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Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo (Ef 4, 23-24).

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

17
Jun18

O Brunito comanda a vida!


Fátima Pinheiro

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Bruno de Carvalho domina os media. Com tanto assunto, por que magia eu abro a televisão e só me sai aquele? E porque não escrevo eu sobre outro assunto? É por indignação. Por estar farta de tanta mediocridade, tanta corrupção, tanta ilegalidade, tanta impunidade. Como chegamos a isto? Chegamos a isto porque não nos interessam outras coisas? Não é verdade.

O que move a nossa sociedade são as audiências. Mas quem manda nas audiências ? E as perguntas vêm umas atrás das outras. Onde se pára? Vamos vivendo cada dia, a aturar isto  a que preço? Tontos com este espetáculo, entretidos com os bons momentos do Mundial, ou com os lutos sentidos dos Pedrógãos, que fazem hoje um ano. 

Resta-nos sonhar com  a Taça, parece. O sonho comanda a vida. Afinal que vida é esta? É a pergunta que se impõe. Senão o que somos? Uns grandes palhaços. Quem manda nos meus sonhos? Quem me diz o que existe?

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
13
Jun18

O selecionador revela o segredo


Fátima Pinheiro

 

 

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Fernando Santos esteve no Conhaque - Philo em 2014.  No dia em que foi considerado o melhor selecionador do mundo, passei aqui aqui um excerto da sessão na qual esteve acompanhado por outro "selecionador", o Cardeal Patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente. O video da Sic Notícias pode vê-lo aqui, e a transcrição abaixo. As palavras continuam actuais.

D. Manuel Clemente e Fernando Santos trocam ideias sobre “o que é seleccionar”. Uma tertúlia animada e realista na Casa-Museu Medeiros e Almeida, com Santo António e Paulo Bento à mistura. A Rádio Renascença também registou a sessão aqui: o que têm em comum um patriarca e um treinador de futebol? (Aura Miguel e Ricardo Fortunato) Repórter da Sic Notícias: Selecionar, ser selecionado, escolher, deixar que os outros escolham por nós... O dilema cruza a vida dos homens, sejam eles selecionados, pela palavra de deus, ou selecionadores de futebol, de um país. Fátima Pinheiro (Rasante): Porque é que não põe o Quaresma a jogar desde o início? Risos Fernando Santos: É prima, é prima... Interveniente: Há aqui uma coisa que tem sido permanente, ele tem resolvido os jogos, nos seus últimos jogos como selecionador. E eu pergunto é: quando é que o vai deixar jogar desde o início? Fernando Santos: Eu acho que a resposta foi dita... Quando é que o vou selecionar? Ele tem sido sempre selecionado, não sei a razão, não percebi a pergunta... Eu percebi, mas não quero responder! Risos Se eu respondesse à sua pergunta agora pela negativa ou pela positiva estaria sempre de alguma forma a pôr em causa um grupo de trabalho que é para mim muito mais importante do que o individuo por si só. Repórter da Sic Notícias: O encontro entre Fernando Santos e D. Manuel Clemente fluiu com outras perguntas do público. Quem foi à Casa Museu Medeiros E Almeida em Lisboa ouviu selecionador e patriarca de Lisboa a concordarem num ponto.Dom Manuel Clemente: É exatamente na medida em que nós nos treinamos a selecionar, é que nos tornamos selecionadores. Fernando Santos: Sim, claro. Dom Manuel Clemente: Isto é, se nós tivéssemos assim uma conceção parada da vida e tínhamos de repente um conjunto de possibilidades à nossa frente, assim como quem vê o/um festival de filmes ou coisa do género, e então depois fossemos escolher, nós nunca escolheríamos nada. Repórter da Sic Notícias: No futebol e na religião as escolhas são muitas vezes condicionadas pelo que está à volta. Fernando Santos: As campainhas tocam, não é? E quando tocam, levam-te a pensar. E levando-te a pensar, aqui não há uma questão de condicionar... Mas levam-te a pensar e levam-te eventualmente até à conclusão de que na realidade quem estavam certos eram eles e não eramos nós, e isso mudar, fazer-nos mudar um pouco. Mas isso só os burros é que não aprendem, acho eu. Eu de burro acho que não tenho nada, felizmente. Risos Dom Manuel Clemente: É um processo educativo, é um processo que tem de ser necessariamente demorado porque nem a pessoa, nem o sujeito, tem consciência daquilo que é capaz. Temos que lhe dar tempo e às vezes é errando uma e outra e outra vez que depois acerta. Repórter da Sic Notícias: As reflexões da iniciativa “Falemos dos Outros” da bloguista e filósofa, Fátima Pinheiro, regressam em 2015 com outros protagonistas da vida pública nacional. Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
07
Jun18

O mundial segundo Dostoiévski


Fátima Pinheiro

seleção em belem.jpg

 

 

O mundial da Rússia está à porta. A Rússia promete. Aliás sempre prometeu. É de Dostoiévski a célebre sentença: "a beleza salvará o mundo". Não estou a dizer que é este ano que acabam os males, mas, digo sim, que melhor é possível. Há condições. Falta apenas uma coisa.

