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Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

30
Jan18

Deixem o homem ir à Bola!

Fátima Pinheiro

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Os jornalistas têm tantos temas e focam-se em Centeno! Deixem o homem ir à bola! Cada vez gosto mais do Correio da Manhã! Ao menos não é sonso!

Os nossos Media são afinal movidos por razões que nada têm a ver com a finalidade para que existem. Baralham, cometem gaffes e por vezes mentem. Calem-se por amor de Deus. Ainda não perceberam que isto  passou dos limites. Se não fossem homens como o Miguel Sousa Tavares, que quando quer DIZ ... Mas nem é preciso ir à Sic , que também faz das suas...Este assunto é canja. Uma coisa são casos tipo Lula da Silva, outra é Centeno pedir. Há coisas que um governante não deve pedir, mas isto...

Se não têm temas para as notícias, eu posso sugerir alguns. Querem? Não precisam, eu sei. Do que precisam é likes, audiências e tachos. Não se aponte o dedo a ninguém. Eu sei. A vida é dura. E o desemprego uma dramaticidade. Mais: Deus, mesmo para um ateu, tem agora outro nome. Ninguém passa sem um Deus. Isto sim é um bom tema. Mas não há tempo. É um assunto que não se arruma numa penada. E hoje o que está a dar são as penadas. Ou bocas.

Se é para investigar, investigue-se, mas sobre o que já nem dela precisa. Investigação. Eu dava muitas sugestões, mas não sou jornalista, E tenho que ir trabalhar. Acusem, mas com material e razões dignos desse nome. Mostrem o que valem. Bem posso esperar sentada. Mas não parada. 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
27
Jan18

"SuperNanny" ou "SuperMan"?

Fátima Pinheiro

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Super soa a detergente. O busílis do badalado programa (leia-se show, circo) "SuperNanny" está precisamente em se apresentar como SUPER. Super porquê? Elementar: audiências. Um show com o nome "Nanny", não seria suficientemente atrativo. O adjectivo escolhido é o sapatinho perfeito.

"Piedosa intenções": é pedagógico. Vem ao encontro das necessidades de muitos pais. Provincianismos: o programa passa em países avançados. Avançados? será avançado o circo que se oferece abusando do que não é para ser instrumentalzado: crianças, família, privacidade. 

O problema da educação está em educar os educadores, dizia e bem Maria Ulrich, que dispensa apresentações. E mais, vivemos vidas desorientadas, onde a casa veio abaixo, e coisas destas acontecem como consequência lógica.

A falar a sério, super, para mim, só o Superman.

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
09
Jan18

Guerras de estrelas

Fátima Pinheiro

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Reina agora uma Stars War, como se depreende do Globos de Ouro, de ontem, que promete uma noite de Oscares diferente. Até saiu da cerimónia a possibilidade de uma guerra presidencial, para 2020, entre Donald Trump e Oprah Winfrey. O seu discurso empolgou as estrelas presentes na cerimónia (e desde então 220 mil publicações nas redes socias). Discurso poderoso como ela, a mulher mediática e influente disse com todas as letras qual é a arma mais poderosa: dizer a verdade. Estou de acordo. A verdade, sempre. Embora a palavra "verdade" esteja muito embaçada. Falava ela sobre os escândalos que "abalaram" a indústria de Hollywood, de assédio sexual, chantagens e quejandos. Time is up para os que abusaram das estrelas, foi um dos momentos mais excitantes. Poderosas palavras que podem ser uma auto-contradição. Ao dizer o que disse, ela não disse a verdade toda.

Sucesso no passeio das estrelas, a ele muitos querem chegar. E por vezes a ele sobem por meios menos próprios. Acho muito bem que se lute pelo que se quer. Mas as que se  vestiram de preto para  a  cerimonia  ainda acreditam no lobo mau? E o que acusou Kevin Spacey só agora teve voz? Mas vale tarde do que nunca, é certo. Mas ninguém estava  anestesiado . Ou estaria? Sim, a ânsia de estrelar muitas vezes cega. Isto para dizer que as responsabilidades têm que ser distribuídas. A responsabilidade está dos dois lados.

