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Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo (Ef 4, 23-24).

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

09
Abr17

Mais uma Semana Santa


Fátima Pinheiro

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Bent Hamer, 1001 Gram (2014)

 

Mais uma Semana  Santa, soma e segue. Até morrer. "Vai um de cada vez", disseram-me outro dia numa missa de corpo presente. Eterno retorno ou ressureição?

Um livro que conta a vida de um sacerdote da Diocese de Milão, Luigi Giussani. Usarei em tradução livre a edição italiana - Alberto SAVORANA, Vita di don Giussani, Rizzoli – Milano, 2013 - em breve em português. Aliás, o primeiro de quarenta capítulos foi lançado no Meeting de Lisboa, na presença do autor. Tudo isto para quê?

Simples. Um dia, anos cinquenta, o já padre Giussani ia no comboio. Ouviu uma conversa entre teenagers sobre Religião e Igreja. Constatou algo muito significativo: as posições que cada um defendia eram baseadas em ignorância, e desenvolvidas a partir de falsos preconceitos. Pensou (digo por minhas palavras): é preciso dar a conhecer, falar verdade.

Para que a vida seja boa, mas já, e não para depois; nesta Semana Santa, que é diferente de todas as outras. Cristo prometeu que quem O seguisse teria a vida eterna e o cêntuplo JÁ. E o que os miúdos dizem no comboio da vida interessa-me. Quero ir para o meio deles. E veio também para o meio de mim, Graças a Deus, já há mais de 20 anos...

A questão decisiva para Giussani, à qual dedicou toda a sua acção educativa, através do Comunhão e Libertação, a sua vida, é então esta: Cristo: sim ou não? Hoje continua verdade. Quem sabe mesmo o que é o cristianismo?

A educação é a rocha de sociedade, das pessoas. A minha pedra angular. Sem ela não vamos muito longe. Hoje mesmo. A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira. Mas isto é tarefa de cada um. Já foi tempo em que a Igreja era uma “coisa” de alguns. Cristo é para mim “sim” ou “não”? Para responder é necessário saber de quem estamos a falar. Destaco então o capítulo 19 do livro que referi. A mim esclareceu-me, e vejo-me num caminho em que a companhia deste movimento me alegra e me dá um gosto de vida nova. Como deu a S.Paulo, a Santa Teresinha do Menino Jesus e a tantos. Porquê?

Porque a resposta à pergunta é a razoabilidade que enche e transborda do nosso ”coração”, das exigências e evidências que correm e fazem correr a natureza humana.

Agora do livro. Quem não tem sede de verdade, justiça, bem e beleza? O que é a religiosidade? «A essência da razão».

E qual é a pergunta que se faz mais vezes? «Faço-me tantas». Pode citar uma, pelo menos? «Se Deus deu aos católicos a inteligência, é para a usarem ou fazerem um holocausto dela?» Quando “os tempos são maus”…quer dizer que veio o momento da conversão do coração e da maturidade na fé. [...] A vida vale a pena ser vivida para edificar a glória de Deus, isto é, para construir a humanidade nova na Igreja. Pois bem, em toda a história do cristianismo a condição para construir é o sacrifício, isto é, a cruz …A maturidade da nossa fé - eis a ressurreição. Introdução à realidade, é o que é a educação. A palavra “realidade” está para a palavra “educação” tal como a meta está para um caminho. A meta é todo o significado do andar humano: esta não está presente unicamente no momento em que a empresa se realiza e termina, mas também em cada passo da estrada. Assim é a realidade, que determina integralmente o movimento educativo, passo a passo, e é a sua realização. Infelizmente, a mentalidade laica – Giussani nota que isto é evidente na escola – «não está interessada em dar um contributo para a tomada de consciência efectiva de uma hipótese que explique as coisas unitariamente. O analismo que predomina nos programas abandona o aluno frente a uma heterogeneidade de coisas e a uma série de soluções contrárias entre si que o deixam, consoante a sua sensibilidade, desconcertado e desalentado no meio da incerteza». Em consequência, o jovem «sente, normalmente, a falta de alguém que o guie e que o ajude a descobrir aquele sentido de unidade das coisas, sem o qual ele vive uma dissociação» . É precisamente esta constatação que leva Giussani a aprofundar o conceito de autoridade: «A experiência da autoridade surge em nós como um encontro com uma pessoa rica na consciência da realidade; de modo que esta se nos imponha com a revelação e nos traga novidade, espanto e respeito. Da sua parte há uma atracção inevitável, da nossa parte uma inevitável dependência, sujeição». Para Giussani, a autoridade, de uma certa maneira, é o meu “eu” mais verdadeiro. Mas muitas vezes, hoje a autoridade propõe-se e é vista como algo que nos é estranho, que “se acrescenta” ao indivíduo. A autoridade permanece fora da consciência, ainda que talvez seja um limite devotamente aceite» Dentro do percurso educativo, a figura da autoridade é central até accionar a verificação da proposta vinda da tradição «e isto só pode ser feito por iniciativa do jovem e por mais ninguém.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
22
Fev15

O Movimento Comunhão e Libertação (CL): a “ignorância” de Luigi Giussani


Fátima Pinheiro

 A Beleza de D. Giussani/ imagem tirada da net

 

O CL é um Movimento da Igreja Católica. Ontem, o “novo” Cardeal D.Manuel Clemente, celebrou Missa pelo 10º aniversário da morte de D. Luigi Giussani, seu fundador, e pelo 33º aniversário do reconhecimento pontifício do CL. Pouco conhecido entre nós, o “movimento” começou nos anos 50 (cfr. http://por.clonline.org/). O Papa Francisco vai encontrar-se no próximo dia 7 de Março, em Roma, com este “rosto" de Igreja, como tem feito com outros "rostos" que são a Igreja, uma vida.

