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Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

29
Mai18

Os deputados de rica vida e boa morte!

Fátima Pinheiro

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 As instituições têm uma dignidade inquestionável. Nem por um segundo duvido do nosso modelo democrático. Mas como tudo o que é humano há lapsos. No tabuleiro estão hoje diplomas que querem ser a lei da eutanásia, ou boa morte. Toca-se no cerne da vida humana: o sentido da vida ou a ausência dele.

O sofrimento vem no pacote da vida. Porquê? Ninguém sabe. O que sabemos é que as chaves da vida e da morte não estão nas mãos de ninguém. Só faltava os deputados agirem, votarem, como deuses. As leis humanas que violam a realidade são filhas de deuses menores.

A vida de um homem, diz o livro da Sabedoria, anda pelos 60, 70, no melhor dos casos pelos 80. "Vamos uns atrás dos outros", disse-me Eduardo Lourenço na missa do funeral de João Lobo Antunes.

Play god, é o pratinho do dia. Sim, gerir vidas e mortes o que é senão fazermos o que não é da competência dos homens?

A vida é um grande mistério! Assim o sofrimento e a morte. O que fazer? Tudo menos pretender ser sua dona. Ninguém é dono da vida. Por muito que queiramos uma rica vida e uma boa morte somos impotentes. A vulnerabilidade, quer o queiramos, quer não, é o que define a essência do humano . Foi isto mesmo que reconheceu recentemente o Papa Francisco que, como todos nós, somos filhos do Deus Maior, O que por nós morreu numa Cruz há cerca de 2000 anos. E não nos faltam hoje e  na História , homens e mulheres que,  com alegria, O imitaram até ao fim. As velas ardem até ao fim, lembram-se?

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
22
Mai18

Eutanásia porque não, caramba!

Fátima Pinheiro

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Senhor Deputado, Eutanásia quer dizer "bela , boa, morte". Em Portugal estamos na véspera de um debate parlamentar que poderá resultar na sua legalização. No dia 29 de Maio. Seriamos assim o sétimo país, no mundo, a ter uma lei destas. Mas que "avanço", que "pós,pós, modernidade", dizem uns ; "que crime", que retrocesso civilizacional, digo eu, diz Isilda Pegado. Presidente da Federação Portuguesa pela vida. O tema não se arruma num post num livro ou num sermão. Nem numa discussão aberta e democrática. Por outro lado, o tema até já está arrumado, e há muito.

É uma questão de bom senso. Mas,  claro, as razões são para se exibirem. Ça va de soi que a morte é algo sagrado, misterioso. Não se arruma de todo. Aguilhão que leva a questionar, a filosofar. E levou às primeiras expressões religiosas da humanidade. E levou e leva às filosofias, saber que está em desuso mas que muita falta faz.

A crença na imortalidade é tão poderosa que se impôs de si, dissociada da crença em Deus. O célebre "um filho, uma árvore, um , livro", diz tudo. Ninguém quer morrer de todo. Esperamos mais qualquer coisa.

A morte é desejada quando é insuportável viver. A lei daria a morte a quem a  pedisse nesses termos. Contudo, tocar no sagrado é crime porque se toca e altera radicalmente a vida, a qual o homem não sabe explicar. Quem "faz" a vida?

Não te mato porque não sei quem és.  Só sei que a vida, no seu grande  mistério, é mais que tu e eu. Transformamo-nos numa grande pergunta. Quem somos?

Oiço dizer que "Deus é Amor" (Primeira Carta de S.João  Deus é amor. Aquele que vive no amor vive unido com Deus, e Deus vive unido com ele. " -1 João 4.16. ). É verdade. O amor que experimento , não sou eu que O faço. Eu agradeço-Lhe. É esse amor que me faz dizer a quem me pede a morte: I stand by you.  Não te largo. 

Brincar à vida e à morte é a coutada das ideologias. Dar a vida é obra da Cruz de Cristo. Quem quizer que O siga. É duro e pesado. Mas é verdade. Como é verdade que é passagem para a Ressureição. Um assunto pessoal e intransmissível. 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
21
Mai18

O que têm comum um casamento, um jogo e um cardeal?

Fátima Pinheiro

 

 

 

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Aparentemente nada. Contudo há uma coisa em comum. Mostram que o inesperado acontece, que a imponderabilidade é, afinal, um fator a ter em conta. Em Portugal, a que me refiro hoje, também.