Não estou a louvar Harvey Weinstein por 30 anos de assédio e chantagem sexual. Era o que faltava. Agora quem se deixou ir, tem também parte de responsabilidade. Eu gosto muito de mini saias e decotes, mas sabemos as consequências. Também não acredito nos cordeirinhos, ou em cegueiras manhosas, por muito que actuem com boa intenção, a do "I have a dream". O poder de um decote ou de um gesto insinuante, todos sabemos, não nascemos ontem. E um bom actor sabe fazer muito bem. Equívocos? Não obrigada.

Não há cavalheiros. E senhoras?  Será que tudo o vento levou? Alguém disse uma vez que uma sociedade civilizada se mede pelas relações entre o homem e a mulher. Não poderia estar mais de acordo. 

Olhar para esta guerra, é  olhar para todo o homem. Isto leva- me a pensar no que se passa nas guerras de cada dia, entre nós. Somos livres de seguir os nossos La la Land. O desnorte e os diversos tipos de chantagem e assédio, que não são se reduzem aos sexuais, são o pão nosso de cada dia. Condutas mediocres e dúbias: time is up. Eu tento. Não pisar nem ser pisado.

 

To be continued.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
07
Jan18

Não deixes para amanhã...

Fátima Pinheiro

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Esta descoberta de um caminho de felicidade - encontrada há uns meses  - acaba de ser reinventada. Não vou deixar para amanhã o que posso fazer hoje. 

 

1. Confiar

Sem isso nada feito. Confiar significa apostar na hipótese de que ela, a vida, é e está para me ser favorável. Também posso mandar tudo à fava. É uma opção. Razões para a minha hipótese? Basta reconhecer que houve pelo menos uma vez na vida em que foi assim.

2. Simplificar

A vida é simples, não é difícil. Ela, a vida é, sim, complexa. Razões? O que faço eu para me por a funcionar, o que fiz e faço para ser e existir? Rien, de rien. Do envelope vazio não tiro 20€, verdade? Dificil é por exemplo, e digo para mim agora, fazer o pino ou jogar como o Ronaldo. Por outras palavras, a vida está ao meu alcance, o trabalho que me é exigido é tão só seguir ou desbravar as circunstâncias. Ser muito esperta a olhar, abrir os olhos. Observar, observar, observar. O quê? O que me vai caindo ao colo, e levantar o rabinho para ir ver por detrás, debaixo da mesa, ou do outro lado da rua. A vida é simples e exige simplicidade. E trabalho.

3. Distinguir

Distinguir o que interessa daquilo que não leva a lado nenhum. Distinguir essenciais. Aguçando o interesse, o gosto, ir ao core, ao que vale a minha atenção. "Não me encontrei no lixo". Um bom banho ajuda sempre. E depois? Depois sento-me e escrevo num papel o que quero. Um plano ambicioso. Mas verdadeiro. Um plano com aquilo que quero mesmo, de coração na mesa e sem medos. Neste momento não interessa se vou ou não vou conseguir. Interessa sim saber identificar aquilo que me pode fazer feliz. Sem rodeios, identificar o alvo. Mas sem pintar a manta ou brincar às utopias mentirosas, porque nos enganam com adiares perniciosos e subversivos. Por exemplo, não me venham dizer que gordura é formosura.

4. Decidir

Identificado o que quero, segue-se a grande revolução: ter coragem para decidir lutar pelo que quero. Revolução significa ruptura e por vezes vilolência. Este é o ponto de viragem. E não é difícil!!!!! Está à mão. É arranjar a coragem, cuja etimologia é "ação do coração". Escuso de subir aos altos das montanhas ou ao fundo dos mares. É já.

5. Pedir

Não dá para nos isolarmos. É mentira. Tudo e todos ajudam. Mesmo quem nos é obstáculo. Podemos usar a varinha mágica do espírito positivo que corta a direito e entende quem mais não sabe do que emanar o negativo. Há pessoas e coisas leves e outras pesadas. Neste ponto o segredo está no pedir eficaz, que pede à pessoa certa. Se pedimos também a Deus, então chama-se oração. E peço também aos outros e a tudo. Arrepio caminho, ganho gosto e consolação. É mesmo "impossível viver sozinho". Companhia, memórias, sabedoria, amor. Vamos a isto, agora

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
06
Jan18

Peço tudo da vida!