O futebol só faz bem, tirando, clario, as partes podres, que as há em tudo o que é humano. Mas são tantas as coisas boas, também como em tudo o que é humano. Todos nós percebemos o que se passa num jogo. Até uma criança. O bom é: cada um dar o melhor, o espírito de equipa, a estratégia, e certeza de que não há impossíveis. Ronaldo lembrou-o ontem. E frisou que a cada jogo se vai vendo onde páram as modas, por assim dizer. O que acabo de dizer é uma bela metáfora da vida. Bela, porque verdadeira. Aliás, já que estamos na Rússia, a praça "vermelha" quer dizer praça "bela" (vermelho e belo têm a mesma raíz etimológica).

Espero então que este mundial nos traga um retângulo "belo". Não um campo para esquecer a vida, mas para a celebrar. O futebol é também para as nossas vidas serem melhores. Em cada jogo se vai vendo onde páram as modas, cada um  pode dar o melhor, o espírito de equipa, a estratégia, e certeza de que não há impossíveis. 

Marcelo, ontem antes do jantar em Belém,  não pediu a taça, mas algo "mais difícil". É a coisa que falta: que cada um seja o que é. Isto ninguém pode fazer por nós. E não está longe, está nas nossas mãos. E agora também nos nossos pés. Nos 46 pés de 23 belos fidalgos desta Casa Mourisca. Seguramente "factor de unidade".

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
04
Jun18

Marcelo é genuíno


Fátima Pinheiro

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A televisão deu-nos ontem Marcelo a mergulhar, na baía de Cascais. Com os jovens. A pedido. O Presidente fez o que costuma fazer, só que desta vez em companhia. Costuma mergulhar em ambiente diferente. Sem multidão. Sem selfies. Estava eu a olhar as imagens e dei por mim a pensar: um homem "normal", o Presidente do meu país. Em tronco nu. A abraçar e a ser abraçado, de sorriso nos lábios. Sem vergonha, sem vaidade. A dar o corpo ao manifesto. Comovi-me e  não foi pouco.

Quis ser assim. Genuína. Fazer o que costumo fazer. Sem dualismos. Sem peneiras. Fazer e partilhar o que gosto de fazer. Aceitar desafios. Não fugir do frio do mar. Sem me importar.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
02
Jun18

Eduardo Lourenço estreia-se no cinema


Fátima Pinheiro

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 Painéis de S. Vicente

O filme "Labirinto da Saudade", estreou  no dia de anos de Eduardo Lourenço, dia 23 de Maio. O ensaio homónimo da autoria do homem que fez agora 95 anos, viu a  luz em 1978. Miguel Gonçalves Mendes foi o realizador que concretizou a narrativa filmíca do texto que tem sido referência para o pensar Portugal. Fui e gostei. É bom. Por muitas razões, que não enumero por ordem hierárquica

Eduardo faz de Eduardo

Dou os parabéns a Eduardo que se prestou  a ser actor. E tão bem. Como sempre está presente sem rede, sem filtros. É uma criança. Ele próprio confessa: sei tanto hoje, com quase 100 anos, quanto sabia aos 2 anos. A cena final golpeia o coração, porque nela "embarca" o homem que somos todos nós. Andamos a tudo fazer para esquecermos que somos mortais. A ilusão da morte que é só para os outros até ao dia em que acontece a ausência incurável. Ninguém pode fugir. Eduardo é o salteador da Arca Perdida.  Contudo não se confessa todo. Mas eu sei...

Rodeado de amigos

O filme foi a pedido de alguns amigos, que entram também no filme. Anabela Mota Ribeiro, Siza Vieira,  Pilar del Rio, Lídia Jorge, Ramalho Eanes, Jorge Sampaio, entre outros. Dão-se à câmara de forma generosa. Nas suas cumplicidades com o protagonista.

