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Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

23.07.18

Dia de Santa Brígida: a Europa não é ateia!


Fátima Pinheiro

 

santa-brigida-de-suecia.jpg

Hoje é dia de uma das padroeiras da Europa, santa Brigida da Suécia. Quem era? Um modelo de vida para esta Europa  de hoje, que ruma sem norte e que se funda num ateismo ignorante, ao invés de se fundar em si,  nas suas raízes, ou seja na rocha de Pedro. Mulher de família, mulher de oração, mulher de educação. Mulher de afirmação da transcendência, com rosto.

Andamos tão esquecidos. Que tal uma olhadela à História, aos factos? Uma exemplar história de milhares de anos e vidas . Sim  com defeitos mas definidas pelo Amor.Uma história alavancada com o martírio de onze dos 12 apóstolos, os amigos que Jesus escolheu para andarem consigo . Sim.  Todos, excepto João, deram a vida, foram martirizados.

CARTA APOSTÓLICA EM  FORMA DE “MOTU PROPRIO”  PARA A PROCLAMAÇÃO DE SANTA BRÍGIDA DA SUÉCIA, SANTA CATARINA  DE SENA E SANTA BENEDITA DA CRUZ  CO-PADROEIRAS DA EUROPA

 

JOÃO PAULO PP. II 

 

  dado em Roma, junto de São Pedro, a 1 de Outubro de 1999, vigésimo primeiro ano de Pontificado

 

“(...) 4. Brígida, a primeira destas três grandes figuras, nasceu de uma família aristocrática em 1303 em Finsta, na região sueca de Uppland. Ela é conhecida sobretudo como mística e fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador. Porém, não devemos esquecer que transcorreu a primeira parte da sua vida como leiga felizmente casada, e teve oito filhos. Indicando-a como co-Padroeira da Europa, desejo torná-la familiar não só aos que receberam a vocação de uma vida de especial consagração, mas também aos que são chamados às ordinárias ocupações da vida laical no mundo e, sobretudo, à exímia e exigente vocação de formar uma família cristã. Sem se deixar influir pelas condições de bem-estar da sua classe social, ela viveu com o marido Ulf uma experiência conjugal, onde o amor esponsal se uniu à oração intensa, ao estudo da Sagrada Escritura, à mortificação e à caridade. Juntos fundaram um pequeno hospital, onde com frequência assistiam os enfermos. Brígida tinha também o hábito de servir pessoalmente os pobres. Ao mesmo tempo, foi elogiada pelos seus dotes pedagógicos, que teve ocasião de pôr em prática no período em que se lhe pediu que servisse na Corte de Estocolmo. Desta experiência amadurecerão os conselhos que, em diversas ocasiões, dará aos príncipes e soberanos para desempenharem corretamente as suas funções. É evidente, porém, que os primeiros a lucrar com isto foram os seus filhos, não constituindo um puro caso o facto de uma das suas filhas, Catarina, ser venerada como santa.
Porém, este período da sua vida familiar foi só a primeira etapa. A peregrinação que realizou com o marido Ulf a Santiago de Compostela em 1341 concluiu simbolicamente esta fase, preparando Brígida para a nova vida que iniciou alguns anos depois quando, com a morte do esposo, pressentiu a voz de Cristo que lhe confiava uma nova missão, guiando-a passo a passo com uma série de extraordinárias graças místicas.

5. Tendo deixado a Suécia em 1349, Brígida estabeleceu-se em Roma, Sede do Sucessor de Pedro. A transferência para a Itália constituiu uma etapa decisiva para a dilatação do seu coração e da sua mente, não só do ponto de vista geográfico e cultural, mas sobretudo espiritual. Foram muitos os lugares que a viram ainda peregrina, desejosa de venerar as relíquias dos santos. Nestas vestes ela esteve em Milão, Pavia, Assis,  Ortona,  Bari,  Benevento,  Pozzuoli,  Nápoles, Salerno,  Amalfi  e  no  Santuário  do  Arcanjo  São Miguel  no  Monte  Gargano.  A  última  peregrinação, realizada entre 1371 e 1372, levou-a a atravessar o Mediterrâneo em direcção à Terra Santa, permitindo-lhe abraçar espiritualmente, além de tantos lugares sagrados da Europa católica, as mesmas nascentes do cristianismo, nos lugares santificados pela vida e morte do Redentor.

