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Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo (Ef 4, 23-24).

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

09
Ago14

A «silly season» tem desde ontem mais um tema


Fátima Pinheiro

(fotografia da net)

Nunca acreditei na história da Silly Season. Nunca as férias deixaram de fornecer assunto aos jornalistas. Assunto Bom e assunto Mau, como agora se diz – Nietzsche, com o seu “para além” de um e outro, tem tanto a dar. Que pena a Filosofia estar tão em baixo, a "perder pontos" para a ética e para questões de linguagem e de estados de alma. Não que estes não sejam muito importantes, mas há mais Filosofia do que aquela que encontro nas filosofias do cansaço, na astrologia, ou nas arrelias multiculturais; há mais do que nas gramáticas não transversais e nas antropologias que partem do ponto de vista que os animais têm de mim. Mais do que nas Ecologias “baratas”, ou nos “shots” filosóficos para todos os gostos. Filosofia & Company e em kits simpáticos: ela em dez minutos, ou no meu bolso, ou a ser bebida entre dois cafés, colorida e sem ser chata. Era não era? Mas há coisas que quando querem mudar o seu “core”, passam a ser outra coisa, e, neste caso de uma inutilidade que não pertence à “ociosiosidade” da Filosofia. Serve apenas para facturar à custa da ignorância alheia. É mau, muito mau.
A Filosofia não se vende, compra-se. Não é de graça, não. É cara, vem sem acessórios, a preto e branco, e quanto melhor mais consoladora. De resto não vale a pena. É areia para os olhos, ou caruma a engasgar piqueniques.
Mas vamos ao tema de hoje. E restrinjo-me só à secção de Política. Desde ontem que os nossos media têm mais uma «atracção». E se puxarem bem por ele – o que não é muito difícil, e nem sei se necessário – vão sair aí umas boas peças. Refiro-me ao regresso do deputado europeu Marinho Pinto, que surpreendeu nas últimas eleições com um resultado inesperado. Acaba de chegar e vai à corrida das legislativas 2015. Mas que grave! Se “quiserem” eu posso dar mais ideias. Por exemplo: quem é mais sexy, Drago ou Pinto? Dani vai sair do eixo do mal, ou do bem, e juntar-se ao bem bom de um novo pedaço de esquerda?
Em Bruxelas e Estrasburgo já não se fala de outra coisa. Como se pode viver sem Marinho Pinto? Até já se arranjou uma musiquinha: “How Am I Supposed To Live Without You? I could hardly believe it/When I heard the news today/I had to come and get it straight from you/They said you were leavin'/Someone's swept your heart away/From the look upon your face, I see it's true/So tell me all about it, tell me 'bout theplans you're makin'/Then tell me one thing more before I go/Tell me how am I suppose to live without you/Now that I've been lovin' you so long/How am I suppose to live without you/How am I suppose to carry on/When all that I've been livin' for is gone/I didn't come here for cryin'/Didn't come here to break down/It's just a dream of mine is coming to an end/And how can I blame you/When I build my world around/The hope that one day we'd be so much/more than friends/And I don't wanna know/the price I'm gonna pay for dream.”
Não resisti a transcrever o Bolton todo. Mas assim até dá para a banda sonora do filme de Luís Filipe Menezes no facebook, que trata da beleza e da sustentável alegria de umas férias de sonho.
O resto sabemos. Todos vão ouvir: o homem que era 15%, ONUS e Obamas de ar muito zangado, o Iraque, outra vez – tudo em registo de “bora lá ter a consciência tranquila”. E ainda mais ricos e pobrezinhos do Bês não Bês, de dinheiros em Sing a Pura, mosquitos e baratas bem boas que por lá se comem. E mais: vamos ver nos títulos os que não têm férias, os que nem as têm por não terem trabalho. Mais de Maddie e outros desaparecidos. Para acabar: redes em geral. Listas em geral: de livros, de rentrées ideais, "agora é que é...". Ou: "veja quem é seu amigo!". Ou "Será que o Alentejo já deu o que tinha a dar?". "Jesus necessário para a felicidade?" (mas esta é mais no Natal ou na Páscoa). "A auto-ajuda foi chão que deu uvas?" Etc.

Eu vou “to south”, acabo de uma vez com os jornais, e, como disse aqui ontem, não escrevo mais sobre Sócrates. Mas na maleta levo e trago mais surpresas, que espreitam. Não perco nenhuma. E começo a apurar pressentimento e gosto. É bom, muito bom. Apenas mais esta: os Antónios são bons, cuidado com eles. A importância de se chamar António, resumo assim.
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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