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Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

19
Mar18

As embaixadas e os diplomatas

Fátima Pinheiro

 

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Francisco Seixas da Costa pergunta se Portugal deve fechar as embaixadas. Que os diplomatas ganham muito, etc etc etc. Quem é diplomata responderá melhor que ninguém. Óbvio que não se devem fechar. O embaixador e ex- governante demonstra por a + b que não. Não tenho nada a acrescentar. Só duas coisas. Muita coisa teria então de ser fechada. E, aqui sim grave, muitos diplomatas deviam mudar de ramo. Não é qualquer um que sabe representar Portugal. Quem manda páre, escute e olhe.

Nunca vi profissão onde os critérios são tão relativistas como na carreira diplomática. Entendo que é precido establecer uma espécie de gramática diplomática onde se esclareça o que é representar Portugal. Como se pode pode representar algo  se se ignorar bom senso e bom gosto? E last, but not the least, é preciso saber, mas a diplomacia é uma arte. Conheço poucos. E conheço um em especial  a quem Portugal deve muito e a quem eu devo, em parte, três filhos. Graças a Deus é o nosso embaixador em Moscovo. O nosso homem na Rússia. Estamos bem entregues neste periodo difícil. Não ganha a mais e não mete dinheiro ao bolso. E fico por aqui.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
30
Mar17

Correia de Campos, Seixas da Costa e Filipe Magalhães no Conhaque

Fátima Pinheiro
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
12
Jun16

Leonor Xavier e Francisco Seixas da Costa: um dolce far niente

Fátima Pinheiro

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Leonor Xavier e o Embaixador Seixas da Costa, 2.6.2016, no El Corte Inglês

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Ambos escritores, ambos jornalistas/comentadores, ambos diplomatas. Tal como ela, ele é um lutador. Não que haja nada errado no típico diplomata, agora ele não é o diplomata que faz o último posto e descansa ou que escreve memórias. Ele tem uma opinião com a qual contamos, sempre presente no que escreve e no que diz em espaços públicos.  A sua luta continua na atualidade de exercício político. Como ela, para quem obstáculo significa trampolim. Não é a vida um belo moinho?

 

E há uma coisa que ambos têm e é inestimável.  “Fazem” como quem respira. Estão sempre prontos porque estão sempre presentes. Inteiros, sem máscaras, com a simplicidade de quem nada tem a defender. Sentido de humor, simplicidade, inteligência, gratidão. Neles o extraordinário acontece, e torna-se natural. Uma espécie de dolce fare niente, que se atinge com muito trabalho e que lança perfume.

 

Ela acaba de escrever mais um livro: “Portugueses do Brasil e Brasileiros de Portugal”. O diplomata apresenta a diplomata. Sim, fazer uma entrevista exige saber ouvir, fazer emergir o outro. Foi no El Corte Inglês, no dia 2 de Junho. Ainda não o li. Estou cheia de vontade. Mas pelo que já sei pressinto coisa boa. À medida que os dias vão passando, há coisas que topamos à cabeça. Posso então dizer que não li mas gostei. São 18 entrevistas. Na apresentação do livro a autora confessou que teve alguns nervos antes de ter em frente Carlos Drummond de Andrade, mas tudo “lançou o começo de longa e comovente conversa.” (p.61).

 

 

 

 

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
20
Nov14

As curvas do Portugal “titanic”

Fátima Pinheiro

Entre os meus “descascares” das batatas para o almoço e os meus “fazeres” de sopa para o jantar vieram-me uns pensamentos. Coisa rara. Raros para mim não são, sim, os quadros que vejo todos os dias: os da irrazoabilidade dos dualismos e, muito menos, os dos maniqueísmos desresponsabilizantes.  No primeiro caso, o do dualismo, por exemplo, “este governo não serviu, ainda afundou mais o país, o próximo é que é”; no segundo caso, o do maniqueísmo, “este governo é uma coisa, o próximo que vem, esse sim, traz outra massa, outra gente, outro sangue”. Uma política entendida desta forma é desumana. Desumana porque mata, e nem sequer dos vivos sabe cuidar. Estas últimas semanas, são um case study de como as “mãos sujas”, que todos “somos”, andam sujas de outro sujo. Há porcarias desnecessárias. Querem saber?