Na verdade, mais que por estas devotas peregrinações, foi com o profundo sentido do mistério de Cristo e da Igreja que Brígida participou na construção da comunidade eclesial, num momento extremamente crítico da sua história. A união íntima com Cristo foi, com efeito, acompanhada per especiais carismas de revelação, que a tornaram um ponto de referência para muitas pessoas da Igreja do seu tempo. Em Brígida sente-se a força da profecia. Por vezes, esta parecia ser um eco dos grandes profetas antigos. Ela falava com segurança a príncipes e pontífices, revelando os desígnos de Deus acerca dos acontecimentos históricos. Não poupou advertências severas, inclusive no tema da reforma moral do povo cristão e do mesmo clero (cf. Revelationes, IV, 49; cf. também IV, 5). Alguns aspectos da extraordinária produção mística suscitaram, com o passar do tempo, compreensíveis interrogações, a propósito das quais a prudência eclesial realizou um discernimento eclesial, remetendo-se à única revelação pública, que tem em Cristo a sua plenitude e na Sagrada Escritura a sua expresão normativa. De facto, também as importantes experiências dos grandes santos não estão isentas dos limites que sempre acompanham a recepção humana da voz de Deus.

No entanto, não há dúvida que a Igreja, ao reconhecer a santidade de Brígida, mesmo sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, acolheu a autenticidade do conjunto da sua experiência interior. Ela vem a ser uma testemunha significativa do espaço que pode ter na Igreja o carisma vivido com total docilidade ao Espírito Santo, e na completa conformidade às exigências da comunhão eclesial. Além disso nas terras da Escandinávia, pátria de Brígida, tendo-se separado da plena comunhão com a Sé de Roma após os tristes acontecimentos do século XVI, a figura da Santa sueca permanece concretamente como uma preciosa ligação ecuménica, também reforçada pelo esforço realizado neste sentido pela sua Ordem(…)”.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

02.02.16

Guilherme Oliveira Martins ao Suptnik: este livro tem consequêcias


Fátima Pinheiro

O novo livro de José Milheses, “Rússia e Europa: Uma Parte do Todo”, levou Guilherme Oliveira Martins a apresentá-lo há dias na Câmara de Lisboa  e a um exclusivo no Sputnik. © SPUTNIK/ VLADIMIR SERGEYEV 

“Infelizmente há uma grande ignorância a propósito da relação entre a Rússia e a Europa. Essa ignorância deve-se fundamentalmente a um grande desconhecimento, que não é apenas português, é um desconhecimento europeu. Diga-se, aliás, que muitos dos desenvolvimentos recentes da questão ucraniana se devem à ignorância sobre o cerne da questão e a importância geográfica e geoestratégica desta região”, disse.

"Eu sou muito otimista relativamente ao futuro e à democracia na Europa Oriental. É por isso que conhecendo eu bem a Rússia, referi aqui várias das minhas incursões – Moscovo [Moscou], São Petersburgo, Kiev, Kazan – e a minha ideia fundamental é esta: os europeus têm que conhecer melhor a Rússia, têm que conhecer melhor as culturas do território russo. Nesse sentido, a paz na Europa depende da existência daquilo que José Milhazes (eu uso a mesma expressão) tem referido como o modus vivendi  europeu com a cultura e as culturas da Rússia. É por isso que, no caso da Ucrânia, é indispensável conhecermos bem esse território, as suas origens, a sua diversidade, uma vez que Kiev é algo de matricial da cultura russa, como sabemos, mas o território ocidental da Ucrânia foi parte, até à Primeira Guerra Mundial, do Império Austro-Húngaro. A causa da paz passa pela compreensão da Ucrânia. É indispensável a compreensão dessa diversidade e a compreensão de que a cultura russa, que é também europeia, é responsável por grandes obras: estou a falar de Tolstoi, Dostoyevsky, Pushkin, Chaikovsky. Perguntar-me-á “mas o que é que tem tudo isso a ver?” É que não haverá Europa se não houver uma consciência da complementaridade entre os velhos povos europeus, entre aqueles que, designadamente, são nossos irmãos e que têm tanto a ver conosco e que vivem no território russo.