Fátima Pinheiro

 

 

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Simples. E  Francisco lembra. Na homilia do dia da Epifania, hoje, o Papa recordou que a estrela de Deus está “sempre presente”, mas há quem prefira seguir “estrelas cadentes” que, em vez de orientar, despistam.

O olhar contenta-se por vezes com pouco. Deixo andar  e não monto o camelo, fico no conforto do lado de cá. Nem sequer me espantam as estrelas do céu da minha varanda. Elas lá e eu cá, quase uma fatalidade. Viver com os olhos postos no céu, é a forma de ultrapassar um Natal do nosso descontentamento, decadente, a seguir luzes, estrelas, que inebriam, mas logo caem e desiludem.

Não desistir da Estrela segura, não cadente, porque não fui feita para menos. E não sou raposa ressentida.

"Há estrelas deslumbrantes, que suscitam fortes emoções mas não indicam o caminho”, disse o papa: "o sucesso, o dinheiro, a carreira, as honras, os prazeres procurados como objetivo da existência. Não passam de meteoritos: brilham por um pouco, mas depressa caem e o seu esplendor desaparece. São estrelas cadentes, que, em vez de orientar, despistam. Ao contrário, a estrela do Senhor nem sempre é fulgurante, mas está sempre presente: guia-te pela mão na vida, acompanha-te.”

 “Não ficar à espera; arriscar. Não ficar parados; avançar. Jesus é exigente: a quem O busca, propõe-lhe deixar as poltronas das comodidades mundanas e os torpores sonolentos das suas lareiras. Seguir a Jesus não é um polido protocolo a respeitar, mas um êxodo a viver.”, lembra Francisco.

E lança o milenar desafio: “Para encontrar Jesus, é preciso perder o medo de entrar em jogo, a satisfação do caminho andado, a preguiça de não pedir mais nada à vida”.

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
04
Jan18

Os meus Três Conhaques

Fátima Pinheiro

 

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Um dia pensei fazer umas conversas, como vi num programa francês. Encontrei um lugar que me acolheu, a Casa- Museu Medeiros e  Almeida. E realizaram-se três ciclos. Nem acredito que juntei estas pessoas. 

 https://www.facebook.com/pages/Conhaque-Philo/520931661373616?fref=ts

 

Conversa informais, provocadoras e desafiantes entre quem desafia e todos os que quiseram assistir e ser desafiados. A Sala do Lago da Casa-Museu transformou-se num espaço descontraído, onde se bebeu café, um vinho… ou mesmo conhaque enquanto se conversava.

 

 

 

2014

Falemos dos outros

 

4 Nov – ‘FALEMOS dos OUTROS’

Eduardo Lourenço e Sofia Areal

 

11 Nov – ‘A gestão do Amor’

António Pinto Leite e Albano Homem de Melo 

 

18 Nov – ‘O que pode a Literatura’

Maria do Rosário Lupi Bello e Paula Mendes Coelho

 

25 Nov – ‘As curvas do Mundo’

Francisco Seixas da Costa e Jaime Nogueira Pinto

 

2 Dez – ‘E a Leste?’

José Milhazes e Henrique Monteiro

 

9 Dez – ‘O que “faz” a Beleza’

José Mouga e Luísa Pinto Leite

 

16 Dez – ‘O que é “Selecionar”’

Fernando Santos e D. Manuel Clemente

 

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2015

A Europa somos nós

3 de novembro (3ª feira)

Europa: Observas-te a ti mesma?
Eduardo Lourenço / José Manuel Fernandes

11 novembro (4ª feira)
Que Vale, a Europa?
José Ribeiro e Castro / Raquel Abecasis/ Pe Pedro Quintela

17 novembro (3ª feira)
A juventude da velha Europa
Francisco Sarsfield Cabral / João Luís César das Neves