Ora bem. Uma política dualista e maniqueista, pensa apenas nos bolsos e barrigas de alguns, cujo reinado, esquecem, tem prazo de validade. A vida é curta? Ai pois é. O melhor é aproveitá-la, “praticam alguns”. Eu? Ninguém tem nada com isso. Ou melhor, tem, tem, mas na medida justa. Bem sei que a moda está no “plano”: desde as top models tipo máquina de engomar,  ao mundo que já há uns aninhos batizaram de “global”, ou chapa zero. É a alegria das conferências power point, a idolatria das “excelências” (com letra pequena) e de um embandeirado empreendedorismo, que é ridículo porque muitas vezes é trabalhar pro boneco, ou para aquecer. Tablets, "ai podes" e assim. Agitação. É o clean da moral “verde”, que muitas vezes me cheira a pasto, e acaba apenas por alimentar “boas” consciências.

O bem comum já "passou" de moda há muito tempo. Eu diria que foram raros - e são - na História os políticos de letra grande. De dentro dos meus tachos e panelas vejo alguns. Não peço a ninguém que faça por mim esse trabalho de casa. Posso sim pedir conversa, comparar critérios, para avançar. Como dizia o outro, eu não sou “uma ilha”; e na polis que me coube, habito,  também “cidades invisíveis”.

E porque cada dia tem tido 24h, faço agora ponto parágrafo e convidei Jaime Nogueira Pinto e o Embaixador Franscisco Seixas da Costa para o próximo Conhaque-Philo, no dia 25 de Novembro. A data não foi por acaso. Vou perguntar-lhes pelas curvas de Portugal e do mundo. Estas semanas foram um shot delas. E para shot, shot e meio. Eles são pessoas para isso e muito mais. Acham normal que, em véspera de eleições, cada dia da semana seja um dia em que se descobre mais "uma falha" desta governança? Que os bandidos estão todos deste lado, e os xerifes, de botim a luzir (nada melhor que um par de sapatos bem tratados, nisso concordo), sejam todos uns inocentes e heróis? E que o justos paguem tudo? Ou que um roseiral seja um paraíso de odores "incênsicos", ao passo que um laranjal, apenas um titanic de interesses manhosos e cretinos finalmente a afundar-se de vez?

Entre as chazadas e o as azeites que cada dia nos dá hoje, terça-feira-feira está marcada para continuar este meu post de hoje. A ver se chegamos até lá. 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
03
Out14

O Papa Francisco passa por mim no Rossio, HOJE, à noite

Fátima Pinheiro

 

  

 

O papa Francisco foi recentemente à Coreia e à Albânia. "Desde " S.João Paulo II, a Rádio Renascença envia a jornalista Aura Miguel,  para acompanhar as viagens dos Papas. É a única vaticanista portuguesa, uma profissional exemplar, que um dia quis ser diplomata, como conta num dos seus livros. "Venha saber como é viver a fé em contextos adversos e o que significa optar pelo essencial quando tudo à volta diz o contrário!", é o convite que ela deixa aos leitores deste Rasante. Enviou-mo ontem. Eu - primeira leitora deste blogue - aceitei. É hoje à noite, em frente ao Coliseu, e não é preciso bilhete, a não ser a boa e simples curiosidade acerca do que se passa, e "fazer" o que um dia lhe disse João Paulo II. Santidade, como posso ser uma boa jornalista? Perguntou ela , mais ou menos com estas palavras. Como é vaticanista, Aura faz quase todas as viagens no avião papal. Foi pois num deles que Ele lhe respondeu : "é preciso discernir, discernir sempre".

Aura Miguel conhece como ninguém quem é este Papa que a todos agrada - ver os videos dela no youtube, como este que considero DOS MELHORES, http://youtu.be/1tt1k0gNxbw  "como o Vaticano se tornou próximo como ninguém". A jornalista  acampanhou estas últimas duas visitas, que eu também segui, quase como se fosse  no avião de Francisco, e andasse com Ele por dois Países dos quais pouco conheço. Duas ou três coisas (como eu gosto deste título do blogue doutro Francisco, o Embaixador Seixas da Costa, que fez o seu último posto em Brasília! - "Me perdoa, tá?"): eu que vivo a fé num contexto "adverso", eu que quero saber o que andamos aqui a fazer, eu que sei que a fé é simples ( nós é que "simples" só às vezes...), opto pelo essencial?