“Nós temos que entender que o grande problema hoje na Europa, no Mediterrâneo Oriental, a causa, no fundo, da paz depende da compreensão do lugar e do protagonismo da Rússia no contexto europeu, eurasiático e do mediterrâneo oriental. O livro começa por algo que é crucial: percebermos o papel, o lugar da Rus de Kiev na Europa. (…) Relativamente à Rússia moderna, a questão de Kiev é uma espécie de Guimarães para a História portuguesa (…) A Ucrânia de hoje é constituída por um território que, inequivocamente faz parte da matriz da cultura russa. A relação da Rússia com a Europa é uma relação perfeitamente natural. Temos que perceber, pois, que não há Europa, não há geoestratégia europeia, sem a compreensão do modus vivendi com a Rússia, do lugar da Rússia nessa relação.” Leia mais aqui.

 

 
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

28.01.16

Guilherme Oliveira Martins lançou livro de José Milhazes: os ministros dos negócios estrangeiros deviam ler.


Fátima Pinheiro

 

milhazes e eu.jpg

O novo livro de José Milhazes, "A Rússia: parte de um todo", foi ontem apresentado por Guilherme Oliveira Martins. Com o rigor de um tribunal de Contas, introduziu-nos a uma obra que entende obrigatória, uma das melhoes que a Fundação Francisco Manuel dos Santos agora integra na sua coleção, tendo mesmo desafiado a instituição a enviá-la aos ministros dos negócios estrangeiros. Milhazes tem um valor inestimável. É um homem bom, e fácil de encontrar. Viveu na URSS e na Rússia uma vida e regressou cheio. Dois doutoramentos, um poço de sabedoria, um homem recto (ainda os há), divulgador nato, tem a paixão de ensinar, o que aliás está sempre a fazer. Mas porque não está numa Universidade? Perguntei-lhe se ele não gostaria, e ele disse que sim. Qual? A que me quiser aceitar.

O Doutor José Millhazes - assim o referiu ontem , por várias vezes, Guilherme Oliveira Martins - passa a vida de um lado para o outro, estão sempre a chamá-lo para falar da Rússia. Bruxo! Ele é que sabe do assunto. Quem perde não é ele, mas nós. Porque não está numa Universidade? Porque a inveja está muito bem espalhada (não é o bom senso, como pensava Descartes) e porque há poucos homens corajosos como ele. Estamos à espera que ele morra, para depois batermos palmas atrasadas e dizer que não havia como ele? Vamos deixar de lado caras de missa de sétimo dia! Nunca é tarde,oiço. Às vezes é. Noutro dia escorreguei numa casca de banana. Por acaso fiquei bem. 

O que deixo em cima em registo audio é só isso. Depois de ver e ouvir fiquei sem perguntas à altura. Quando ele lecionar numa das nossas universidades vou ser uma das primeiras a inscrever-me.

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

24.12.15

O meu presente de Natal é uma couve


Fátima Pinheiro

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/serei-a-couve-do-natal-1718328

 

OPINIÃO

Serei a couve do Natal?

Evitemos a tentação de vegetarmos na existência; e atiremo-nos antes a ela, com toda a liberdade, o empenho e a afeição

Três Conversas com Eduardo Lourenço é o meu recente livro, saiu a semana passada. Estamos no Natal e o livro fala de couves. Por isso escrevo este artigo, que é o meu presente para estes dias e noites, mais ou menos felizes ou santos. E adianto já que não quero ser a couve. Umberto Eco espantou-se um dia — contaram-me anteontem — pelo facto de os seus netos não saberem o que era o presépio. Eu já nada me espanta. Não é tudo à la carte? Uma cambada de couves é o que felizmente somos. Mas a luta não é minha. Meu só a liberdade. Poderá haver melhor?

O livro nasceu de um encontro improvável. Não nos conhecíamos. Admirava-o. Cruzámo-nos numa recepção, abordei-o e o pensador ouviu-me. Achava-o hermético, ele foi simples. E alguém sugeriu: passem a livro! Falámos de tudo: fé, razão, Europa, família, educação, filosofia e arte, vida e morte. Como se fosse a primeira e a última vez. “Discernir é o grande problema”, diz o pensador a dada altura. O meu presente de Natal é assim lembrar, lembrar-me, a alternativa que se põe com mais agudeza e ternura no Natal. Nestes encontros e reencontros de família, ou de quem não a tem, mas tem abraços a dar e a receber. É tudo uma questão de decisão. Ninguém escapa ao milenaríssimo fio da navalha que é também um fio de chocolate quente a regar o melhor sonho da noite. E dum embrulho, vamos lá saber a história.

