num mundo pluralista como o nosso, onde pessoas de tantos credos, e até sem credo algum, têm de conviver na mesma cidade, o homem religioso é tolerado apenas se for o homem do puro desejo, da procura e da intranquilidade; já aquele que diz ter encontrado Deus e tirar daí certezas será, nesta perspetiva um perigoso fundamentalista, um pretensioso incapaz de conviver com quem não partilhe a sua fé. Pensa-se que a pessoa com certezas é uma pessoa resolvida que já não pede mais, e desconfia-se de quem tem respostas. Mas será que isso faz sentido?(Duarte da Cunha, Desejo e Encontro, Principia, 2018, p.15). Em «Desejo e Encontro», o Pe. Duarte da Cunha desconstroi esta outra pretensão do relativismo. E testemunha argumentando que encontrar é viver e não morrer.

Encontrar  o sentido da vida não é parar, mas sim o começo de uma aventura que não pára, uma aventura de Amor. Deus é Amor, e não se confunde nem com os gnosticismos que limitam Deus aos meus pensamentos, nem com os pelagianismos que põem a mola da ascese na força da vontade, prescindindo da força de Deus. O Deus que encontrou o autor deste livro é mesmo transcendente. Mas sendo transcendente é encontrável aqui e agora. 

 Por isso este livro é um must, "corresponde à necessidade de uma transmissão da fé católica e dos seus fundamentos que responda aos anseios mais profundos do coração humano  conduza ao mais significativo dos encontros: o encontro com Deus. Somos seres finitos em busca de um infinito. Vivemos no tempo e desejamos a eternidade. Para nos satisfazer não nos basta uma qualquer coisa finita, por muito intensa que a experiência de a encontrar possa ser. Esta procura de Deus é como um grito que está dentro de nós. Como algo que nos inquieta e nos obriga a perguntar, a investigar e a seguir aqueles que de algum modo dão sinais de conhecerem o caminho. Jesus Cristo é a verdadeira resposta às exigências do coração do Homem. O nosso desejo não repousa no vazio. E Jesus não é só uma ideia ou um mito – é uma Pessoa divina que a certa altura da história Se fez carne. A fé cristã enraíza-se num acontecimento da história. Um acontecimento que introduz na história o eterno, que vence a morte e se torna presente em toda a história. Jesus permanece vivo e encontrável, depois de ter morrido na cruz e de ter ressuscitado, precisamente através do povo que é o seu corpo, ou seja, da Igreja. ".

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
08
Jul18

As minhas aventuras na Rússia

Fátima Pinheiro

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"Ontem fomos ver Romeu e Julieta. Mais uma vez lá fomos ao Palácio de Congressos do Kremlin. Mais uma vez tive a oportunidade de me aperceber de várias coisas. Estavam milhares de pessoas. Quando chegamos às portas das muralhas, estranhamos desde logo a multidão. Nem nos passou pela cabeça que toda aquela gente se deslocara ali para ir ver o nosso (afinal o deles...) Prokoviev. Foi o André que nos esclareceu acerca do destino de tal mar. Lá entramos bem devagar, uns atrás dos outros, muitos que éramos. Todos tão diferentes…Já não falo nas cores, ou nas nacionalidades. Refiro-me também à idade, à maneira de vestir. Nunca vi tais discrepâncias de estilo! Anos 30, anos 60, anos 70, anos 90, ou anos nenhuns. Como que uma intemporalidade dos espaços do vestir. Uns feíssimos, outros belíssimos. Lembrei-me da resposta de um professor de História da Moda, quando lhe perguntei o que era a moda: “a moda é aquilo que passa de moda.”

 

Mas, no caso, estava-se para além da moda. Uns pobres, outros quase miseráveis, outros, em menor número, a ostentar riqueza, alguns gosto, alguns o último grito da moda (o último, mesmo).  Mas é de notar que em geral, e esta é uma característica das mulheres russas (das Natashas, Ludmilas, Irinas, Lenas, Olgas e Tânias), há um esmerado cuidado no arranjarem-se. Elas distinguem perfeitamente as ocasiões. Se de festa, se de trabalho, radicalizando por vezes despropositadamente, mas apesar de tudo muito naturalmente, a maneira de se apresentarem.

 

A nossa Natasha, baby-sitter e amiga, para ilustrar o que digo, tem todo um ritual de se arranjar de manhã, antes de sair para a universidade, impressionante. Às vezes excessivamente apinocada para a circunstância, mas nunca sem um toque de cuidado que lhe ressalta, sem dúvida, as suas notas naturais de beleza; tem uns olhos azuis lindíssimos.

