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Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo (Ef 4, 23-24).

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

02
Jan18

2017 foi o ano dos afectos


Fátima Pinheiro

 

 

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Marcelo é o homem do ano. Até para os do "eixo do mal", (se bem que com o nariz torcido de Daniel Oliveira). Nem é preciso dizer porquê. Ontem o Presidente falou ao país. Cada um ouve aquilo que quiser...

É preciso reinventar a confiança. Não nos afectos seguramente, esses estão garantidos. As palavras vão para o Governo e para todos nós, que nos construimos a construir o pedaço de País que nos coube.  E eu penso que os afectos são para reinventar.

Afecto sempre. Mas importa saber o que são os afectos. E aí o déficit é grande. Falo de mim. "Gosto" de ti? Dou-te o afecto que precisas, ou é apena a minha consciência tranquila? Preciso também de reinventar os afectos. E vão duas.

Mãos à obra. Agora. Não podemos adiar. 

É que o Ano que passou, "estranho e contraditório", foi também muito cheio e a exigir trabalho. Sim, o dia mantem-se com 24 horas. Uma coisa de caca vez. O trabalho está no patamar de saída, no arranque. Numa maratona inteligente. A cultura do afecto é um investimento gratuito que produz uma generosidade e efeitos afectuososos. Reinventar é palavra de ordem e , também, paradoxalmente, dom natural. Tem também a ver com os fogos. Não é o amor "fogo que arde sem se ver"? Um ano  "incrível", para Ronaldo. Sobral, Zé Pedro. E podia  continuar" pelos dois". 

Acredito num país que se possa reinventar? Que 2018 seja um ano incrível!  Cheio de chutos e pontapés, dos bons, sempre com os olhos no céu, e pés assentes, também no céu. "O passado foi lá atrás" e está aqui, à minha frente.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
22
Out17

António Costa chora?


Fátima Pinheiro

costa.jpg

 

Estive fora. Volto e oiço que o Conselho de Ministros reuniu sábado cerca de 11h. Proeza, hein! Ouvi bem e cheguei a algumas conclusões. O que são 11h? Oiço depois que vão seguir milhões e milhões. Então há dinheiro!!!! Oiço falar em unidade de missão. Aqui assusto-me. E nestes 4 meses tudo paradinho porquê? Eu sei que isto é chover no molhado. Mas é o que há.

Nada tenho contra as pessoas que integram o governo agora, dizem, remodelado. Tenho sim orgulho em ser portuguesa e de ter um Presidente que não faz de conta, não faz teatro, como muitos que por aí andam. Fingir é perder tempo. 

Afectos, sim, sempre. Mesmo na política. Senhor primreiro ministro, quando chora, quem chora: chora o primeiro ministro, chora o pai, chora o filho, quem chora? Se não sabe eu digo-lhe: quando o senhor chora é o António que chora. 

Chore, chore. E verá que será um político bom, humano.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
07
Jun17

O Presidente é um homem que afecta...


Fátima Pinheiro

Vem isto a propósito das declarações do PR nos Açores sobre a política dos afectos. Há o antes e o depois dela. Será que ele disse  que há o antes e depois dele?

Sei que a política, como disse e bem Aristóteles, é a atividade mais nobre porque é a procura do bem comum. O bem comum que só merece se for o bem de cada pessoa. O bem de cada pessoa. Mais afecto que isto não há. Trabalhar para que cada pessoa esteja bem, que comungue do que de melhor a humanidade pode proporcionar a cada um, sem exclusões, é edificante para quem a faz e para quem disso benificia. Em sentido amplo todos fazemos política. O homem é, disse o mesmo filósofo, o homem é um animal político.

Mas quando se fala de Politica, em sentido específico, falamos dos que nos governam. A política é neste sentido, a actividade mais nobre porque se faz a um nível de big picture, ou seja, de quem tem nas mãos a complexa agricultura de semear o que vale para uma colheita digna de seres humanos. De quem tem a complexa tarefa de nada nem ninguém esquecer ou deixar de fora.

O PR refere-se ao Universo dos afectos. Sem dúvida. Mas isto não é a metro. Nem com voluntarismo. Beijar e abraçar, certo. Mas os meus braços não chegam a todo o lado. Os braços têm que investir em grandes decisões. Diz o Pedro Abrunhosa : "quando um beijo não basta...".