Um jogo no qual um Clube  pequeno ganha ao historico Sporting, uma Taça  que faz vibrar Portugal. Um casamento que encheu de sangue negro uma Igreja de sangue inglês. Um bispo de um pequeno país como o nosso, que passa assim  a ter quatro cardeais. Desportivo das Aves, Megan e D.António Marto. E tudo no espaço de uma semana.

E haveria mais a referir. A Eutanásia e António Costa. Ineperadamente ficamos ontem a saber que o primeiro ministro, que tem criticado a especulação imobiliária, ele próprio entrou num negócio desse tipo .  E a eutanásia, porque vai ser discutida a eutanásia no Parlamento, com a hipótese que venha a ser permitida em Portugal, quando só o é em seis paises, que estão assim no top do atraso civilizacionalImporta lembrar que a sorte protege os audazes.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
08
Mai18

Se Marcelo é católico deve vetar eutanásia

Fátima Pinheiro

 

 

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No Domingo passado o PR participou na procissão da Senhora da Saúde. Marcelo tem sido notícia ontem e hoje pela sua entrevista à RR e Jornal Público. E também pela questão tão mediática da Eutanásia. A este propósito ele foi claro: a sua posição será institucional e não pessoal.  Mas se um PR é católico a coisa muda de figura.

O relativimo em termos de posiçoes intelectuais, é a afirmação de que não há verdades absolutas. Por exemplo, é tão verdade a afirmação da indissolubilidade do matrimónio ou a beleza do casamento apenas entre homem e mulher, como o seu contrário. Vale tudo o mesmo.

 

No entanto há posições pessoais que defendem que há coisas que valem mais que outras, e que não dependem de gostos indIviduais. A Doutrina Social da Igreja, tem uma visão do ser Pessoa que implica um empenhamento político incondicional. Se Marcelo é católico não deve deixar passar a Eutanásia. Se deixar é um católico que vai a uma procissão como quem vai inaugurar uma nova sede de uma nova Associação. Está no seu direito e irá para o céu seguramente. Mas não deve aprovar uma porta aberta ao desnorte e confusão. Qualquer ateu olha para o caso da Holanda e percebe que assim é.

É que todas as verdades são absolutas.   É isso que significa ' verdade' , que em inglês se diz 'true', que bebe das mesmas raîzes da palavra 'tree' que quer dizer 'arvore'. Uma árvore é algo incontornável, topo com ela. Não há volta a dar. O relativismo é ignorante e por isso devia calar-se, como bem notou Aristóteles.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
06
Fev18

Eutanasia-me...

Fátima Pinheiro

 

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Eutanasiar uma pessoa dá que pensar. Pensar por exemplo se aquele amigo mo pedisse. E penso. Deixo um pedaço da minha opinião, dita tão bem, que limitei-me a copiar.

"Morte assistida! Todas as mortes devem ser acompanhadas com cuidado respeito e afeto: não assistidas como quem vê o espectáculo, mas como quem vive solidário esse momento tão importante de cada vida humana. Porquê trocar os nomes à realidade? Para enganar quem? Se estou a facilitar e dar condições para que alguém se suicide, não é suicídio assistido, é conivência e participação. Se estou a “eutanasiar” outra pessoa, ainda que com todo o jeito e preparação, estou a matá-la. Mesmo que tenha sido a seu pedido, não é assistência, é ser autor “responsável”. Para quê branquear o acto de matar com o título de “morte assistida”? Se é preciso perceber o que se quer dizer com “mata-me!”, também é preciso desmascarar o que se quer dizer com “dou assistência à tua morte!”

Como é possível que, num mundo cheio de mortes por ideologias fanáticas e doentes que pretendem um mundo limpo de infiéis, sem dignidade nem lugar, estejamos, nós, a discutir como matar para eliminar o sofrimento! Que atraso civilizacional!"

Padre jesuíta

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
01
Fev17

Eutanásia: desejada ou desejante?

Fátima Pinheiro

 

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Hoje analisa-se no Parlamento a Petição a favor da Eutanásia. O deputado do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, abriu anteontem o Programa prós e contras, precisamente sobre a Eutanásia. É o autor dessa petição, como o nome mais light de "Despenalização da morte medicamente assistida". Desta vez foi muito claro quem é pró e quem é contra (parabéns Fátima Campos Ferreira). A questão, apesar de muito complexa, é simples, como se pode verificar logo nessa intervenção inicial. Tudo o que a seguir se disse seria até escusado. Não querendo brincar com uma coisa muito séria, até parece que há uma espécie de alzeihmer filosófico.