25 novembro (4ª feira)
As virtudes do desassossego
João Botelho / Sofia Areal

1 dezembro (3ª feira) – Cancelado
 Onde acaba a Europa?
José Milhazes / João Soares

8 dezembro (3ª feira)
Se deixasses de ser minha?
Luís Osório / Carlos do Carmo

22 dezembro (3ª feira)
Há mais vida para além do cenário? 
Aura Miguel / Guilherme Oliveira Martins

 

 2016

 

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Sempre Nós

 

7 MARÇO (3ªfeira) – “SÓ SE CONQUISTA O QUE SE DÁ”

Rui Ramos/ Luis Osório/Siiri Milhazes

14 MARÇO (3ªfeira) – “ENTRE PERIGOS E GUERRAS”
João Soares/José Milhazes

21 MARÇO (3ªfeira) – “ENGENHO E ARTE”
Joaquim Sapinho/Ângelo Correia

28 MARÇO (3ªfeira) “PARA ALÉM DA TAPROBANA”
Raquel Abecasis/Ludovico Martins

4 ABRIL (3ªfeira) – “A FORÇA HUMANA”
António Correia de Campos/Filipe de Sousa Magalhães/Francisco Seixas da Costa

12 ABRIL (4ª feira) – “Tens os olhos de Deus”
Pedro Abrunhosa/ Rui de Carvalho/Paula Roque 

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03
Jan18

Medo, eu? Só de baratas

Fátima Pinheiro

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Ontem recebi umas mensagens, a darem a entender para eu ter cuidado com as brincadeiras no blog. Acontece que apesar de ser brincalhona eu levo isto muito a sério. Faço o blog porque gosto, de escrever, de comunicar. É uma forma de participar na comunidade. E escrevo sobre tudo porque tudo me interessa. Não tenho duas caras. Não gosto.

Medos? Tenho medo da dor, do sofrimento. E de baratas. Quanto ao resto, não há nada que me faça recuar. Eu sigo sempre em frente, tentando levar comigo apenas aquilo que vale. Não tenho lugar para vinganças, nem ressentimentos. Abomino a frase : "a vingança serve-se fria", pela simples razão que não cola em mim. Levo comigo um saquinho com as contas por acertar. Devo, a algumas pessoas que tratei mal, uma palavra e um abraço.

A alguns devo tempo. A preguiça e a tendência para adiar são umas chatas e vencem-me muitas vezes. 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
02
Jan18

2017 foi o ano dos afectos

Fátima Pinheiro

 

 

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Marcelo é o homem do ano. Até para os do "eixo do mal", (se bem que com o nariz torcido de Daniel Oliveira). Nem é preciso dizer porquê. Ontem o Presidente falou ao país. Cada um ouve aquilo que quiser...

É preciso reinventar a confiança. Não nos afectos seguramente, esses estão garantidos. As palavras vão para o Governo e para todos nós, que nos construimos a construir o pedaço de País que nos coube.  E eu penso que os afectos são para reinventar.

Afecto sempre. Mas importa saber o que são os afectos. E aí o déficit é grande. Falo de mim. "Gosto" de ti? Dou-te o afecto que precisas, ou é apena a minha consciência tranquila? Preciso também de reinventar os afectos. E vão duas.

Mãos à obra. Agora. Não podemos adiar. 

É que o Ano que passou, "estranho e contraditório", foi também muito cheio e a exigir trabalho. Sim, o dia mantem-se com 24 horas. Uma coisa de caca vez. O trabalho está no patamar de saída, no arranque. Numa maratona inteligente. A cultura do afecto é um investimento gratuito que produz uma generosidade e efeitos afectuososos. Reinventar é palavra de ordem e , também, paradoxalmente, dom natural. Tem também a ver com os fogos. Não é o amor "fogo que arde sem se ver"? Um ano  "incrível", para Ronaldo. Sobral, Zé Pedro. E podia  continuar" pelos dois". 

Acredito num país que se possa reinventar? Que 2018 seja um ano incrível!  Cheio de chutos e pontapés, dos bons, sempre com os olhos no céu, e pés assentes, também no céu. "O passado foi lá atrás" e está aqui, à minha frente.

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