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Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

05.07.18

Para que serve um livro


Fátima Pinheiro

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 fotografia

 

Desde que me conheço que adoro livros. Fui comprando e comprando. Começei em Sintra, onde havia uma loja que num canto tinha livros diferentes. Lembro-me do dia de Agosto em que comprei As Confissões de Santo Agostinho, das quais tinha ouvido falar da boca do Pe Peter Stillwell, uns dias antes na missa de Memória do Santo, na minha Igreja de S. Martinho, na Vila. Nunca mais esqueci o que ele leu, muito sentido, do Livro X, capitulo 27 (1). Fiquei marcada por saber que "nunca é tarde".

E continuei a coleccionar. Tenho livros dos sítios por onde passei e vivi. De três cantos do mundo. Noutro dia pensei que uma vida não chega para ler tudo aquilo. Dei e Dei. Fiquei  com aqueles que li e gostei. E com os que ainda penso ler. Não são meus, são nossos. Adoro livros.

Leio hoje com gosto, e como meu, o que disse o agora D. Tolentino Mendonça, nomeado Bibliotecário e Arquivista da Santa Sé, à vaticanista Aura Miguel, em entrevista à Rádio Renascença : "Os livros têm muitas vidas ao longo dos tempos e penso que ... é preciso garantir a integridade daquele tesouro (A Biblioteca e Arquivo do Vaticano), conservando-o da melhor maneira e fazendo tudo para que ele possa ser transmitido às gerações futuras, nas melhores condições; e, ao mesmo tempo ... fazer ressoar este tesouro no presente, na contemporaneidade, estabelecendo diálogos e pontes que possam, de certa forma, permitir que aquele tesouro continue a nutrir o coração dos cristãos e dos homens e das mulheres do nosso tempo." 

 É isso, os livros não são para enfeitar ou fazer de conta, não são para encher as prateleiras mas para encher o coração. Nunca é tarde...

(1) "Tarde Vos amei, 

Beleza tão antiga e tão nova, 
tarde Vos amei! 
Eis que habitáveis dentro de mim, 
e eu, lá fora, a procurar-Vos! 
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes. 
Estáveis comigo e eu não estava Convosco! 
Retinha-me longe de Vós 
aquilo que não existiria, 
se não existisse em Vós. 
Porém, chamastes-me, 
com uma voz tão forte, 
que rompestes a minha Surdez! 
Brilhastes, cintilastes, 
e logo afugentastes a minha cegueira! 
Exalastes Perfume: 
respirei-o, a plenos pulmões, suspirando por Vós. 
Saboreei-Vos 
e, agora, tenho fome e sede de Vós. 
Tocastes-me 
e ardi, no desejo da Vossa Paz"

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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