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Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo (Ef 4, 23-24).

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

25
Out17

A política veste "Pravda"


Fátima Pinheiro

 

Ai se não fosse ela!  Ontem a moção de censura deu-nos uma grande lição. E sobretudo levantou-nos o ânimo. A Política é possivel. Temos sentido de Estado. A Política não tem cor nem veste Prada. A Política veste, sim Pravda. E nestes últimos meses  é de luto que tem dicilmente respirado. Mas está de volta, na sua Casa.

Era ver ontem a cara do Primeiro-Ministro enquanto Cristas apresentava a moção de censura. Encolhido,  envergonhado, censurado com razões que aquela senhora lia desfiando com fortaleza, sobriedade, e sentido de Estado.

Mas quem não se demitiu por um erro crasso, teve essa endurance e hoje já vai continuar a cirindar. Mas nada que apague o fogo em que se meteu.

Assunção falou o que eu queria dizer. E não sou a única. Falou por todos nós. E por Marcelo. Temos Parlamento, as instuições a funcionar. A lider parlamentar pôs os pontos nos "is"  de uma forma rigorosa e, nem mais, nem menos. E de forma educada, o que nem sempre se vé naquela casa. 

A moção não passou, é verdade. Mas passou. Quero dizer com isto que já nada será como dentes. E os "fofinhos" da esquerda mostraram mais uma vez que querem governar, doa a quem doer. E Costa ralado! Mas como não é um estadista, finca pé, e quais demitir-se!

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
27
Jul17

De passitos...


Fátima Pinheiro

images (10).jpg

 

 

Entrei hoje em Campanha eleitoral por Pedro Passos Coelho. E estou cheia de razões!!!! Querem ler?

Grão a grão enche a galinha o papo, devagar se vai ao longe. E o seu contrário: quem não arrisca não petisca, quem vai ao mar perde o lugar. Olho a História Universal e os casos confirmam. Nem preciso de puxar muito pela cabeça. Não sou vingativa em relação aos que nada fazem e parece terem tudo, nem em relação aos que só sabem prejudicar. E muitos são os que agem assim para comigo. Também não me deixo ir por conversas de recompensas futuras.  Em última análise a vida é um eterno presente. Nem digo: o último a rir é o que ri melhor, um dia hão-de ver, e frases do género. Mesmo que tudo diga que não, quem vive o agora é que é.

Olho à minha volta e vejo. Limitadamente, claro. É apenas um olhar. Mas há os outros olhares todos onde vejo o que eles vêem. Limitadamente. O que nos torna  numa espécie de companhia ilimitada. As novidades sucedem-se umas atrás das outras. Que raio de conversa esta hoje?!!!!

É que Portugal precisa de governo. Como dona de casa sei bem o que isso é. Quem vejo ao meu redor que tenha mostrado trabalho feito, paciência para suportar sacanices, mentiras e injustiças?  Quem está no lugar onde é mesmo preciso estar? Estar mesmo, e não apenas para a fotografia? Quem tem falado para apontar o que está errado? Quem é discreto e corajoso? Quem não se atreve a dar passos maiores que as pernas? Quem dá os passitos certos, na hora? Quem é honesto e não vive a fazer de conta mas em primeira mão, a prescindir de cosméticos e de campanhas de imagem caras?

Quem foi capaz de enfrentrar Ricardo Salgado e dizer "acabou- se  papa doce"?

Leio agora no DN digital que o Presidente da República, em entrevista ao Diário de Notícias que será publicada no próximo fim de semana, lembra que vivemos numa democracia e, "portanto, em democracia não há desaparecimento de vítimas, não há, como se contava de algumas ditaduras estrangeiras, aviões a lançar corpos no mar. Isso não existe". Mas, e agora digo eu, numa Democracia não há desaparecimento do primeiro-ministro, leia-se António Costa, quando o País mais precisa. Numa Democracia não há desaparecimento do Comandante Supremo das Forças Armadas, num momento de autêntico caos, de dito por não dito. De desnorte de soberania. Não estaremos a brincar aos indíos e cowboys! ? Não estou a dizer que o PR não tenha estado lá (depois da confusão dos primeiros dias esteve, depois desapareceu e só voltou - obviamente - depois da lista divulgada). Estou a falar de desaparecimento de autoridade. 