A política, como a entendo, tem a coragem, sim, do grande abraço. Um beijo pode ser tudo num determinado momento, contudo a política é estratégia e gabinete, é rodear-se de quem sabe e não engana. É ir à Rua sempre que preciso. É ouvir. Mas é sobretudo mudar, transformar, beneficiar. Um presidente é investido de "qualquer coisa " que o distingue. Por isso é que é Presidente. Não é "apenas" um homem de afectos. É um homem que afecta. Por alguma razão Aristóteles acabou por dizer que o homem  é um animal falante. Mas sabe o que diz, e sabe  o momento adequado para o dizer. E sabe calar. Recata-se e quando é a hora pula, se necessário, dando-se. Politicamente.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
21
Jul16

Então Durão não pode escolher?


Fátima Pinheiro

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O jogo dos media já o sabemos. Faz parte do negócio. Títulos atraentes, a despertar a compra para leitura. Uma deontologia por vezes vaga, por serem também vagos os conteúdos. Tudo bem. Mal estamos, porém, se a insinuação e a suspeita sem fundamentos acabam, com ou sem intenção, por gerar violência. Injustiça não a suporto; seja com quem for. Atravesso-me, lanço-me, e mordo. Durão Barroso outra vez na praça. Um ex não pode ir para um lugar estratégico? Então porque haveria de ir para um lugar não-estratégico? Sabem-se as razões da sua decisão? Sabe-se, sabe-se.

 

E o maniqueísmo a abundar. Uns são inocentes. Outros são do piorzinho. Durão Barroso hoje na capa da Revista "Visão", associado a uma empresa que vive de escândalos, truques, teorias da conspiração e quejandos. A Revista resolveu contar a história da Goldman Sachs. Poderia ter contado outra. Mas não, outros temas parecem não interessar (e eu que me estou a lembrar de tantos tão bons...). Acresce o facto de  a estação estar perigosamente silly; eutanásia e barrigas de encomenda (que desilusão Senhor Presidente, então e os AFECTOS?) estarem já saturadas e não interessarem nem ao menino Jesus, e o facto de o papa Franscisco, em alta até há pouco, ter já começado a incomodar por ser durão também. 

 

Se Durão errou? Todos erramos. Estará agora a errar? Acha-se mesmo que sim? Ele não vale mesmo nada, nada, nada? Não saberá ele escolher? Quem tem na mão os dados todos? Estão a vê-lo a recorrer a " denunciadores, cassetes secretas e até prostitutas contratadas para sacar negócios."? 

 

Desafio os media a um esforço inovador e empreendedor: a serem objetivos, pelo menos por uns tempos, a marcarem por um jornalismo sério. Não façam de cassandras, porque não têm como. Façam o que ainda não foi feito. Até posso sugerir explicitamente outros alvos (isto a querem manter a onda). Mas não preciso, pois não? E mesmo aqui à mão, à grande e à francesa, a viverem do que têm por debaixo do tapete. Intocáveis. O que vale é que Barroso não é "apenas" um ex. Quem o quer arrumar está, como dizia a minha avó, "muito mal enganado". 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
07
Jun16

Senhor Presidente: e os afectos numa barriga de aluguer?


Fátima Pinheiro

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Uma mulher sem importância e um Presidente afectuoso

Fotografia de Rui Ochoa

 

 

Pois é. Agora - de barriga de aluguer na agenda - a porca torçe o rabo. Concerteza que sim, o Presidente da República é-o de todos os portugueses, concilia, previne e tudo o mais, o que é bom, o bem comum. Sabemos. Agora preciso de saber, de ouvir da sua boca se acha que é para o bem de uma mulher alugar-se, ser realmente, ontologicamente, MÃE, e depois deixar de o ser? E um filho ser arrancado ao lugar onde foi gerado? Ou Aristóteles já não vale? Se não, é como dizer (e pior ainda) que o Direito de hoje nada tem a ver com o direito Romano. Um Presidente de afectos não se despiu da pele de homem. Ou despiu?

 

Com todo o respeito que lhe devo e merece, pode até chutar a bola. Mas não sem antes DIZER o que pensa deste assunto. Senão é um igualzinho ou pior que os outros.  Ou afinal é só conversa esta cena dos afectos? Ou afinal è à vontade do freguês? Ou andarei distraída? Eu sou a favor do que nos liberta da ditadura dos pseudo-afectos, vestidos e convencidos das mais boas intenções. Há pessoas que não podem ter filhos, e sofrem muito com isso, eu sei. Mas o que sofrem não é resolvido por um expediente  do género dá cá aquela palha. Sem uma razão que valha a pena, em nada contribuimos para construir uma sociedade humana. Então é preciso gritá-lo. Baixinho, mas prenho e cheio de razões adequadas, à altura do Portugal que sempre desejei. À altura de cada pessoa. Não é esta uma boa causa?

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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