Este post destaca porém uma outra “ignorância”. Para tal refiro um jornalista italiano, que contou em livro a vida de Giussani. Usarei em tradução livre a edição italiana - Alberto SAVORANA, Vita di don Giussani,  Rizzoli – Milano, 2013 - em breve em português. Tudo isto para quê? Simples. Um dia, o já padre Giussani  ia no comboio. Ouviu uma conversa entre teenagers sobre Religião e Igreja. Constatou algo muito significativo: as posições que cada um defendia eram baseadas em ignorância, e desenvolvidas a partir de falsos preconceitos. Pensou (digo por minhas palavras): é preciso dar a conhecer, falar verdade, a ignorância é pior que o piolho. Para que a vida seja boa, mas já, e não para depois. Cristo prometeu que quem O seguisse teria a vida eterna e o cêntuplo JÁ.  E o que os miúdos dizem interessa-me. Quero ir para o meio deles. E veio também para o meio de mim, Graças a Deus, já há mais de 20 anos...

A questão decisiva  para Giussani, à qual dedicou toda a sua acção educativa, a sua vida, é então esta: Cristo: sim ou não? Hoje continua verdade. Quem sabe mesmo o que é o cristianismo? A educação é a rocha de sociedade, das pessoas. A minha pedra angular. Sem ela não vamos muito longe.

Hoje mesmo, D. Manuel Clemente, profere, no Mosteiro dos Jerónimos, a primeira catequese da Quaresma, este ano subordinada ao tema "A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira". Mas isto é tarefa de cada um. Já foi tempo em que a Igreja era uma “coisa” de alguns. Cristo é para mim “sim” ou “não”? Para responder é necessário saber de quem estamos a falar.

Destaco então o capítulo 19 do livro que referi. A mim esclareceu-me, e vejo-me num caminho em que a companhia deste movimento me alegra e me dá um gosto de vida nova. Como deu a S.Paulo, a Santa Teresinha do Menino Jesus e a tantos. Porquê? Porque a resposta à pergunta é a razoabilidade que enche e transborda do nosso ”coração”, das exigências e evidências que correm e fazem correr a natureza humana. Quem não tem sede de verdade, justiça, bem e beleza?

  • O que é a religiosidade? «A essência da razão». E qual é a pergunta que se faz mais vezes? «Faço-me tantas». Pode citar uma, pelo menos? «Se Deus deu aos católicos a inteligência, é para a usarem ou fazerem um holocausto dela?»
  • Quando “os tempos são maus”…quer dizer que veio o momento da conversão do coração e da maturidade na fé. [...] A vida vale a pena ser vivida para edificar a glória de Deus, isto é, para construir a humanidade nova na Igreja. Pois bem, em toda a história do cristianismo a condição para construir é o sacrifício, isto é, a cruz …A maturidade da nossa fé - eis a ressurreição.
  • Introdução à realidade, é o que é a educação. A palavra “realidade” está para a palavra “educação” tal como a meta está para um caminho. A meta é todo o significado do andar humano: esta não está presente unicamente no momento em que a empresa se realiza e termina, mas também em cada passo da estrada. Assim é a realidade, que determina integralmente o movimento educativo, passo a passo, e é a sua realização.
  • Infelizmente, a mentalidade laica – Giussani nota que isto é evidente na escola – «não está interessada em dar um contributo para a tomada de consciência efectiva de uma hipótese que explique as coisas unitariamente. O analismo que predomina nos programas abandona o aluno frente a uma heterogeneidade de coisas e a uma série de soluções contrárias entre si que o deixam, consoante a sua sensibilidade, desconcertado e desalentado no meio da incerteza». Em consequência, o jovem «sente, normalmente, a falta de alguém que o guie e que o ajude a descobrir aquele sentido de unidade das coisas, sem o qual ele vive uma dissociação»
  • É precisamente esta constatação que leva Giussani a aprofundar o conceito de autoridade: «A experiência da autoridade surge em nós como um encontro com uma pessoa rica na consciência da realidade; de modo que esta se nos imponha com a revelação e nos traga novidade, espanto e respeito. Da sua parte há uma atracção inevitável, da nossa parte uma inevitável dependência, sujeição». Para Giussani, a autoridade, de uma certa maneira, é o meu “eu” mais verdadeiro. Mas muitas vezes, hoje a autoridade propõe-se e é vista como algo que nos é estranho, que “se acrescenta” ao indivíduo. A autoridade permanece fora da consciência, ainda que talvez seja um limite devotamente aceite»
  • Dentro do percurso educativo, a figura da autoridade é central até accionar a verificação da proposta vinda da tradição «e isto só pode ser feito por iniciativa do jovem e por mais ninguém.
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