Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

06.05.18

Mãe: a espera de mim!


Fátima Pinheiro

WIN_20180505_18_57_37_Pro.jpg 

 

Nunca é demais falar da minha mãe. Assim revejo a minha história pessoal. Eu sou o que sou porque tenho um passado marcado, uma história feita de passos que remontam a 23 de Setembro de 1960, dia em que vim à Luz. A minha liberdade agora, traça-se em factos que de mim não dependeram. Arriscas-se comigo toda, no horizonte, passado e futuro que não domino. Esquecer o que está para trás, ou  ignorar as possibilidades que tenho pela frente é esquecer a plenitude do instante. Pensar a mãe é, agora, fixar-me naquela que, primeiro, esperou por mim. Mais  do que 9  meses. Continua à minha espera. Assim como eu esperei e espero pela Maria Margarida, pelo Francisco Xavier e pela Maria Teresa. O que esperava  ela e que espero eu também? Tudo. Uma espécie de apetite ou fome.

 

Neste trabalho de reflexão tenho a vida facilitada porque ela deu tudo. Pude ver e sentir o tal amor incondicional  que todos esperamos. Ela foi mesmo o amor em ação. Honrava pai e mãe. E tinha diante de si o Senhor da Vida e da História, o seu Jesus. Ser educada por tanto amor gerou em mim uma herança inestimável e frutífora. Só esse Senhor saberá responder à pergunta: e aqueles que não conheceram tesouro assim? Eu não sei responder, mas sei que Ele sabe. E sei que sou chamada a viver o que recebi e sei. Jesus é também meu, agora. Assim como de Maria, Sua Mãe e minha também. Nossa Senhora.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).