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Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

06
Abr16

O tratamento da Chiado Editora

Fátima Pinheiro

Chiado.jpg

 Fátima Pinheiro

 

Publiquei dois livros na Chiado Editora: "Rasante" (2012), que reune as minhas crónicas díárias no expresso on line, durante um ano entre 2013 e 2014, apresentado por Henrique Monteiro, em Lisboa, no Porto por Rui Moreira e depois em Lisboa, uma segunda vez, por Henrique Leitão, Prémio Pessoa 2014. O outro livro: "Três conversas com Eduardo Lourenço"(2015) que reune cerca de 11h de conversa com o pensador e foi apresentado por Durão Barroso, em Dezembro passado.  Não fui ao engano ao recorrer àquela editora. Sei que os livros são pedidos pelas livrarias, não é da responsabilidade da Chiado, fui bem avisada. Mas há obrigações a serem cumpridas, e como quem não se sente não é filho de boa gente, escrevo  estas linhas que apontam para as atitudes, não para as pessoas que sempre foram amáveis comigo. Cara, estimada, Fátima, e assim. 

 
"Então o Filipe (diretor) não concorda que a Chiado Editora tem a responsabilidade de verificar o que as livrarias - onde é feita uma sessão de autógrafos de um livro por si editado - 'fazem'? A livraria Bertrand, no dia 20 de Dezembro (de 2014) não tinha material promocional próprio, nem sequer um cartaz, ou livro dentro da Livraria a indicar o 'Rasante', como eu descrevi em forma de post no Blogue (ver texto abaixo). Inclusivé foram utilizados cartazes que me foram dados pela Chiado Editora para por em cima de uma mesa onde às 15h e 55 (5 minutos antes da sessão), estava uma família a quem perguntei se iriam ficar ali." 
 
Continua o mail: "O Post acerca da minha Sessão de autógrafos no dia 20 de Dezembro passado (2014) é bem claro que a responsabilidade é da Bertrand. Mas a Chiado não pode ficar indiferente a essa situação que nada me favorece. Antes pelo contrário é prejudicial e nada favorável a uma relação que parecia promissora (...). Eu sou muito paciente e tenho a consciência tranquila. Se assim não fosse o Prof. Eduardo Lourenço não se teria sentado ao meu lado. Nem teria falado como falou."
 
 O POST: 
por Fátima Pinheiro, em 21.12.14
 
 Fátima Pinheiro (o burrinho)/ fotografia Miguel Ribeiro
 
Acordei por volta das 8h, a pensar em Cristo e na Maçonaria. E dormi lindamente. Engraçado como o nosso cérebro descansa e acorda.  Ia escrever sobre isso, o sol estava fantástico, tudo a dormir, e zás, ia avançar. Mas recuei porque pensei que não podia deixar de escrever hoje sobre o que me aconteceu ontem à tarde. Amanhã escreverei então sobre o que tinha inicialmente em mente.
 
Então? Tratou-se de mais uma das minhas aventuras. O meu livro de crónicas "Rasante" (Chiado editora, 2014) foi lançado há dias. Tudo muito bem. Depois da sessão de lançamento, sobretudo em casos como o meu - uma ilustre desconhecida - faz parte do plano promocional do livro, entre outras modalidades, que o seu autor, de acordo com a sua editora, organize sessões de autógrafos. Pode até ser numa livraria. Eu escolhi a Livraria Bertrand das Amoreiras porque gosto muito dela. O evento (chamemos-lhe assim) de sessão de autógrafos estava previsto para ontem às 16h. Passei por lá às 15h. Não vi nenhuma referência, mas até não me espantei. Tudo isto tinha sido uma ideia minha e não me tinham prometido senão uma mesa e que tudo iria começar à hora marcada. Assim sendo, achei por bem deixar lá 2 cartazes A3, dos meus. Faltavam 5 minutos para as 16h. O que vi? Uma mesa quadrada e  duas cadeiras, e nelas um avô, um filho e um neto. O neto estava sentado em cima da mesa. Havia alguma indicação sobre o "evento"? Era o eras. Rien de Rien.
 
Ainda perguntei àquele pedaço de família se estava para ficar. Por acaso não, estavam de saída. Maravilha! Passados uns minutinhos, os senhores da livraria apareceram e colocaram os "meus" dois cartazes A3 em cima da mesa.  A mesa - isso eu já sabia, que tinha que ser assim  - estava do lado oposto à livraria. Mas pensava, e julgo que bem, que houvesse alguma referência ao "evento". Estava enganada. Qualquer relação entre aquela loja e eu era pura utopia. E estava um frio de rachar, ao pé das escadas que dão para o presépio. Dentro da livraria nem um livrinho meu. Nada. Estar ou não estar ali era indiferente. Um cartaz ou qualquer coisa assim. Aí confirmou-se o que eu já suspeitava.  Mas como eu gosto muito do burro e da vaquinha do presépio, até acho graça. Sem o frio de rachar, fiquei o tempo todo lá, a "adorar", de fora, o que é ir a uma livraria nesta época de Natal. Como num filme. Não vendi sequer um livro. Mas o que é que isso importa?
 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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