Nessa entrevista ao DN  - uma entrevista a dedo para assegurar o regular funcionamento das insituições... -  o PR pede "cabeça fria". Mas isso é o que mais tem havido!!!! Quer mais fria do que a do primeiro ministro que vem falar de segredo de justiça em relação à tal lista!!!  E de reformas para o futuro e no computador e mais dinheiro na saúde e planos e planos, a serem feitos mesmo ali, em Pedrógão (deve ser para fazer o luto....) para um Interior global, sustentável e digital? Segundo a sua conceção de Democracia, Senhor Presidente, o seu  António Costa não sabe o que isso é.  E pelos vistos o Senhor também não. Também o que poderia eu esperar: não foi o Senhor que lhe deu o governo sem ele ter ganho as eleições? 

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
27
Fev16

O Bloco de Esquerda arrotou.


Fátima Pinheiro

arroto.jpg

fotografia tirada da net

O Bloco de Esquerda(BE) celebou a aprovação da lei da adopção por casais do mesmo sexo com um cartaz com a imagem de Jesus Cristo.  Ao fazê-lo abandalhou a democracia.  Gozar com a fé dos outros é estupidez e cretinice.

Gozar com a  fé cristã é grave, pelas mesmas razões. Não respeita a crença daqueles que acreditam em determinados conteúdos de fé. Não estamos em recreio. É muito feio. E, last but not the least, não usa argumentos, coisa elevada entre os humanos. Que gozassem entre colegas de carteira. Jantassem juntos, festejassem, e arrotassem em companhia, mas não;  fizeram-no publicamente, aliviaram-se e cantaram a ofender. A isto chamo violência. Falta de educação. Ignorância teológica e política. Assim perderam crediblidade. Perderam categoria. Enterraram-se.

Quando vi esse pseudo cartaz ainda pensei que não valia a pena dizer nada. Porque quem revela tamanha ignorância e oportunismo está longe de outras vozes. Não sabe dialogar. Mas quem não se sente não é filho de boa gente. E eu sou filha de boa gente.

Doutro ponto de vista, o tal cartaz ao precisar de uma muleta destas, encerra a estima invertida por uma alavanca milenar. E porquê?  Eu bem sei porquê. São razões que se prendem aos conteúdos da fé que pretendem ofender. Esta parte o BE não entende, porque confunde moral e religião, confunde teoria e prática, confunde humor com badalhoquice.

Numa palavra, o manifesto do BE é uma bojarda absolutamente impotente para os beliscar, aos conteúdos de fé, entenda-se. A capa revela um raquitismo intelectual que fere a  mais ínfima gota de inteligência. É antes um brincar às "trindades". Uma séria inteligência pode não acreditar na santíssima Trindade Teológica em que eu acredito. Ponto final parágrafo. Agora não se brinca às trindades. Se o BE o quer fazer, brinque antes a outra trindade que de misterioso nada tem, e na qual esse partido político é o espírito santo de um pai e de um filho que também conhecemos muito bem...

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
02
Fev16

Guilherme Oliveira Martins ao Suptnik: este livro tem consequêcias


Fátima Pinheiro

O novo livro de José Milheses, “Rússia e Europa: Uma Parte do Todo”, levou Guilherme Oliveira Martins a apresentá-lo há dias na Câmara de Lisboa  e a um exclusivo no Sputnik. © SPUTNIK/ VLADIMIR SERGEYEV 

“Infelizmente há uma grande ignorância a propósito da relação entre a Rússia e a Europa. Essa ignorância deve-se fundamentalmente a um grande desconhecimento, que não é apenas português, é um desconhecimento europeu. Diga-se, aliás, que muitos dos desenvolvimentos recentes da questão ucraniana se devem à ignorância sobre o cerne da questão e a importância geográfica e geoestratégica desta região”, disse.

