Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

02
Set14

O que mostra Oliveira hoje no Festival de Cinema de Veneza?

Fátima Pinheiro
Maestro della Maddalena di Capodimonte, Maddalena penitente, Messina Museo Regionale

Eu não sei. A estreia cá está marcada para dia 11 de Dezembro. Sei que parte do livro "O Penitente (Camilo Castelo Branco)", de Teixeira de Pascoaes, Assírio & Alvim 1985). E sei do que vi nas filmagens e escrevi aqui: http://expresso.sapo.pt/fui-as-filmagens-de-oliveira-vim-alfa-pendular=f865451.

E sei que sigo atrás com duas notas na mão. A última, a mais pessoal, deixa-me ainda mais feliz. Nesta se vê como a vida vale a pena. É Bela.

1.Sei da centralidade de Camilo na obra de Oliveira. Não é de estranhar este pano de fundo que encontrei no site da Editora: «Pascoaes foi iniciado na leitura de Camilo Castelo Branco por sua mãe, que guardava à cabeceira da cama os livros deste autor e, quando chegava ao último volume, voltava a ler o primeiro. Assim se interessou um autor pela figura romanesca do outro, cujos passos descreverá, desde a infância até ao suicídio. Através da leitura desse percurso ficam-se a conhecer diferentes episódios, como a profanação da sepultura de Maria do Adro, a prisão de Ana Plácido e Camilo, e os últimos dias em Ceide.
No epílogo deste livro, Teixeira de Pascoaes alerta para o facto de não ter escrito uma biografia, ou uma crítica literária, pois quis apenas aproveitar, da vida e obra de Camilo Castelo Branco, o que constitui o ‘drama camiliano’. Desta forma se explica que, como afirma António-Pedro Vasconcellos na sua introdução ao livro, Camilo, visto por Pascoaes, seja ‘uma personagem saída da imaginação de um Shakespeare ou de um Dostoiévski, um eterno enamorado da morte e um irredutível solitário’».

2. Um Penitente em Veneza? Sim e em Companhia. “É preciso acreditar”, disse-me Oliveira no dia 23 de Fevereiro, por volta das 6 da tarde. Nessa altura as filmagens não tinham ainda sido possíveis por falta de guito. No penúltimo dia das filmagens, já em Abril, disse-me que a sua memória não estava como dantes. Desmenti-o. E dei-lhe um beijinho. E agora Veneza fala.

“Só acredita quem vive um grande Amor”, disse-me outro mestre. Sim, porque acreditar é não ver. Ceguinho. Por isso o Povo tem razão ao dizer que o amor é cego. Seria contudo desumano viver “às cegas”, sem razões. Os passos de Manoel de Oliveira, um atrás do outro - hoje em Gôndola – são mais que suficientes para que a minha vida seja uma alegria em que o preto deixa adivinhar uma luz que me rasga ao meio e me vai cosendo dia a dia.

Soma e segue. Eu sigo atrás, em lume brando, penitente. Por cá vai-se dizendo que ele vai fazer 106 anos em breve e que o secretário de estado se congratula com a estreia mundial.
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

2 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

Links

imagens rasantes

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D