Há Papas e Papas. Conversa de chá das cinco (estamos na mesa ao lado a tomar o café e ouve-se tudo): eu gosto mais do João Paulo II... Ai, Ratzinger, que horror, aquele ar frio, parece a polícia. Este Papa é que é. E o nome Francisco é o máximo.  Poderia referir outros chás e outros cafés. Mas hoje não é para isso. Hoje é sobre a Coreia e a Albânia que quero aprender a discernir. Sem saber o que se passa lá, como poderei discernir? Não gosto de falar de cor, e muito menos de conversa fiada. Os jornalistas têm muito a aprender com ela. Muito do "jornalismo" que temos: "diz-se", "tem que se"; ou "vai-se" em comitivas em aviões e "cobrem-se" os acontecimentos. Não é que às vezes são mesmo "cobertos"? Ficamos iguais ou pior. O jornalismo a sério é de todo o terreno - não é para ficar de pantufas no hotel pago; estou a falar nas horas de serviço, claro. E sobre as notícias do que se passa em Portugal? Vai dar tudo ao mesmo. Como em tudo há raras excepções. Temos crème de la crème temos, é preciso é saber discernir. Tenho aprendido a ler o essencial. Como sei? Muda-me em direção ao melhor, nos outros e em mim. Tenho a certeza que S.Antão me vai propocionar hoje à noite mais um passo. 

Eu já aqui disse - foi  no Prós e contras - como vejo este Papa http://youtu.be/RhfNYlQrHGk . O Cristianismo não são os valores. Como o principal não são os seus "monstruosos" aspetos externos: o despesismo dos escândalos do vaticano, a sua pedofilia, tudo verdades. Os valores são iguais em todas as pessoas de bem, e todos queremos endireitar o mundo, não duvido. E é bom. Mas não chega para se perceber o que está em causa. Neste sentido a esquerda divina - que vive também de certas homilias, ou cassettes - dá muitas vezes uma no cravo e outra na ferradura. 

Até parece que estou enxofrada com os discursos que valorizam este Papa ( com os 11 milhões de seguidores no Twitter). Mas não, não me enxofro por isso. O que me enxofra - talvez até por deformação profissional - é a ignorância: o que é específico no cristianismo não são os ensinamentos de Cristo. Esses são iguais aos de Buda, Maomet, ONU, etc.

Estou contente com tanto elogio, sim! Mas por razões que não dependem de aberturas de Papas, mas do Logos da vida. Por isso gosto mesmo de Pasolini e daquela troca de olhares entre Maria e José, quando este percebe finalmente o que estava em causa. Aquela silenciosa troca de olhares  (o filme "Evangelho segundo Mateus" está inteirinho no youtube) dá-se porque a Ponte tinha acabado de se fazer - ou fazer - Presente. A Unidade está dada. Não é uma Utopia. O essencial do Cristianismo é própria Pessoa de Jesus Cristo.  Ponte feita, encarnou há 2000 anos e hoje Passa por mim no Rossio. 




Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
02
Out14

Francisco Seixas da Costa: o que faz um embaixador

Fátima Pinheiro

 

 

“Mostra-me o que fazes, dir-te-ei quem és.” Aplica-se este ditado (creio que inventado agora) a tudo. É o mais elementar bom senso que o diz. A árvore vê-se pelos frutos, é outra forma de o dizer. Querem mais filosófico? Então tenho esta: “o eu descobre-se em acção”, princípio metafísico de um filósofo italiano século XIV - aliás um dos meus preferidos porque dá conta, razões, da realidade como poucos. Por exemplo: uma pessoa pode ser um grande pianista, mas se nunca mexeu e praticou num piano, então nada feito! O que nada retira em valor à pessoa em questão. E esse “eu” descobriu-se a fazer outras coisas. Um “eu”, uma pessoa, vê-se pelas acções – “de boas intenções está o inferno cheio” -, mas é muito mais do que aquilo que “faz”. Transcende e é transcendental ao que faz. Daí a sua dignidade. Um homem pode falhar mas não deixa a sua categoria de ser uma “realidade” única e irrepetível. Que se pode ou não arrepender de um gesto seu, para dar o exemplo mais óbvio.