Sabemos que é fácil navegar na maionese holandesa, e nos chamados direitos já aquiridos, e sabemos também que Kant é o guru de muitos; os gurus têm crescido como cogumelos, e tal como eles, é preciso ter cuidado, não vão ser eles venenosos. Os números postos na mesa ontem divergiam. Mas o que escrevo vem antes, ou melhor, está noutro patamar.

Com uma calma que lhe vem de defender o que acha ser óbvio o deputado começa a desenrolar o seu discurso. Muito simples: lembra que cada um dos presentes - a Fátima Campos Ferreira, por exemplo, é que decide o que faz. Não sei dizer à letra, mas era uma coisa do género: sou eu que decido com quem quero casar, sou eu que decido de que música gosto, sou eu que decido o que visto, sou eu que decido que filme vou ver,...lá,lá,lá,....sou eu que decido que vou morrer. Sou eu que decido tudo. Mesmo que se seja entregar nas mas mãos do médico a encomenda, sou eu que decido. Claro como a água, eu sou uma terra de decisões. Falta perguntar-lhe: senhor deputado, terá sido também o senhor que decidiu vir à vida?

Pode parecer simplista, mas passar por cima deste "pequeno" pormenor, que é "ao dar por mim já cá estou", é desonesto inteletualmente. Ninguém está aqui para ser do contra, para ser contra a pessoa, para prolongar sofrimentos que parecem monstruosos. Trata-se de realismo. Nenhum de nós tens as chaves da vida, a morte é sempre assistida, e medicamente assistida, e não tem dignidade. A vida sim, é digna, por isso tem mais razão quem quer "proporcionar" vida, mais e melhor se possível. Quem propociona os paliativos adequados (aqui bastaria menos estádios de futebol e mais cuidados de uma humana assistência médica; e eu que sou uma benfiquista ferranha, mas sei que a vida vale mais que o futebol - até parece ridículo ter que dizer isto; mas o futebol é só um exemplo...). Tem mais razão quem tem para oferecer ao outro mais do que abrir-lhe uma porta antes de tempo.

Há muitas janelas que se podem abrir para que o outro não se sinta um peso. É muito fácil sentir-se pesado, saber que dá trabalho, e dá. E se nós quisermos ter trabalho? Quem me impede de amar o outro custe o que custar? Falinhas mansas, não obrigada. 

Mais de 14 mil pessoas assinaram no entanto outra  petição , intitulada "Toda a vida tem dignidade", contra a eutanásia, que foi entregue a passada quarta-feira no Parlamento. 

 

 

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14
Mai16

Estado deixa milhares sem cartão de cidadão

Fátima Pinheiro

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 Sofia Reimão, José Diogo Martins e João Carlos Loureiro, ontem na inauguração do Congresso

 

Milhares de seres humanos ceifados , zás e já está. Não eram os pobrezinhos. Saiba aqui como , quando, onde e porquê. E se a eutanásia passasse, como agora se pretende, mais ficariam sem cartão antes de tempo. Um pequeno detalhe: o dono do tempo e da vida tem outro nome, não se chama Estado, e tem amigos especiais. Hoje há novidades.

A 'Federação Portuguesa Pela Vida' organiza ontem e hoje o Congresso "Os desafios da vida e dos tempos." O programa . À tarde somos convidados para uma Caminhada pela Vida. Nesta terá início a recolha de assinaturas para uma petição que diga sim à vida e a uma cultura humana, um sim para se por no lixo estas modernices de quem nem sabe do que fala quando diz a palavra "eutanásia". Esta apresenta-se como solução, como a promessa de uma boa morte ( do  grego , eu+tanós ). A morte não pode ser uma coisa boa assim sem mais, por muito que o queiram perspectivas de blocos de esquerda, de meio ou direita. A morte só é 'boa' numa perpectiva que nada descarta. Autoridade, sabedoria e experiência para dizer que morrer é 'bom', que é natural, que faz parte da vida, só a tem quem já por ela passou. Quem tem as chaves da vida?

Do ponto de vista filosófico - esta questão não é do foro religioso - a razão impõe que não se toque no que não se sabe. O antes do embrião, o que é? Quando é que eu começei? Naquele instante em que a minha mãe foi violada? E o que se passa realmente na pessoa que lhe dói e sofre? Quero morrer, diz. Mas será que quer mesmo? Autonomia é uma coisa, dignidade outra.

