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Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo (Ef 4, 23-24).

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

22
Out15

As "Confissões" de Jorge Silva Melo


Fátima Pinheiro

imagem tirada da net

 

Eu tento ser católico, apostólico, romano, disse ontem o encenador na Capela do Rato. Não são "Confissões" a uma nossa e querida Maria João Avillez, que conduz o ciclo de Conversas com o título "Deus", e vai trazer Marcelo, Maria de Belém, Fernando Santos e outros. O Pe Tolentino Mendonça (que acaba de receber mais um prémio literário, desta vez italiano) abriu com chave de ouro esta sua iniciativa. Jorge foi um crisóstomo para aquela sala cheia, que também tem muito que falar, sob o olhar de uma estátua de uma Nossa Senhora linda, num fundo laranja e azul, que prende e solta. O que confessou este homem que se apaixonou bem cedo por Deus? Como S.Agostinho, confessou aos homens a sua experiência de que é preciso gritar bem do fundo de si o desejo de felicidade.

 

Foi a Companhia de Amor e Perdão que o cativou.  É muito melhor "Maria vai com as outras", como é muito melhor "torcer que quebrar" (lembrou o  que o Pe António Vieira disse da superação da matéria). Acho que devia haver o sacramento da Confirmação todos os dias, e não ser limitado a ser uma segunda via do baptismo. Mas no princípio, para ele, está o episódio da Transfiguração, do Monte Tabor, que S. João, que lá estava, é o único dos quatro evangelistas que a ele não faz referência. Homem de teatro, mas que entrou pela porta do cinema (teve João Bénard da Costa como professor, sublinhou), ele transfigura-se em todos os palcos, a partir das 21h,  assistindo ao nascimento de novas criaturas, os actores que "dirige". Teatro e catolicismo nunca se deram muito bem, reconhece. Mas olhe, Jorge  (e agora é a minha fala), olhe que não: uma alegria estampada nos olhos, na face, uma honestidade intelectual invulgar e contangiante, um homem que dá gosto.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
28
Jun15

Encíclica do Papa Francisco: "une machine à habiter"


Fátima Pinheiro

 "O mundo é uma máquina a habitar" (Le Corbusier)/ imagem tirada da net

A primeira Encícica do Papa Francisco desarma. É como o "Amor" que André Sardet canta. Mas há mais. Fez sair da boca de Edgar Morin o seguinte: este documento é um virar de página para uma nova civilização.  Será que li bem?

Apresentada oficialmente a 18 de Junho passado, Laudato si foi na 5ªf apresentada em Lisboa pelo Patriarca de Lisboa, D.Manuel  Clemente. Trata-se do mesmo do mesmo? O texto cita a par e passo a "Caritas in Veritate", de Bento VI; já se escreveu tanto sobre ecologia; não teria já o nº53 ( não a uma economia de exclusão) da Evangelii Gaudium  - o "Programa de Governo" deste Papa- dito tudo sobre o assunto? Não. É, se bem que na continuidade, coisa nova. A ida de Francisco aos USA vai dar que falar.

Obama elogiou-a. O "New  York times" e o "Wall Street Jornal", entre outros, dão-lhe invulgar destaque. Francisco vai aos USA. Alías não pára. Tanta energia!  Afinal é esse o tema do documento, e significa  "em-trabalho" (do grego, “ativo, trabalhador”, formada por EN, “em”, + ERGON, “trabalho, ação”). E ele é assim mesmo; não lhe escapa uma. Ontem em Sarajevo, amanha, em Novembro, em África. Isto sem esquecer o seu quotidiano, de sandálias, a todo o terreno: as pessoas que vivem na sua rua. Tem o sonho missionário de chegar a todos. Todos? O mundo é "une machine à habiter", expressão que desconhecia, e que li ontem num poema fabuloso de José Tolentino Mendoça (Uma Canção Debaixo do Dilúvio in "Estação Central", 2012).

Sem se esquecer de si mesmo, Francisco sempre a pedir que rezemos por ele, que está doente. Qual o segredo? O viver em tensão para uma eco-logia integral, a que ele chama no texto a conversão a uma economia integral: não apenas a ecologia clássica, mas a que respeita cada espécie  no valor que tem, sem que o homem se belisque, ou belisque os outros, os outros "todos" mesmo; sem que os ricos do norte belisquem os pobres do sul. Reconhece até que os do norte têm uma dívida ecológica em relação aos do sul; e que a devem pagar.

Este argentino de uma letícia cheia de espaço, de "casa", É como se fosse uma faca/Que me infecta e ataca/Vai directa ao coração/O amor mata/Vagueia por dentro e compacta/É como um nó que não desata/Leva o ar e a razão, como canta Sardet. Ar e Razão, precisely: uma energia integral, a única capaz de arquitectar o nosso "dentro".

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
26
Ago14

Pablo d'Ors: identifica "o único mito que ainda resta no Ocidente"


Fátima Pinheiro


"A Biografia do Silêncio", de Pablo d' Ors, é um livro que faz paz parte de uma colecção coordenada pelo Pe José Tolentino Mendonça, intitulada "Poéticas do viver crente", da editora Paulinas. Veio comigo para as férias (o livro...). Que seria bom para mim, que sou invasiva, não deixo os outros falarem, sou intolerante, não paro, confundo vida com vivacidade, faço muito barulho, etc. Depois de ler devo dizer que é mesmo verdade (eu já "suspeitava"...) isso que dizem. E apesar deste livro - agora de cabeceira - me ter vindo a mudar, continuo a ser tudo aquilo que era. Só que agora sei, quer dizer experimento que é assim. Faz toda a diferença.

Chama-se a isto "consciência" que, ao contrário do que por aí dizem as filosofias, é o que de mais concreto há: observação, colagem à realidade. E vejo que é muito bom. Nas suas breves 150 páginas, o livro é tão rico que trata de tudo. E de nada, diria o autor. Conta-nos de nós, de mim, e curiosamente do Ocidente, onde habita ainda um poderoso e fecundo mito. Que ricas férias! Afinal pensar é viver, tudo o mais é conversa e não serve para nada. Como dizia Simone Weil, lembra o espanhol, a atenção é a arma mais poderosa.

Então e o tal mito? Leiam as páginas 46 e 47. Eu tenho a segunda edição. de Fevereiro de 2014. Obrigada Margarida por me teres mostrado o livro. Vejo agora melhor, porque experimento o que percepciono, debaixo do meu nariz. Está tudo à mão. O tempo faz. E neste caso a sinalética diz "mexa".
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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