Os seis traumas

Aqui registo a  fidelidade ao texto base e a posição em relação ao Brasil, cuja perda não é um trauma. Bons diálogos com brasileiros. Tudo muito bem documentado. E Ricardo Araújo Pereira é um Salazar irrepreensível. Gostei da ideia de fascismo santacombadense.

Não é Chato  

Tem um bom ritmo. Pluralidade de linguagens fílmicas. A animação vem a calhar. Não faltam evocações significativas plenas de história.

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
29
Mai18

Os deputados de rica vida e boa morte!


Fátima Pinheiro

velas 2.jpg

 

 As instituições têm uma dignidade inquestionável. Nem por um segundo duvido do nosso modelo democrático. Mas como tudo o que é humano há lapsos. No tabuleiro estão hoje diplomas que querem ser a lei da eutanásia, ou boa morte. Toca-se no cerne da vida humana: o sentido da vida ou a ausência dele.

O sofrimento vem no pacote da vida. Porquê? Ninguém sabe. O que sabemos é que as chaves da vida e da morte não estão nas mãos de ninguém. Só faltava os deputados agirem, votarem, como deuses. As leis humanas que violam a realidade são filhas de deuses menores.

A vida de um homem, diz o livro da Sabedoria, anda pelos 60, 70, no melhor dos casos pelos 80. "Vamos uns atrás dos outros", disse-me Eduardo Lourenço na missa do funeral de João Lobo Antunes.

Play god, é o pratinho do dia. Sim, gerir vidas e mortes o que é senão fazermos o que não é da competência dos homens?

A vida é um grande mistério! Assim o sofrimento e a morte. O que fazer? Tudo menos pretender ser sua dona. Ninguém é dono da vida. Por muito que queiramos uma rica vida e uma boa morte somos impotentes. A vulnerabilidade, quer o queiramos, quer não, é o que define a essência do humano . Foi isto mesmo que reconheceu recentemente o Papa Francisco que, como todos nós, somos filhos do Deus Maior, O que por nós morreu numa Cruz há cerca de 2000 anos. E não nos faltam hoje e  na História , homens e mulheres que,  com alegria, O imitaram até ao fim. As velas ardem até ao fim, lembram-se?

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
28
Mai18

O caldo entornado do bombeiro dos 267 €


Fátima Pinheiro

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Foi notícia neste fim de Semana, Rui Rosinha, bombeiro de Castanheira de Pêra, ficou gravemente ferido num acidente quando acudia aos incêndios de 17 de junho do ano passado na zona de Pedrógão.  Recebe uma pensão de invalidez de 267 euros mensais, o equivalente a menos de metade (em rigor, 46%) do salário mínimo nacional. Como foi notícia o Congresso da família socialista.  O que tem uma coisa a ver com a outra? Tudo. Só espero que a televisão lhe invada a casa e lhe resolvam a injustiça.

Ontem, ao ligar a televisão quase ouvi o paraíso na terra. O resto do paraíso é nas proximas eleições. Mas está quase. Num golpe, não há corrupção, o PS não esteve no poder, nem nada. E o tapete a (não) funcionar, como lembrou Ana Gomes (bem vinda à SIC notícias. ) Pergunto: os bués de euros que uns ganham à custa dos esquemas da corrupção quantos bombeiros salvariam? A fome dos que têm fome hoje, não se mata com as sopas de amanhã, mas com as sopas de hoje.

Digam o que disserem, o caldo está entornado, e não é de hoje.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
28
Mai18

O caldo entornado do bombeiro dos 267 €


Fátima Pinheiro

caldo.jpg

 

 

Foi notícia neste fim de Semana, Rui Rosinha, bombeiro de Castanheira de Pêra, ficou gravemente ferido num acidente quando acudia aos incêndios de 17 de junho do ano passado na zona de Pedrógão.  Recebe uma pensão de invalidez de 267 euros mensais, o equivalente a menos de metade (em rigor, 46%) do salário mínimo nacional. Como foi notícia o Congresso da família socialista.  O que tem uma coisa a ver com a outra? Tudo. Só espero que a televisão lhe invada a casa e lhe resolvam a injustiça.

Ontem, ao ligar a televisão quase ouvi o paraíso na terra. O resto do paraíso é nas proximas eleições. Mas está quase. Num golpe, não há corrupção, o PS não esteve no poder, nem nada. E o tapete a (não) funcionar, como lembrou Ana Gomes (bem vinda à SIC notícias. Pergunto: os bués de euros que uns ganham à custa dos esquemas da corrupção quantos bombeiros salvariam? A fome dos que têm fome hoje, não se mata com as sopas de amanhã, mas com as sopas de hoje.

