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Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo (Ef 4, 23-24).

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

29
Mar15

Vem comigo ver a felicidade: "É que há qualquer coisa", vai cantar o Miguel Araújo


Fátima Pinheiro

 

 ontem à noite /TM rasante                                      Miguel Araújo/ Imagem da net

 

aqui dei notícia do Meeting de Lisboa 2015, a decorrer na tenda do CCB e que termina hoje. O  tema: "Se a felicidade não existe, então o que é a  vida ?" “São histórias de homens e mulheres que vivem na certeza da felicidade que queremos propor no Meeting Lisboa, através de exposições, encontros, concertos e espaços de convívio” resume a Associação Cultural Meeting Lisboa (ACML) promotora da iniciativa.  "É que há qualquer coisa", é o que vai "cantar" Miguel Araújo - o dos Azeitonas - na conferência de encerramento às 16h. Vou a correr, a hora mudou.

 

Ontem à noite, Elvira Fortunato, Henrique Leitão e Afonso Reis Cabral testemunharam que os Prémios que receberam são partilhados e que ajudam, incentivam, e são uma coisa boa que aumenta exposição e responsabilidade, mas estão noutro registo, que não é o da felicidade. A felicidade existe sim, mas não é efémera. Um prémio não enche o "coração". É uma alegria momentânea. A vida? Uma pergunta encarnada que nos toca. 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
05
Mar15

O Público faz hoje 25 anos: a Festa dura até ser Dia.


Fátima Pinheiro

 passas ou não passas/imagem tirada da net

 

O físico teórico João Magueijo é por um dia director da edição especial  do Público. Passam hoje precisamente 25 anos do seu nascimento  e porque estamos no Ano Internacional da Luz e dos 100 anos da teoria da relatividade geral de Einstein, o jornal escolheu o tempo como tema para o celebrar. São muitas as iniciativas: http://publico.pt/n1687696. Destaco esta: João Magueijo, Marina Cortês (cosmóloga), Diogo Ramada Curto (historiador), Alexandre Melo (crítico de arte) e Nuno Nabais (filósofo) juntam-se hoje no Centro Cultural de Belém para conversar sobre o tema do 25.º aniversário do Público: o tempo. A entrada é livre. Eu própria vou meter a colherada e celebro transcrevendo hoje um dos artigos que lá escrevi, precisamente sobre o tempo. Saiu num dia de passagem de ano e é um dos textos que mais gostei de escrever. Não é por acaso que sou fã incondicional de S.Agostinho (ver por exemplo o meu texto sobre as Confissões em https://100mim.wordpress.com/2012/11/20/mes-do-desassossego-21-o-que-confessou-s-agostinho/), o homem que um dia confessou que se não perguntassem o que era o tempo, ele sabia o que era; mas se lho perguntassem já não saberia responder. 

 

PASSAS OU NÃO PASSAS?

Ano novo, vida nova? Sambando 2013, “o que será, que será?” Repetir-se-á daqui a horas, mais uma vez, a “passagem de ano”, que em tempos idos – lembrou Mircea Eliade – era sacralizada em rituais que eram como que o emergir do cosmos. Em celebrações tão agitadas quanto o caos era caos, para que assim se pudesse participar na ordem configurada pelos deuses, em desenvolvimento sustentado de eterno retorno. A mim também me convidaram para festas. Por outro lado, também oiço: “prefiro a passagem de ano ao natal”; “detesto a passagem de ano”; “eu fico em casa”; “ai, eu vou mas é divertir-me”; “passo a dormir”, etc. Apesar de passar de ano todos os dias, pergunto-me nesta época de forma especial: “passo ou não passo?”. Ou, o que é o mesmo, foi mais o ano que passou por mim, ou quero mesmo passar para o “novo”, que também virá no ano que “vem”? Ou não?

