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11
Jul18

O Festival de Sintra 2018 promete

Fátima Pinheiro

 

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Desde que me conheço que vou ao Festival de Sintra. Gabriela Canavilhas, diretora, apresentou  hoje o 53.º Festival Internacional de Música de Sintra, que se realiza de 20 de setembro a 14 de outubro, e que projeta 19 concertos em nove locais do concelho, dos palácios nacionais às escolas, e conta com a participação de cinco orquestras, entre as quais a da Gulbenkian, na abertura. É um novo conceito.

 

A Orquestra Gulbenkian, sob a direção musical do maestro Michael Zilm, vai apresentar, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, de Franz Schubert, excertos de "Rosamunde, música incidental", e de Felix Mendelssohn, "Sonho de Uma Noite de Verão", num concerto em que são solistas a soprano Patrycja Gabrel, e a meio-soprano Cátia Moreso, com narração de Paula Lobo Antunes e Luís Madureira.

A ex-ministra da Cultura sublinhou o empenho de levar a música clássica aos "lugares mais recônditos do concelho" e aos espaços menos habituais para sua fruição, "mas sempre com projetos de primeira qualidade".

Entre esses projetos, Canavilhas referiu o recital do pianista António Rosado, com a Orquestra Sinfónica Juvenil, no dia 05 de outubro, na Sociedade Musical e Recreativa Montelavarense, em Montelavar, vila a cerca de 12 quilómetros de Sintra.

Canavilhas elogiou Rosado, que apontou como "o maior pianista português da atualidade, sem desprimor para Artur Pizarro", e que "sem problemas de ego não fez quaisquer exigências".

Relativamente ao Festival, a sua diretora artística considerou que "há uma responsabilidade de serviço público que é a união do concelho" e, nesse sentido, realçou a "descentralização" da programação.

"Vamos à Ulgueira, a Montelavar, às escolas, com projetos musicais de excelência, queremos programas de primeira qualidade", argumentou.

O facto de Sintra ser Património da Humanidade "dá-lhe uma responsabilidade acrescida" na área da Cultura, defendeu Canavilhas que destacou a dedicação tradicional de Sintra às artes e cultura, recordando a atividade de D. Fernando II, assim como da marquesa Olga de Cadaval, que fundou o festival de Sintra, em 1962.

A programação foi justificada sob o mote "A Montanha Mágica", numa clara referência literária a Thomas Mann, mas também "pelo apelo irresistível" que a serra de Sintra tem sido ao longo dos séculos para os artistas, escritores e poetas, desde o período árabe na região, disse Canavilhas.

"Nesse sentido, foi muito importante para nós apegar-nos aos sinais e aos testemunhos dos escritores e poetas que passaram por Sintra, e foi a esses testemunhos que nos agarrámos para irmos pontuando musicalmente, ligando-os, quer aos espaços quer aos programas escolhidos", afirmou.

O cartaz do festival inclui, entre outros, os pianistas Boris Berezosky, "um dos titãs do piano", Valentina Lisitsa, "um caso sério de popularidade na Internet", e Adriano Jordão, que dirigiu este festival nos últimos três anos, e a quem é dada "Carta Branca".

No âmbito desta "Carta Branca", no dia 29 de setembro, às 18:30, no Palácio de Queluz, a Orquestra Clássica do Centro (OCC), sob a direção do maestro José Eduardo Gomes, vai apresentar "Musicais da Broadway", com a soprano Sofia Escobar e o tenor norte-americano Nelson Ebo, nascido em Angola, e, à noite, no Centro Olga Cadaval, apresenta-se o pianista Adriano Jordão, com a OCC.

Um dos destaques da programação é a estreia em Portugal do contratenor holandês Maarten Enjeltje, que se apresenta no dia 23 de setembro, no Palácio de Queluz, com o seu "Prjct Amesterdam", ensemble de instrumentos de época de princípio do século XVIII, que vai ser "inesquecível", segundo Gabriela Canavilhas.

A diretora artística elogiou as qualidades de Maarten Enjeltje, "que se está a afirmar como o grande contratenor do futuro", e que "é um privilégio" apresentar.

Ao longo do festival, Gabriela Canavilhas fará a introdução e comentários de cinco concertos, por agrupamentos da Sinfónica Juvenil, em escolas do concelho.

Na Igreja de Colares, outro dos espaços do festival, atuam, no dia 30 de setembro, a Camerata Alma Mater e o coro Voces Caelestes., que vão interpretar peças de Bruckner, Nielsen e a Missa n.º 2 de Schubert.

O violoncelista Alban Gerahrdt atua com o pianista Artur Pizarro, no dia 10 de outubro, no Palácio da Vila, em Sintra, apresentando um programa que inclui composições de Debussy, Wilhelm Friedmann Bach, Ligeti, Beethoven e Rachamaninov.

O The Myrthen Ensemble encerra o festival, no dia 14 de outubro, às 18:00, com um concerto no Palácio da Vila, em Sintra, que apresenta o concerto "Songs to the Moon", constituído por peças de Brahms, Schumann, Warlock, Barber, Debussy e Duparc, entre outros.

 

fonte: Lusa

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