"Eu sou muito otimista relativamente ao futuro e à democracia na Europa Oriental. É por isso que conhecendo eu bem a Rússia, referi aqui várias das minhas incursões – Moscovo [Moscou], São Petersburgo, Kiev, Kazan – e a minha ideia fundamental é esta: os europeus têm que conhecer melhor a Rússia, têm que conhecer melhor as culturas do território russo. Nesse sentido, a paz na Europa depende da existência daquilo que José Milhazes (eu uso a mesma expressão) tem referido como o modus vivendi  europeu com a cultura e as culturas da Rússia. É por isso que, no caso da Ucrânia, é indispensável conhecermos bem esse território, as suas origens, a sua diversidade, uma vez que Kiev é algo de matricial da cultura russa, como sabemos, mas o território ocidental da Ucrânia foi parte, até à Primeira Guerra Mundial, do Império Austro-Húngaro. A causa da paz passa pela compreensão da Ucrânia. É indispensável a compreensão dessa diversidade e a compreensão de que a cultura russa, que é também europeia, é responsável por grandes obras: estou a falar de Tolstoi, Dostoyevsky, Pushkin, Chaikovsky. Perguntar-me-á “mas o que é que tem tudo isso a ver?” É que não haverá Europa se não houver uma consciência da complementaridade entre os velhos povos europeus, entre aqueles que, designadamente, são nossos irmãos e que têm tanto a ver conosco e que vivem no território russo.

“Nós temos que entender que o grande problema hoje na Europa, no Mediterrâneo Oriental, a causa, no fundo, da paz depende da compreensão do lugar e do protagonismo da Rússia no contexto europeu, eurasiático e do mediterrâneo oriental. O livro começa por algo que é crucial: percebermos o papel, o lugar da Rus de Kiev na Europa. (…) Relativamente à Rússia moderna, a questão de Kiev é uma espécie de Guimarães para a História portuguesa (…) A Ucrânia de hoje é constituída por um território que, inequivocamente faz parte da matriz da cultura russa. A relação da Rússia com a Europa é uma relação perfeitamente natural. Temos que perceber, pois, que não há Europa, não há geoestratégia europeia, sem a compreensão do modus vivendi com a Rússia, do lugar da Rússia nessa relação.” Leia mais aqui.

 

 
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
20
Jan16

PEDIU UMAS PRESIDENCIAIS?


Fátima Pinheiro

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imagem tirada da net

 

Nestes tempos  tenho pensado que uma campanha para Presidente da República deveria ser isso mesmo, e não outra coisa; e deveriam ser candidatos apenas pessoas com a possibilidade de virem a ser eleitas. Tudo isto me parece muitas vezes uma burricada. Let´s focus on this subject: PRESIDENTE DA REPÚBLICA. O mal está em que não se distinguem nem as coisas nem os tinos.

A democracia abre as portas todas. Mas sem desmerecer ninguém não vejo como pode Nóvoa, Belém ou Marcelo se perfilarem ao mesmo que Tino. O critério do número de assinaturas é insuficiente nestas corridas. Ou então estou enganada.

Mas que outro critério se pode acrescentar? Falta a tal mão invisível. O que é certo é que se a coisa fosse levada a sério, não se forjariam assinaturas, não se organizariam excursões para encher comícios. Nem se empurraria ninguém para o que fosse sem um consentimento razoável.

Leio a Constituição: «O Presidente da República é o Chefe do Estado. Assim, nos termos da Constituição, ele "representa a República Portuguesa", "garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas" e é o Comandante Supremo das Forças Armadas."» Quem me garante que Tino não terá mais tino que Marcelo? Não se diz que é a pessoa que faz o cargo? A vida tem surpresas. Para ironia, ironia e meia. E estou farta de circo.