Lourenço, como sempre, é brilhante. Afirma a páginas tantas: “Em função do que ainda não existe, do tempo do futuro, a gente dá um passo e nessa acção é que nós nos humanizamos, é que nós ultrapassamos as barreiras. Ultrapassamos barreira e barreira, e atingimos um objectivo. Damos um outro passo. A vida é feita desses passos contínuos, uns atrás dos outros, mas nenhum está pré-determinado. Se não déssemos um passo, ficávamos pa­rados num sítio, como um legume.”

Desembrulho então o meu presente, e ponho a parada como se segue. Um dos grandes contributos que a leitura da obra e o conhecimento da pessoa de Eduardo Lourenço nos traz é o desejo de darmos este passo: evitarmos a tentação de vegetarmos na existência; e antes atirarmo-nos a ela, com toda a liberdade, o empenho e a afeição.

Mestre em Filosofia pela UCP

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

22.12.15

o Papa na Bola


Fátima Pinheiro

 

imagem tirada da net 

 

A conversa com o Papa Francisco sobre A BOLA será contada hoje pela jornalista da Rádio Renascença, numa tertúlia com Guilherme d’Oliveira Martins, às 21.30 horas, na Casa Museu Medeiros e Almeida, na Rua Rosa Araújo (perto da Cinemateca) em Lisboa.

A iniciativa é da blogger Fátima Pinheiro - eu - e vem encerrar um ciclo de conferências realizadas no passado mês de novembro e este mês, tendo como pano de fundo a Europa. É um ciclo que vai ter o seu "prolongamento" no primeiro trimestre de 2016. O Futebol está sempre pressente (o ano passado teve na sua sessão final o senhor Fernando Santos e o Cardeal Patriarca http://sicnoticias.sapo.pt/…/2014-12-17-Fernando-Santos-e-D….)

Este ano ano junta hoje  a vaticanista e jornalista da RR, Aura Miguel - que no avião papal mostrou o Jornal "A Bola" ao Papa, e o Dr. Guilherme Oliveira Martins, que dispensa também qualquer apresentação.

A Bola  deu um empurrão, uma espécie de GOLO, para que esta inciativa cultural se tornasse mais visível, ao publicar no seu espáço uma notícia sobre o evento. Não o faço por mim, faço pelos valores que aqui estão implicados.

Sei que esse Jornal não precisa de mim para nada. Mas também sei que a Bola pode ganhar a estima que a pessoa do Papa Francisco nos merece. O QUE DISSE O PAPA AO VER A PRIMEIRA PÁGINA DA BOLA? O Segredo é desvendado hoje à noite. A ENTRADA É LIVRE.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

08.12.15

O que fazem Carlos do Carmo e Luís Osório hoje à noite?


Fátima Pinheiro

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28.11.15

Aura Miguel: queimados vivos, faz hoje 50 anos.


Fátima Pinheiro

 imagens tiradas da net, a da esquerda trata-se de um caso similar ao que refiro; a da direita é o Papa a chegar ao Uganda ontem.

 

A minha leve aproximação a queimaduras é um escaldão na praia. Estou a falar da minha pele. E mesmo assim não é nada do outro mundo. É que sou morena (e por acaso bem gira!),passa depressa. Hoje faz 50 anos que um punhado de religiosos católicos a anglicanos do Uganda foram quemados vivos. Alguns deles torturados antes aqui. Foi para fazer memória deste facto que o Papa Francisco se deslocou a África. 

Sei destas coisas porque ainda há pessoas que as contem. Neste caso a Aura Miguel, jornalista da Rádio Renascença, e a única vaticanista portuguesa. Diz ela que foi por causa da fé que o fizeram. Ninguém lhes tirou a vida, mas sim foram eles que a deram, à semelhança d'Aquele pelo qual o fizeram. 