 

Dá a ideia que se preparam para o dia como se fosse a sua oportunidade única para brilhar, o que denota um gosto pelo momento presente, um viver a vida de uma forma intensa (isto faz parte da alma russa...).

 

O mesmo se diga das roupas: têm pouco mas o que têm é bom. Não precisam de quarenta camiseiros nas gavetas mas sim de dois, ou apenas um, de boa qualidade. Por isso se apresentam cuidadas, às vezes estilosas. E até czarinas.

 

Voltando ao Kremlin, lá dentro, as cores vermelhas da sala gigantesca aliadas ao escuro da cor do espetáculo tornavam todos e cada um num pequeno pormenor dum quadro único (sensação semelhante à que tive na sala de espetáculos do Kennedy Center: a mesma imponência, o mesmo vermelho). Muito esbatidos ofereciam-nos a vida e o sentido do horizonte que se respirava na animação do palco. Fiquei a perceber o valor do totalitarismo. Percebi também que para a sociedade russa a cultura faz parte da vida. Isto é, as pessoas não vão ver um espetáculo apenas para se divertirem, mas sobretudo porque precisam dele para viver. A arte é ar que se respira. Percebi como nunca que os russos são, essencialmente, um povo de artistas.

 

As velhinhas estão na primeira fila, fazendo tricot, e olham para o espetáculo como se olham as telenovelas."

 

 

Moscovo, 20 Abril de 1999

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
06
Jul18

O meu post mais lido: Sócrates e a banalidade da "canalhice"

Fátima Pinheiro
 
 

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"José Sócrates hoje ao pequeno meu almoço, eu a ouvir as notícias. Dizia a "pivot" que ontem à noite (não me lembro, se calhar era fim do dia; estava ainda a acordar… e nas dentadas da minha torrada) a Procuradoria Geral da República, negando a notícia da Sábado (seria esta Revista?), assegurava que o antigo PM não está a ser investigado, nem foi constituído arguido no caso Monte Branco (ou troquei com alguma notícia de ski… ainda me falta  um café para ficar boa). Entra depois Sócrates a dizer - de uma entrevista que deu ontem à televisão (…voltei, já bebi o café) - que não está envolvido, ue não conhece a empresa que fazia "tais movimentos": “Isso é uma campanha de canalhice….eu não conheço ninguém…”; "querem agora arranjar um socialista qualquer...". Fiquei a saber que Sócrates é "um socialista qualquer". Nunca é tarde! É a banalidade; já me estava a esquecer da sua paixão pela sua colega Arendt (que não é de filosofia, mas de filosofia política; ai estas "rendas" filosóficas de quem se esqueçe que tudo está interligado!!! ou do Maritain que distingue sim, mas para unir)

“Canalhice”? Não conhecia o termo. Canalha sim, conheço. Pensei: deve ser uma adaptação do francês, "nuances" que lhe ficaram da Sorbonne. Fui ao Dicionário:
«Patologia: que ou aquele que apresenta comportamento comparável ao desse estado; imbecil, idiota – Cretino
Regionalismo-Brasil: pessoa insolente, atrevida, cínica
Fulano: somente quer ser aquilo que não é. É um perfeito cretino!»

A palavra existe, pronto.Os cretinos também. Nisto, nada como uns aninhos em Paris para aprofundar regras de método, de Descartes, por exemplo; sobretudo a de evitar juízos precipitados. São eles que muitas vezes levam ao erro. E caminhar no sentido da clareza e da evidência, as quais são adquiridas em intuições e deduções, os principais actos do espírito.

Cretinice? Campanha dela contra quem já foi considerado entre nós (ou seria isto para Manuel Maria Carrilho? Preciso mais café) o “Armani da Covilhã”? “Mais non, quel dommage”! Eu prefiro chamar mesmo  cretino a quem o é. Será isto campanha – caseira, a minha – de cretinice? Que seja. O bom senso está bem distribuído, com ou sem o homem de um Discurso do Método."
31 Julho 2014
 
 
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
05
Jul18

Para que serve um livro

Fátima Pinheiro

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 fotografia

 

Desde que me conheço que adoro livros. Fui comprando e comprando. Começei em Sintra, onde havia uma loja que num canto tinha livros diferentes. Lembro-me do dia de Agosto em que comprei As Confissões de Santo Agostinho, das quais tinha ouvido falar da boca do Pe Peter Stillwell, uns dias antes na missa de Memória do Santo, na minha Igreja de S. Martinho, na Vila. Nunca mais esqueci o que ele leu, muito sentido, do Livro X, capitulo 27 (1). Fiquei marcada por saber que "nunca é tarde".

