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Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

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02
Mai17

O Papa é um "teaser" com muita pinta

Fátima Pinheiro

 

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                                           photo Chris Schwarz

 

Uma pergunta que faço, a propósito deste engarrafamento de artigos, livros e filmes sobre Fátima, agora que se aproxima o centenário 13 de Maio. Fátima não é um dogma, pode ser-se um "bom" católico sem se acreditar em Fátima, todas as crianças, não apenas os pastorinhos, são santos ( não conhecem os meus filhos...) tem-se dito. Para não falar da falsa dicotomia aparições/visões. Quem quiser acredite, quem quiser não acredite. É usar a razão.! Contudo, quem acredita no Deus das Aparições acredita em Alguém que não cabe na minha medida. É mesmo transcendente.

Li hoje um artigo no DN, uma entrevista a um teólogo que hoje lança um livro seu, moderando um debate, na Gulbenkian, onde estarão presentes, entre outros, Marcelo, Ramalho Eanes e Adriano Moreira. Proeza, não é? Um teólogo que precisou de Ernst Bloch e de Nietzsche para situar a questão central na sua maior atualidade. Quem sou eu, donde venho, para onde vou, o que espero? Dr. Anselmo , essas questões são ancestrais, e as crianças, sim, agora sim, todas as crianças, têm essas perguntas bem vivas, mesmo quando não as formulam. Uma criança que sofre, e o senhor muito bem as refere, tem essas perguntas estampadas no rosto. E tem fome. Eu peço o impossível, porque ao Deus em Quem acredito não ponho limites, e a minha oração vai de mão dada com as mangas que nada me faz desistir de arregaçar.

Mais, um teólogo que remete para os cientistas a explicação do Milagre do sol, um teólogo que nuns milagres acredita e noutros não, parece enfermar do gnosticismo que refere, sem a frontalidade que a questão exige. Uma teologia encolhida às pressões do cultural pós- pós - moderno (muito à frente mesmo). Se eu fosse ateia, diria "eu, na minha humilde postura"( Nietzsche aqui sim!) , a postura do "quem sou eu para julgar".... Mas sou libertada de presunções porque Aquele em Quem acretido, que me "faz" em cada instante (não um Deus ex-machina) como o senhor bem refere na sua entrevista, é superior à razão, embora em nada a contrarie (Maurice Blondel).

Pois então, para concluir, não sei dizer quem é um bom católico. Quanto a um bom teólogo, já a coisa muda de figura. O Papa não um é demagogo, nem um populista. É um teaser, com muita pinta. 

Ah, e sei que dizemos que a Aparição não o foi em sentido técnico, e que há três tipos de percepção, estudei Husserl e li com muita atenção texto de Bento XVI. Mas também não ponho limites às Aparições. Nossa Senhora apareceu  e eles viram, como Deus bem entendeu. É algo entre eles. Chamem-me pré-moderna. 

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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