Há dias ouvi Maria de Belém afirmar que o Presidente da República é um Provedor. E depois entrou em detalhes sobre o que isso é. Baralhei-me e pensei que se estava a falar de Santana Lopes. Ouvimos tanta coisa que ficamos sem norte. Mas estou em campanha estou. É dever de qualquer cidadão pensar e agir. E não calar o que se vê.

Sem darmos por isso, em breve virão outras Presidenciais. Até lá espero que se cresça em democracia, o mesmo é dizer em discernimento. Engrandecer o discurso porque Portugal merece. Cada um dos portugueses merece mais do que os argumentos que têm estado na corrida. Tudo menos “le point”. Confrange o discurso de quem beija mais e onde, de quem tem este ou aquele na fotografia, dos estudos que cada um tem, e mais não digo que cansa. Aqui sim: haja tino, no crescer do trigo e do joio.

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
27
Nov15

Os carros dos ministros: uma "imposse"


Fátima Pinheiro

 imagem tirada da net

 

Falo dos Governos. Se é de esquerda ou direita pouco me importa. É conveniente sim um Governo "às direitas". Exige-se competência. Como a um barbeiro, ou a um enfermeiro. Hoje escrevo esta pequena nota no "Rasante", só para desejar uma boa ocupação de S.Bento.

Acabo de ouvir na Rádio que  da educação, matéria vital de qualquer sociedade, já se pretende alterar matérias que não se sujeitam a "agora sim", "agora não" (em Maio de 2016 os alunos já não fazem exames no 4.º ano).Isto estando ainda fria a cadeira do novo ministro. Como foi a pressa de aprovar questões delicadas, fraturantes como agora se diz, mesminho antes do XX contitucional sair. Ai se fosse a "direita" a tê-lo feito! Mas hoje não quero falar de oportunismo, seja ele político ou outro.

Já agora, uma graçola. Diz o facebook que ontem, na tomada de posse, houve ali um impasse (ou uma "imposse", se quiserem). Os antigos ministros tinham que sair com os seus motoristas, certo? Os novos terão esperado pelo regresso dos carros. Também tinham que sair, certo? Uma espécie de vai e vem especial. Mas isto só interessa mesmo ao Menino Jesus.

E o facebook tenha juízo. Eu que sou assumidamente Passos Coelho como primeiro-ministro que soube ser, não gosto de ver o "meu" novo Governo a ser achincahado com bocas e imagens pouco próprias a um sociedade civilizada. Não vou esperar para ver...

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
29
Out15

A Europa como nunca a viu


Fátima Pinheiro

 

Carlos do Carmo, imagem tirada da net

 

Pois é. A Europa, tema central mas até agora mais ou menos exclusivo para académicos, saltou para o meio da praça com o acordo de esquerda que aí vem.

Se podemos ter um Governo apoiado pelos comunistas e bloquistas que nos querem fora do euro, como vamos ficar na Europa?

E que Europa é esta que nos exige o que não conseguimos dar? E que Europa é esta onde uns acolhem e outros expulsam refugiados? E que Europa é esta onde todos sonham vir parar mas onde o sonho parece estar a ruir? Que Europa é esta, onde os velhos direitos se vêem gregos para conviver com o novo (velho?) capitalismo  emergente? Que Europa é esta?

Provocador e desafiante, o Conhaque-Philo, uma iniciativa da bloguista Fátima Pinheiro que convida gente a conversar, com café, um vinho ou mesmo um conhaque,  vai juntar políticos, jornalistas, economistas, artistas e quem mais vier. Para debater a Europa.

É na Casa Museu Medeiros e Almeida, Rua Mouzinho da Silveira, em Lisboa. Entre 3 de Novembro e 22 de Dezembro, uma vez por semana, «A Europa somos nós».