E continuei a coleccionar. Tenho livros dos sítios por onde passei e vivi. De três cantos do mundo. Noutro dia pensei que uma vida não chega para ler tudo aquilo. Dei e Dei. Fiquei  com aqueles que li e gostei. E com os que ainda penso ler. Não são meus, são nossos. Adoro livros.

Leio hoje com gosto, e como meu, o que disse o agora D. Tolentino Mendonça, nomeado Bibliotecário e Arquivista da Santa Sé, à vaticanista Aura Miguel, em entrevista à Rádio Renascença : "Os livros têm muitas vidas ao longo dos tempos e penso que ... é preciso garantir a integridade daquele tesouro (A Biblioteca e Arquivo do Vaticano), conservando-o da melhor maneira e fazendo tudo para que ele possa ser transmitido às gerações futuras, nas melhores condições; e, ao mesmo tempo ... fazer ressoar este tesouro no presente, na contemporaneidade, estabelecendo diálogos e pontes que possam, de certa forma, permitir que aquele tesouro continue a nutrir o coração dos cristãos e dos homens e das mulheres do nosso tempo." 

 É isso, os livros não são para enfeitar ou fazer de conta, não são para encher as prateleiras mas para encher o coração. Nunca é tarde...

(1) "Tarde Vos amei, 

Beleza tão antiga e tão nova, 
tarde Vos amei! 
Eis que habitáveis dentro de mim, 
e eu, lá fora, a procurar-Vos! 
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes. 
Estáveis comigo e eu não estava Convosco! 
Retinha-me longe de Vós 
aquilo que não existiria, 
se não existisse em Vós. 
Porém, chamastes-me, 
com uma voz tão forte, 
que rompestes a minha Surdez! 
Brilhastes, cintilastes, 
e logo afugentastes a minha cegueira! 
Exalastes Perfume: 
respirei-o, a plenos pulmões, suspirando por Vós. 
Saboreei-Vos 
e, agora, tenho fome e sede de Vós. 
Tocastes-me 
e ardi, no desejo da Vossa Paz"

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
01
Jul18

Uma Madona à séria!

Fátima Pinheiro
 

cropped-AF00023_2009.jpg

 foto da última execução em Portugal

 

 
A 1 de julho de 1867  Portugal aboliu a pena de morte, numa decisão pioneira a nível mundial. Desde a sua fundação, em 1498, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa  (SCML) apoiou, confortou e sepultou os condenados à morte na cidade. As execuções públicas incluíam uma procissão, conduzida pela SCML, que levava o condenado do cárcere ao patíbulo. No cortejo a bandeira processional, a Bandeira dos Condenados,  anunciava a execução que se avizinhava. Uma Madona à séria, a acompanhar os filhos até ao fim.
 
O ano passado, nos 150 anos da abolição da pena de morte,  a SCML assinalou o dia com uma iniciativa cultural de destaque,  que não entusiasmou os media como outros temas o têm conseguido. Veja-se o recente tema dos 15 lugares de Parking para uma Pop Start. Cada um entretem-se com madonas à sua medida.
 
No Museu de São Roque  há duas Bandeiras em exposição. Estas bandeiras eram também utilizadas na Procissão do Dia de Todos-os-Santos, organizada pela Santa Casa, na qual se recolhiam os corpos dos condenados no patíbulo do Campo de Santa Bárbara (atual zona dos Anjos), para lhes dar sepultura no cemitério da Instituição, situado na encosta de Sant'Ana, perto da Igreja da Pena. No século XIX, a Santa Casa deixou de acompanhar os executados, devido à obrigatoriedade de entregar os respetivos cadáveres à Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e ao fim da pena de morte em Portugal. Não mais se ergueram as Bandeiras dos Condenados. 
 
 
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
28
Jun18

Obrigada D.Dolores!

Fátima Pinheiro

 

dolores.jpeg

 

Faz hoje 20 anos que a Vida venceu em Portugal. A 28 de Junho de 1998 os portugueses disseram "não" à liberalização do aborto.

Nestes 20 anos o trabalho daqueles que continuamente lutaram e lutam pela defesa da Vida desde a concepção até à morte natural foi incansável.

E continuaremos a lutar enquanto houver uma mulher que aborte porque ninguém a ajudou!



 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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