 

Eu sou daqueles que experimento o que pode “fazer” uma entrevada na cama. Conheço e “convivo” com ela. “Faz muito mais” do que muitos como eu, que se mexem, mexem, e vão “fazendo”, às vezes apenas por “fazer”. Mas aquele potencial pianista teria dado, vamos supor, um Sokolov. A cambalhota que Descartes teve que dar para cair na real! Mas hoje não entro nos caminhos da filosofia moderna. Quero falar de embaixadores. Apenas “duas ou três coisas”.

 

Lembrei-me do embaixador Francisco Seixas da Costa, que tem precisamente um blogue assim intitulado. Agora que me descobri bloguista, encontrei-o por essa esfera, e leio-o muitas vezes. Mais ao que escreve nos Jornais e no seu trabalho empresarial. Há uns meses que a carreira o deixou. Ele é que não saiu da carreira. Escusa apresentações, ele que também foi Secretário de Estado (acumulando então com outras coisas, como ser então administrador do seu condomínio – ai, ai!!!, “outras tecnoformas”). Isto para dizer o quê? Olhem: nada! É como em tudo. Há os bons e os maus e os assim assim. Este blogue Rasante também regista pela manhã apenas duas ou três coisas. Não quer isto dizer que lhe chegue aos calcanhares. E mais. São poucos os embaixadores que o conseguem “fazer”.

 

A qualidade do que escreve é inestimável. A cultura que tem é invejável. O amor de Portugal está-lhe na cara. Escreve de tudo, como hoje por exemplo , sobre um episódio “banal”, passado num café, que descreve ao detalhe, e o fez lembrar, e citar, um dos nossos Poetas; a comentários políticos pertinentes e oportunos, como o que disse sobre um jornalista que disse o quão positivo que era António Costa ser o primeiro líder não branquinho (isto são palavras minhas) à frente de um partido em Portugal. Foi no seu facebook, anteontem e disse-o assim “ESTÁ TUDO DOIDO? O diretor de um jornal diário refere-se hoje a António Costa como ‘o primeiro não-branco a chefiar um partido em Portugal’. Que diabo de país é este?” Quem sabe, digo eu, se será prenúncio de um Nobel “à Obama”, também quando foi “feito” Presidente muito notado pela cor. Agora continua a ser notado mais pelo colorido – ou vermelho líquido, banal, e não-ketchup Tarantino; mas sangue a sério - que vai deixando por esse mundo fora. Mas voltando ao homem, que também é conhecido pelos seu gosto pela “cozinha”, o qual partilha nos guias sobre sítios bons para se comer com os quais nos vai presenteando e aos quais a minha carteira chega. Tascas do melhor. E que comenta a escolha de Ferro Rodrigues para líder Parlamentar e diz porquê. Enfim.

 

É um embaixador, ponto. E até me corrigo e digo que nem há os bons, os maus e os assim assim. Há os que são e os que não. E nada tenho contra croquetes, atenção. Adoro! O que faz um embaixador? É ter obra feita e andar nas obras. Este que aqui hoje refiro, agora noutro activo, continua a “graduação mais elevada de representante de um governo ou Estado, junto de outro Estado ou governo”. Que ninguém diz que não possa ser também Portugal em Portugal. Uma vez numa embaixada nossa - onde a circunstância me levou a “viver” uns bons anos, encontrei, por acaso, uns quantos caixotes carregados com Revistas do Instituto Camões. Aquela Revista boa, temas bons, em papel couché. Era o número dedicado ao 25 de Abril. Estavam ali há mais de um ano. Cheias de pó. Não digo o que lhes fiz. Estavamos, curiosamente, perto do 25 de Abril desse ano em que neles, nos caixotes, tropecei. E não digo por ter medo de ir para a prisão, ou por ter vergonha da diplomacia cultural que vamos não-tendo, mas porque não me quero hoje gabar. Às vezes gabo o que faço e faço bem. Mas hoje só quero dizer 2 ou 3 coisas: que Francisco Seixas da Costa não era o nosso embaixador nesse país, que aqui voltarei a este “tema” (que tem pano para mangas, e de todas as cores) e que tenho orgulho em ser feita, cada minuto, portuguesa.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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