Deixemos mentiras. E  tretas. Não me venham com a conversa de que não há cuidados paliativos suficientes. Eu sei que é preciso mais e melhor. Vamos por pé em rama verde? E o cartão de cidadão, como é? Vamos sim trabalhar nas obras. Fazer para que se possa  nascer, para que se possa crescer e passar pelos momentos finais, em Companhia, em Solidaridade. Tenham pachorra para me aturar. Por outro lado chamem-me tótó, não faz mal.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
17
Fev16

Onde pára a Eutanásia?

Fátima Pinheiro

 

fotografia @P.C.

O Prós e Contras - RTP de ontem tem muito que se lhe diga... veja aqui o programa na íntegra http://www.rtp.pt/play/p2233/e224685/Pros-e-Contras. É um tema complexo, é preferível falar de outras coisas. Mas é preciso falar da Eutanásia. Não fugimos com o rabo à seringa. Estamos todos de parabéns pela forma como decorreu a conversa, e porque verificamos mais uma vez que é mais o que nos une do que o que nos separa. O manifesto assinado por Ricardo Sá Fernandes tem esta virtude de levantar a questão, de a debater; o próprio Sá Fernandes reconheceu que é preciso ver isto sem precipitações, até porque, disse-o claramente, este Parlamento não tem legitimidade para legislar nesta matéria. Isabel Neto distinguiu claramente um ponto: a eutanásia não  acaba o sofrimento, a eutanásia acaba com a vida. Rui Nunes chamou a atenção para um mudança de paradigma que não pode ser feita do pé para a mão, lembrou Hipócrates e que é preciso que se oiça o que os médicos pensam; até porque a liberdade individual e inalienável da pessoa que opta pela eutanásia é entregue a um médico.

Um começo de informação e debate. Até porque o conceito de eutanásia não está clarificado. Veja-se o que aconteceu na Bélgica. Uma coisa é certa: os que são a favor, são-no porque não vêem outra saída e oferecem a porta da eutanásia; os que são pró recusam essa porta, e preferem deixar a janela aberta.

Voltaremos a este tema, porque o que nos interessa são RAZÕES. Todas elas. Pesadas, medidas. Não fosse eu de Filosofia e não me colocasse neste ponto: se nada fiz para ser, poderei destinar-me?

Falei com alguns dos participantes. Deixo o registo de um excerto de um deles, a Laurinda Alves.

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
15
Fev16

Mata-me de amor

Fátima Pinheiro

 

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 imagem do último de Tarantino, tirada da net

 

Dias sem sentido são monstros . Às horas cegas seria eu a primeira  a pedir a eutanásia, a "bela morte" como diz a etimologia (  e há a distanásia, e mais tanásias, é muita coisa....). Alto ou baixinho gritaria a alguém: LEVA-ME DAQUI PARA MELHOR; AH, E QUERO ASSISTIR A ESSE MELHOR (o nada não cabe na cabeça de ninguém). Mas uma coisa é o que digo, o que quero, outra é o que quero MESMO. Escrevo hoje sobre a eutanásia porque a circunstância está no Parlamento. A urgência de legislar. São mais que sabidos os prós e os contras, as literaturas a respeito, os filmes, os casos contados na primeira pessoa. E na semana passada uma rádio a informar-me de um facto que eu não sabia: a razão mais invocada  para quem pede ajuda para morrer é o estado de depressão em que se encontra. Assim sendo a eutanásia tem um vasto campo de actuação. Ou não.

Uma depressão pode pedir remédios. Mas muitas vezes não há. As pessoas vivem mal. O dinheiro anda mal distribuido. Deixemo-nos de tretas. Por outro lado, há a história dos cuidados paliativos, hoje em foco nos media. Uma espécie de revisão da matéria já dada. Números, saúde, vida, filosofia, psicologia e liberdade.

 

Uma depressão pede uma mão com tempo e amor, esta é a verdade. Uma  depressão não se aguenta com picares de ponto, com palavras magras - "quem sabe vai passar", "se queres, és livre, eu faço o que queres" , "ajudo-te a acabares com isto"-, ou boas intenções. Uma depressão exige ternura e firmeza; em palavras como "eu não saio daqui, de ao pé de ti." Bem sei que não sei o que é um viver quase "vegetar" , mas calculo que o que sei chega para desejar que me ajudem  a matar o que de mim experimento à vista desarmada. Mas chega também para saber que, se quiser, posso pedir que não me larguem as mãos e os olhos. A Eutanásia que quero é a de uma morte que me acompanha desde que nasci. Uma bela morte que está no horizonte que pode ser apenas o espelho de um desejo apertado  ou uma janela para contemplar o que me faz viver, um X que desconheço mas me faz gritar e, por pouco que seja, abrir um canto do olho.