A jornalista acompanha o Papa, tal como acompanhou João Paulo II e Bento XVI , e desta vez teve o apoio da "minha" Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (que eu dantes pensava que era "quase" só jogos). A fé é de uma atualidade que impressiona, que é excepcional. Imparável, permanente, atravessando séculos de humanidade, que é exaltada através de tanta asneira, de tanto mau senso! Estou a falar da minha pele e dos meus companheiros de Jesus. O Papa jesuíta, já tinha lembrado na missa da manhã em Santa Marta que   a " Igreja é fiel se o seu tesouro é Jesus e não as seguranças do mundo”. Obrigada queridos irmãos ugandeses.

(a Aura Miguel vai estar no Conhaque-Philo 2005, no dia 22 de Dezembro, muito bem acompanhada, para nos contar os pormenores e a Europa, que somos.)

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

13.11.15

Portugal, precisa-se!


Fátima Pinheiro

 

 Sátántangó , Béla Tarr, imagem tiradad da net

 

 

José Ribeiro e Castro,Raquel Abecasis e Pedro Quintela numa conversa inacabada no Conhaque-Philo, sobre a Europa. Decorreu ao mesmo tempo em que Maria de Belém confessava a Maria João Avillez, na Capela do Rato, que gostava do Pai-Nosso e que o Povo é quem mais ordena. Com efeito, na 4ªa feira a Casa Museu Medeiros e Almeida foi lugar de mais uma tertúlia do  Ciclo "A Europa Somos nós". O meu gravador não registou tudo, deixo simplesmente o mote de Ribeiro e Castro (na minha amadora gravação). Digo apenas que me esclareceu este "juntar"  de pessoas tão diderentes e tão iguais, de obra feita e a fazer. Foi uma espécie de "personstorming".

Uma jornalista que é mesmo jornalista, sem esquemas ou  poses mediáticas, com olhos de perguntar, a querer abarcar todos os factores e não o polticamente correto, e que na vida e no trabalho é a mesma pessoa; um padre, mistura de S.Francisco e S. António, a quem a vocação foi a de seguir, não a Academia, onde seria uma estrela, mas a fundação e direção de uma Associação,o Vale dÁcor, que acolhe e cuida de pessoas com toxicodependência; um europeista convicto, de perfil mais conhecido que os outros, e que aportou ao debate a porta que o vale dÁcor alberga, promessa de felicidade para cada um. Sim, porque Portugal e a Europa somos nós. Refere literatura especializida, e lembra em que prato da Balança Portugal está. Não é brincadeira, precisa-se.

 

Na próxima 3ªfeira, dia 17, sentam-se no mesmo local Francisco Sarsfield Cabral e João Luís César das Neves sob o mote: "A juventude da Velha Europa". A nossa.

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

10.11.15

Três bons rapazes: Marcelo, José e Eduardo


Fátima Pinheiro

 

 à porta da Capela do Rato estava o Rui Ochoa

 

“A Europa não existe” disse Eduardo Lourenço na abertura do Conhaque-Philo2015, faz hoje uma semana. Não existe mas seduz, comentei. Ele, que estava ao lado de José Manuel Fernandes para conversar sobre o tema “Europa: Observas-te a ti mesma?”, coincidia com este num ponto: a crise é profunda, é diferente das outras, por não ser uma crise intra-europeia, e é necessário encontrar saídas. Ou não?

A Europa não existe, a Europa somos nós. A lembrar o que Oliveira dizia do Cinema: o cinema não existe, o que existe são as cadeiras. O mesmo a dizer dos “públicos”: só os urinóis. Existiram sim para mim esta semana (por entre os milhares de "agoras" que vivi) o cruzar-me com aqueles dois bons rapazes mais um outro, Marcelo Rebelo de Sousa – nas conversas sobre Deus, uma iniciativa do Pe Tolentino Mendonça -, a provocarem-me  uma reflexão sobre a Europa.

Eu sei que uma barriga vazia precisa “primeiro” de pão. Mas eu vejo muita barriga cheia, a começar pelo meu lindo umbiguinho, bem longe destes maduras “peripatices”. E no entanto ela seduz! E porquê? A India e a China, disse o José, fornecem tecnologia e mão de obra, ao passo que a Europa é o Museu. Não que nela não se "faça" do bom e do melhor, mas porque a Europa é o  lugar de memória. Não de um fixismo no passado, mas de um húmus do qual se alimentam liberdade e criatividade. De mulheres e homens que são bons – Marcelo sublinhou que “Deus é a razão de ser da vida” -, pelo menos e sobretudo no sentido ontológico (a moral vem “depois” é outra coisa). De homens e mulheres que são capazes de amar mas têm tendência a ter medo uns dos outros – “O drama do nosso tempo é o medo do outro” (Bento XVI) – e que precisamente por meio desses medos e desuniões vão atraindo e seguindo em frente, incluindo. Eu sei que parece que não. Mas nem tudo o que parece é.