Só para abrir o apetite: começa com Eduardo Lourenço e José Manuel Fernandes, já no dia 3, a responderem à pergunta: «Europa: Observas-te a ti mesma?». E acaba a 22 de Dezembro, com Jorge Silva Melo e Aura Miguel a questionarem se no mapa europeu «Há mais vida para além do cenário».

Não resista. Vão lá estar o João Botelho, a Sofia Areal, o João Soares, o Pe Pedro Quintela, o José Milhazes, a Raquel Abecasis, a Aura Miguel, o Francisco Sarsfield Cabral, o João César das Neves, o Luís Osório e o Carlos do Carmo.

Desafiante e provocador! A Europa somos nós.

 

Programa em detalhe:

Conhaque-Philo 2015 - A EUROPA SOMOS NÓS

 A Casa-Museu Medeiros e Almeida acolhe o CONHAQUE-PHILO 2015, uma iniciativa da bloguista Fátima Pinheiro https://www.facebook.com/pages/Conhaque-Philo/520931661373616?fref=ts . Durante sete sessões semanais (3, 11, 17, 25 Novembro/ 1, 8 e 15 de Dezembro, das 21.30 às 23h - ENTRADA LIVRE – R.Mouzinho da Silveira,6,Lx) o tema é “A Europa somos nós”.

Facebook: https://www.facebook.com/casa.museu.medeiros.e.almeida

Website: www.www.casa-museumdeirosealmeida.pt

Uma conversa informal, provocadora e desafiante entre quem desafia e todos os que quiserem assistir e ser desafiados. A Sala do Lago da Casa-Museu transforma-se num espaço descontraído, onde se bebe um café, um vinho... ou mesmo conhaque.

 

3 Novembro

Europa: Observas-te a ti mesma?

Eduardo Lourenço/ José Manuel Fernandes

 

11 Novembro (4ª feira)

Que Vale, a Europa?

José Ribeiro e Castro/Raquel Abecasis/ Pe Pedro Quintela

 

17 Novembro

A juventude da velha europa

Francisco Sarsfield Cabral/João Luís César das Neves

 

25 Novembro (4ª feira)

As virtudes do desassossego

João Botelho/Sofia Areal

 

1 Dezembro

 Onde acaba a Europa?

José Milhazes/ João Soares

 

8 Dezembro

Se deixasses de ser minha?

Luís Osório/Carlos do Carmo

 

22 Dezembro

 Há mais vida para além do cenário?

Aura Miguel/Jorge Silva Melo* (*a confirmar)

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05
Set15

Gosto mais de Sócrates de brincos ou colar...


Fátima Pinheiro

O meu heterónimo "não te conheças a ti mesma" é uma segunda natureza. Gera-se e sai quando menos espero. Alegrei-me com o facto do autor do livro - escrito em inglês,  presumo que não técnico...- que é uma tese defendida na Science Po (ou Poucachinha), ou wanna be tese, esteja agora, desde ontem sem pulseira. (Um à parte :  foi Maria Filomena Mónica, na edição do Expresso de 22 de Agosto passado, que de forma rigorosa - bom jornalismo!!!!!! -, magnífica, tratou deste assunto da tese ou livro, ou assim.) Comigo alegraram-se todos os que consideram este novo estádio socrático ( e porque não até "comptiano") emergente ontem, e, note-se, não daqui a meia dúzia de dias, uma benção para para o ambiente de campanha;  isto no pressuposto de que a democracia é um bem que todos se esforçam por promover.