Digam o que disserem, o caldo está entornado, e não é de hoje.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
24
Mai18

Luís Osório: palavras para quê?


Fátima Pinheiro

Trinta.jpg

 a imagem não é a definitiva

 

Luis Osório está de volta para a entrevista pública. Isto sim uma boa notícia. Entre Alcochetes e Pinhos. É já na próxima terça-feira dia 29 de maio - dia em que eutanásia está no Parlamento - um ciclo de conversas públicas que certamente ficará na história . Um ciclo que terminará apenas em fevereiro de 2019, com entrevistas a 30 grandes portugueses – 15 homens e 15 mulheres, todas as terças-feiras, sempre a partir das 18 horas, no Hotel Porto Bay Liberdade (Rua Rosa Araújo 8). "O primeiro convidado será António Barreto, sem dúvida um dos mais influentes portugueses. Sociólogo, pensador, cronista, há muitos anos afastado da vida política, mas nem por isso menos ativo na sua intervenção cívica. Uma voz rigorosamente independente, muitas vezes incómoda, tantas vezes fatal para os alvos da sua crítica. " ( página de FB de Luîs Osório)

Luís Osório sabe muito bem arrancar das pessoas o que elas são, o que é muito bom. E raro. E neste Blog tenho muitos posts sobre o seu trabalho. Há entrevistadores que não saiem de si, do seu lugar de conforto. Ele não. Com uma profunda "sede" de pessoas, pergunta como ninguém. Maravilhoso, puro e duro. E para quê?, pergunto agora eu. A ver vamos. E se fosse eu a fazer, teria entrevistado 31 portugueses. Falta um para o fado ficar completo.

30 PORTUGUESES, UM PAÍS, foi o resultado de uma longa conversa entre o jornalista e Bernardo Trindade,  diretor do Porto Bay Liberdade, que lhe lançou o desafio. 

O ciclo tem a parceria do Banco Santander. E da editora Guerra e Paz que editará as 30 conversas em livro, talvez no final de 2019. 


 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
22
Mai18

Eutanásia porque não, caramba!


Fátima Pinheiro

eutanasia.png

Senhor Deputado, Eutanásia quer dizer "bela , boa, morte". Em Portugal estamos na véspera de um debate parlamentar que poderá resultar na sua legalização. No dia 29 de Maio. Seriamos assim o sétimo país, no mundo, a ter uma lei destas. Mas que "avanço", que "pós,pós, modernidade", dizem uns ; "que crime", que retrocesso civilizacional, digo eu, diz Isilda Pegado. Presidente da Federação Portuguesa pela vida. O tema não se arruma num post num livro ou num sermão. Nem numa discussão aberta e democrática. Por outro lado, o tema até já está arrumado, e há muito.

É uma questão de bom senso. Mas,  claro, as razões são para se exibirem. Ça va de soi que a morte é algo sagrado, misterioso. Não se arruma de todo. Aguilhão que leva a questionar, a filosofar. E levou às primeiras expressões religiosas da humanidade. E levou e leva às filosofias, saber que está em desuso mas que muita falta faz.

A crença na imortalidade é tão poderosa que se impôs de si, dissociada da crença em Deus. O célebre "um filho, uma árvore, um , livro", diz tudo. Ninguém quer morrer de todo. Esperamos mais qualquer coisa.

A morte é desejada quando é insuportável viver. A lei daria a morte a quem a  pedisse nesses termos. Contudo, tocar no sagrado é crime porque se toca e altera radicalmente a vida, a qual o homem não sabe explicar. Quem "faz" a vida?

Não te mato porque não sei quem és.  Só sei que a vida, no seu grande  mistério, é mais que tu e eu. Transformamo-nos numa grande pergunta. Quem somos?

Oiço dizer que "Deus é Amor" (Primeira Carta de S.João  Deus é amor. Aquele que vive no amor vive unido com Deus, e Deus vive unido com ele. " -1 João 4.16. ). É verdade. O amor que experimento , não sou eu que O faço. Eu agradeço-Lhe. É esse amor que me faz dizer a quem me pede a morte: I stand by you.  Não te largo. 

Brincar à vida e à morte é a coutada das ideologias. Dar a vida é obra da Cruz de Cristo. Quem quizer que O siga. É duro e pesado. Mas é verdade. Como é verdade que é passagem para a Ressureição. Um assunto pessoal e intransmissível. 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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