 

 

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

29.10.15

A Europa como nunca a viu


Fátima Pinheiro

 

Carlos do Carmo, imagem tirada da net

 

Pois é. A Europa, tema central mas até agora mais ou menos exclusivo para académicos, saltou para o meio da praça com o acordo de esquerda que aí vem.

Se podemos ter um Governo apoiado pelos comunistas e bloquistas que nos querem fora do euro, como vamos ficar na Europa?

E que Europa é esta que nos exige o que não conseguimos dar? E que Europa é esta onde uns acolhem e outros expulsam refugiados? E que Europa é esta onde todos sonham vir parar mas onde o sonho parece estar a ruir? Que Europa é esta, onde os velhos direitos se vêem gregos para conviver com o novo (velho?) capitalismo  emergente? Que Europa é esta?

Provocador e desafiante, o Conhaque-Philo, uma iniciativa da bloguista Fátima Pinheiro que convida gente a conversar, com café, um vinho ou mesmo um conhaque,  vai juntar políticos, jornalistas, economistas, artistas e quem mais vier. Para debater a Europa.

É na Casa Museu Medeiros e Almeida, Rua Mouzinho da Silveira, em Lisboa. Entre 3 de Novembro e 22 de Dezembro, uma vez por semana, «A Europa somos nós».

Só para abrir o apetite: começa com Eduardo Lourenço e José Manuel Fernandes, já no dia 3, a responderem à pergunta: «Europa: Observas-te a ti mesma?». E acaba a 22 de Dezembro, com Jorge Silva Melo e Aura Miguel a questionarem se no mapa europeu «Há mais vida para além do cenário».

Não resista. Vão lá estar o João Botelho, a Sofia Areal, o João Soares, o Pe Pedro Quintela, o José Milhazes, a Raquel Abecasis, a Aura Miguel, o Francisco Sarsfield Cabral, o João César das Neves, o Luís Osório e o Carlos do Carmo.

Desafiante e provocador! A Europa somos nós.

 

Programa em detalhe:

Conhaque-Philo 2015 - A EUROPA SOMOS NÓS

 A Casa-Museu Medeiros e Almeida acolhe o CONHAQUE-PHILO 2015, uma iniciativa da bloguista Fátima Pinheiro https://www.facebook.com/pages/Conhaque-Philo/520931661373616?fref=ts . Durante sete sessões semanais (3, 11, 17, 25 Novembro/ 1, 8 e 15 de Dezembro, das 21.30 às 23h - ENTRADA LIVRE – R.Mouzinho da Silveira,6,Lx) o tema é “A Europa somos nós”.

Facebook: https://www.facebook.com/casa.museu.medeiros.e.almeida

Website: www.www.casa-museumdeirosealmeida.pt

Uma conversa informal, provocadora e desafiante entre quem desafia e todos os que quiserem assistir e ser desafiados. A Sala do Lago da Casa-Museu transforma-se num espaço descontraído, onde se bebe um café, um vinho... ou mesmo conhaque.

 

3 Novembro

Europa: Observas-te a ti mesma?

Eduardo Lourenço/ José Manuel Fernandes

 

11 Novembro (4ª feira)

Que Vale, a Europa?

José Ribeiro e Castro/Raquel Abecasis/ Pe Pedro Quintela

 

17 Novembro

A juventude da velha europa

Francisco Sarsfield Cabral/João Luís César das Neves

 

25 Novembro (4ª feira)

As virtudes do desassossego

João Botelho/Sofia Areal

 

1 Dezembro

 Onde acaba a Europa?

José Milhazes/ João Soares

 

8 Dezembro

Se deixasses de ser minha?

Luís Osório/Carlos do Carmo

 

22 Dezembro

 Há mais vida para além do cenário?

Aura Miguel/Jorge Silva Melo* (*a confirmar)

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).