 

É o tempo e o seu significado que aqui estão implicados. Festas à parte, este tempo serve, como todos os minutos, para alguma coisa? Saramago, pouco antes de morrer: “Pilar, encontramo-nos noutro lugar!”. Pregados nas cruzes, Cristo ao bom ladrão: “estarás hoje comigo no paraíso!” Pascal: os dias são para se encontrar no comboio que é a vida, o que falta no bilhete perdido, a sua origem e o seu destino. Platão, dos escravos agrilhoados na Caverna: cada um terá que virar a cabeça “por si próprio” e sair para fora. Krishnamurti: quero viver uma vida em segunda mão, como quem olha para uma montra? Ou em dizeres nossos: levas a vida a ver passar navios; passará, passará, mas algum deixará? Maria “vais com as outras”?

Maria Ulrich lembrava às suas alunas – futuras educadoras de infância – que a liberdade é um bem tão precioso que nem Deus se atreve a tocar. Encontro-me na vida sem nada ter feito para isso, mas posso fazer dela, nas circunstâncias que me são dadas viver, o que a minha força, a minha inteligência e o meu coração, “se puserem a jeito”. Como aqueles dois homens que trabalhavam no tempo do gótico e do romano, responderam a quem lhes perguntou o que faziam. Um disse: “acarto pedras”. O outro: “construo uma catedral”.

Passas ou não passas? Eu vou comer 12 às 12, e vou decidir “existir”. Ou protagonistas ou nada. É a escolha entre agitação e movimento. Se não for a mãe da frente, é o filho lá de trás. (http://www.publico.pt/opiniao/jornal/passas-ou-nao-passas-23703373/)

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
11
Set14

Jorge Silva Melo: «a união faz a força»


Fátima Pinheiro

Jorge Silva Melo, fotografia tirada da net

"A casa de Ramallah" estreou ontem, no Teatro da Politécnica. O encenador já está entretanto em trabalhos para a estreia, no CCB, de "Gata em telhado de Zinco Quente", adaptação de uma obra de Tennessee Williams, onde brilhará a bela Catarina Wallenstein, "menina" de João Botelho , que vê hoje os seus "Maias" no país todo. A Entrevista de Jorge Silva Melo e a da Sofia Areal são prendas de anos que recebi ontem, mas que demora a transcrever para hoje. Chegam em breve. Hoje é para dizer: diz-me a tua cultura e eu digo-te a que país pertences. Dá gosto ver aquela sala no espaço da Rua da Escola Politécnica, após a estreia da adaptação de António Tarantino. Os 20 artistas que Sofia ali juntou desde ontem - como aqui referi - ilustram a história daquela Sala que é herança e terá ainda muito para mostrar. Entre eles destaco Nikias Skapinakis e Miguel Ribeiro. Por boas razões, que interessam a todos.

Skapinakis porque é um surrealismo no seu melhor (tem a decorrer em simultâneo uma exposição na Casa Fernando Pessoa) e porque fez agora 60 anos que pela primeira vez expôs neste espaço, a então "Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências". A pastelaria "Cister" é testemunha disto e de muito: de Amadeo, Vieira da Silva e, entre muitos, de um artigo intitulado "Mulheres estudam ciências", entrevista de Manuela Porto a Glicínia Quartin, então estudante de Biologia.

Miguel Ribeiro também destaco porque expõe duas fotografias marcantes. É logo quando se entra à esquerda. Ambas tiradas na África do Sul. Um Mandela "rasante" e uma mulher espancada. Sem querer exagerar, aquelas costas são para ser vistas por todos. Experimentem ir ver e vejam o que acontece. Mostra-me as costas que tens e dir-te-ei quem és.

Até já Sofia - de quem destaco tudo. A ti principalmente. E a tua coordenação da exposição, de uma harmonia inexcedível. E os teus dois quadros que mostras, de um preto e vermelho casados de forma única. Até já Jorge. Entro na vossa história que é "longa, corajosa, modesta e bela", como sublinhaste, sublinhas e aqui vou contar com as tuas palavras.
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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