Podem as leis apoucar ou engrandeçer o meu Desejo? No fundo, no fundo, o que quero é viver. Mas com dignidade, dizem-me por toda a parte. Esqueçemo-nos que a vida vem sem adjectivos. Nua. 

Digam que isto é música celestial, ou poesia. Não me importa, não é Antero? Não é Mário? Não é Bernardo?

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
09
Nov14

Eutanásia: COPY PASTE

Fátima Pinheiro

 

             Massimiliano Tresoldi e os pais/ fotografia da net

 

http://www.religionenlibertad.com/llevaba-10-anos-en-coma-quieto-su-madre-le-dijo-hoy-38587.htm

Massimiliano Tresoldi, há dez anos em coma, surpreendeu os médicos 

Llevaba 10 años en coma, quieto; su madre le dijo «hoy rezas tú»... y él alzó la mano y se persignó

Massimiliano Tresoldi estuvo en coma 10 años, pero había momentos en que notaba sensaciones, olores, presencias...

Despierta tras 15 años en coma: «Mi padre reunió a los médicos y dijo: la vida sólo la quita Dios»

Francesco Ederle, 24 años en coma: «Para mí, mi padre era ese hombre que dormía»

Amor de madre: cuidó a su hija, en coma durante 42 años, hasta caer muerta a los pies de su cama

Ateo en coma recibe la unción de los enfermos, se cura y reclama 21.000 euros por daños inmateriales

Massimiliano Tresoldi con 21 años sufrió un grave accidente en un vehículo. Con insalvables lesiones cerebrales, el diagnóstico fue coma irreversible. Así pasaron casi diez años.

Hasta que la noche del 28 de diciembre de 2000, Lucrezia, su madre, le dijo que estaba muy cansada y que rezara “él solo”... Fue entonces cuando Max movió el brazo, se hizo el signo de la cruz y la abrazó: había despertado del coma.

Han pasado catorce años desde aquel día de los Santos Inocentes en que Max volvió a estar con los suyos.

Ni Lucrezia -mamma Ezia, como la conocen todos en Carugate, un pueblo a 20 km de Milán–, ni su marido Ernesto, ni sus demás hijos, habían perdido la esperanza.

A pesar de los diagnósticos más desoladores -“no colabora”, decía siempre el expediente clínico –, mamma Ezia veía aspectos positivos.

“Aunque sus condiciones fueran realmente críticas, después de diez días mi hijo respiraba con autonomía, sin estar conectado a una máquina”, relata.

Después, fue un ligero movimiento de un meñique y luego una sonrisa... pero los médicos decían que eran ilusiones de Ezia.

Tras ocho meses de hospital, Lucrezia y Ernesto decidieron llevarlo a su casa.

Todos les aconsejaban lo contrario: se atarían para siempre a los mil y un cuidados que Max necesitaba.

Hoy Ezia afirma que “aunque Max estaba en un estado vegetativo, él percibía sensaciones (los ruidos, los olores de la familia...). Quizá por esto logró realizar todos los pequeños progresos que con el tiempo consiguió”.

Todos los días, y como si su hijo la escuchase, mamma Ezia rezaba “con él” antes de dormir. Pero la noche del 28 de diciembre de 2000 Ezia estaba muy cansada.

“Acosté en su cama a Massimiliano, pero le dije que si quería rezar tendría que hacerlo solo. En ese momento Max levantó el brazo y se hizo el signo de la cruz; después, me abrazó tan fuerte que casi me corta la respiración. El signo de la cruz fue su primer gesto voluntario después de diez años en coma”.

A partir de ese día, la vida de Max, de Lucrezia, de todos, dio un giro de 180 grados. Ahora, el fisioterapeuta y el logopeda son visitas habituales en casa. Nadie se explica cómo es posible que Max siga teniendo las mismas lesiones cerebrales que cuando estaba en coma.

“Esto explica lo poco que se sabe del cerebro humano”, señaló Lucrezia al diario italiano Avvenire. Se sabe tan poco, que fue asombroso escuchar a Max decir que “siempre estuvo consciente” y “recordaba a todos los que habían ido a visitarlo”.

Ezia se acuerda de quienes tienen un familiar en coma y les asegura que “la fe, la esperanza, la fuerza de voluntad y el amor son la única ‘medicina’ en estos casos”.

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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