 

Não tendo nascido ontem, e saindo agora daquele heterónimo, nada disto me soa bem. Sócrates está livre, não usa já aquela coleira de pulso eléctrico/a. Sócrates é mesmo  um brinco, ou um brincar connosco; ou um colar, mas que já não vai pegar. Vai estar por aqui, mas já nada é igual. Fico triste, muito triste com estes directos televisivos tão pouco avisados, a darem-nos, em directo também, a nova morada do homem que saiu de Évora e que agora já pode encomendar pizza em Lisboa (quelle merveille!). Com número de porta e tudo. Se eu lá quiser ir ou fazer uma manifestação, são dados porreiros. Tristeza eu estar aqui a perder tempo com isto. Tristeza os rios de tinta que se gastam neste nada que parecer ser tudo. O mito.

 

Num tempo que precisa de debate, de argumentos e de paz para que se escolham os melhores para nos conduzir no bem comum, andamos a brincar às bonecas. E se decidissemos ir fazer o que ainda não foi feito?

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
06
Ago15

A oposição: feia,porca e má?


Fátima Pinheiro

 

Passam hoje 70 anos de Hiroshima/ imagem tirada da net

 

Esta season é silly, mas não pelas razões do costume. É por causa das eleições. Sou de todas as cores. Sobretudo gosto de uma cara lavada de quem diz o que pensa, na base de que se confronta consigo mesmo. Só pode ser exigente com outros quem é exigente consigo. Procurei as palavras, muitas. Uma caçadora de mim. E mais uma vez verifiquei que o dualismo e o maniqueísmo é do piorzinho. E que felizmente sei discernir, palavra que a Raquel Abecasis usou aqui no Rasante, anteontem. Náo há almoços grátis e ainda bem que os factos são os factos. Feios, porcos e maus? Ou Hiroshima meu amor?

 

Sei que em clima de pré campanha muito se diz. Encontrei palavras feias, porcas e más. Mas como o que disse no título é o nome de um filme (foi só para por um título mais chamativo; eu gosto mesmo que me leiam), prefiro as palavras certas, uma vez que esta minha quinta é filosófica, e digo que procurei as palavras  justas e injustas. Óbvio que com o meu critério. Aconselho a que se faça esse exercício e que se dê a cada um aquilo que é seu. Este post nada diz? Pois não. Isto da Democracia é para fazer mesmo, e dá muito trabalho de casa. A liberdade é coisa fina, discreta.

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10
Mar15

Pulgas e tremelgas eleitorais


Fátima Pinheiro

 

uma tremelga/imagem tirada da net

 

É pedir muito que este periodo eleitoral -  uma das mais valias da democracia - seja um debate de ideias, de olhar para o que se fez e se pode fazer pelo país? De construir para edificar? Querer mesmo o bem comum, que passa necessariamente , e tendencialmente, por cada um? Tendencialmente, sim, porque Roma e Pavia não se fazem num dia. Ingénua eu? Pode ser.  Mas quero dizer ainda que, mal por mal, prefiro  - e não desisto - a tremelga à pulga.

 

Tudo tem girado em torno de uma pessoa que nós já sabemos quem é. Ainda ontem mais dois ou três nomes se levantaram para que ele saia da bela cidade de Diana. Mesmo assim, quando chegar a altura eu vou votar. Não sou perfeita e sei que a vida pode cair nestas coisas. E sei que a justiça é das coisas mais nobres da vida. Não gosto é de a ver aos farrapos, nas cidades e serras, assim ao desbarato e à vontade de poder (não falo da de Nietzsche, porque desta poucos percebem, encerrando muitas verdades; boa ideia para outro post). 

 

Venham as tremelgas a sério. Porquê?  Porque ao menos a tremelga,  sempre obriga a uma reflexão ( falo das boas tremelgas e não das assim assim). A tremelga sempre faz parte  do método socrático que vai da ironia à maiêutica. Como sabemos, a mãe de Sócrates era parteira, e o filósofo comparava o seu labor a um processo similar, no caso, o de ajudar a parir ideias. Ai era tão bom. Mas infelizmente muitas vezes "a montanha pariu um rato". E as pulgas são uma chatice. Nem coçando!

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