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Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo (Ef 4, 23-24).

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

27
Dez17

O que faz o Humor?


Fátima Pinheiro

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Há quem tenha sentido de humor. E há quem o saiba "fazer".  O rir pode ser sinal desse humor. Tudo se pode passar sem que se tenham grandes conversas sobre o assunto. O que é certo é que cada um sabe os diferentes tipos de riso que ri. E ainda mais certo é que rir faz bem. É muito bom. E mais: o meu rir revela-me.

Há quem ria da desgraça alheia. É verdade, não vale a pena negar o facto. Até as crianças. Mas há também o livre e belo rir das crianças: sincero, espontâneo, gratuito. E há quem tudo faça para fazer o outro passar de triste à alegria de um sorriso de pessoa consolada. Até no facebook. E porquê? Esta é para ti: qual é o oposto do rir?

O oposto do rir não é o chorar. O oposto é o sério no seu lado B. O sério no seu lado A é o experimentar o riso que as coisas trazem. Por isso o humorista é o que vê o avesso e o direito. São raros os humoristas. Sabem provocar até uma gargalhada.

Posso não ter esse talento mas posso reagir a um humor talentoso e trabalhado. Sim o humorista trabalha o talento. O mesmo se passa com todos os talentos. O humorista não procura nada em troca mas é recompensado se é correspondido. Refiro-me aos profissionais e aos amadores. Sim, na família, nos amigos, há quase sempre um que foi feito para isso. Para animar. Como sabem, "animar" tem a mesma origem de "anima". Animar é dar alma. E vem este tema, agora no Natal e na Passagem de ano. Não será por acaso. Vamos rir? Ganhar e fazer ganhar alma? Sim. 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
26
Dez17

O Papa Francisco é muito esperto!


Fátima Pinheiro

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 Dryer, A palavra

 

O Papa Francisco está sempre com ideias giras e inovadoras. Agora foi neste Natal. Isto vem ao encontro de conversas que temos em todos os Natais. Afinal quando é que é o Natal? Foi ontem? É quando um homem quer? E haverá mesmo Natal? Quando há tanto desentendimento acerca do seu significado, não seria melhor arranjar nomes diferentes para cada um desses significados? O que é certo é que o Natal anda na baila. Todos falamos dele. E cada um de nós é que está certo.

As conversas sobre o Natal dão-se, em geral, antes da Noite de Natal. Umas prendem-se aos kilinhos a mais que vamos ter, e que no começo de ano é que é a ginástica. Outras vão mais longe e sentencia-se o universal: "o mais importante é que haja saúde". Outras conversas entram por discussões acerca da Igreja. E vem o rol do costume: os padres pedófilos, a riqueza e ostentação do Vaticano, a veracidade dos Evangelhos, já conhecemos. E outra sentença: os valores é que interessam. E a inquisição, o ser contra as afirmações da mais pura ciência, tudo da Igreja Católica se diz.

Como se os valores não fossem universais, como se os homens da Igreja - que é um instrumento humano do divino - não fosse suposto errarem. E quanto  à ciência passa-se um pano sobre o facto de ter sido um físico católico a descobrir a teoria do Big Bang, aceite hoje universalmente. E haveria aqui muito para dizer. Ainda bem que isto não acaba hoje.  Acho eu.

O Papa Francisco pega numa verdade milenar e di-la à sua maneira: "O Natal é todos os dias". E partir daqui começa o con-fronto. Não é a vida uma constante  luta para todos? Mesmo para os que dizem que já desistiram...

Desejo Bom Natal para todos, certa de que "a luta continua".

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
25
Dez17

Serei a couve do Natal?


Fátima Pinheiro

 

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https://www.publico.pt/2015/12/24/sociedade/opiniao/serei-a-couve-do-natal-1718328

Evitemos a tentação de vegetarmos na existência; e atiremo-nos antes a ela, com toda a liberdade, o empenho e a afeição.

 

Três Conversas com Eduardo Lourenço é o meu recente livro, saiu a semana passada. Estamos no Natal e o livro fala de couves. Por isso escrevo este artigo, que é o meu presente para estes dias e noites, mais ou menos felizes ou santos. E adianto já que não quero ser a couve. Umberto Eco espantou-se um dia — contaram-me anteontem — pelo facto de os seus netos não saberem o que era o presépio. Eu já nada me espanta. Não é tudo à la carte? Uma cambada de couves é o que felizmente somos. Mas a luta não é minha. Meu só a liberdade. Poderá haver mellhor?

O livro nasceu de um encontro improvável. Não nos conhecíamos. Admirava-o. Cruzámo-nos numa recepção, abordei-o e o pensador ouviu-me. Achava-o hermético, ele foi simples. E alguém sugeriu: passem a livro! Falámos de tudo: fé, razão, Europa, família, educação, filosofia e arte, vida e morte. Como se fosse a primeira e a última vez. “Discernir é o grande problema”, diz o pensador a dada altura. O meu presente de Natal é assim lembrar, lembrar-me, a alternativa que se põe com mais agudeza e ternura no Natal. Nestes encontros e reencontros de família, ou de quem não a tem, mas tem abraços a dar e a receber. É tudo uma questão de decisão. Ninguém escapa ao milenaríssimo fio da navalha que é também um fio de chocolate quente a regar o melhor sonho da noite. E dum embrulho, vamos lá saber a história.

Lourenço, como sempre, é brilhante. Afirma a páginas tantas: “Em função do que ainda não existe, do tempo do futuro, a gente dá um passo e nessa acção é que nós nos humanizamos, é que nós ultrapassamos as barreiras. Ultrapassamos barreira e barreira, e atingimos um objectivo. Damos um outro passo. A vida é feita desses passos contínuos, uns atrás dos outros, mas nenhum está pré-determinado. Se não déssemos um passo, ficávamos pa­rados num sítio, como um legume.

Desembrulho então o meu presente, e ponho a parada como se segue. Um dos grandes contributos que a leitura da obra e o conhecimento da pessoa de Eduardo Lourenço nos traz é o desejo de darmos este passo: evitarmos a tentação de vegetarmos na existência; e antes atirarmo-nos a ela, com toda a liberdade, o empenho e afeição.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
21
Dez17

Catolicismo nu e pornográfico.


Fátima Pinheiro

 

 

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 Catedral de Nôtre Dame, Paris, tm Rasante

 

Ler. Livros de natal e os que sairam agora. O livro "Testemunhas de um  facto", do Pe João Seabra, põe a nu o cristianismo. É mesmo pornográfico. Ou seja,  fala do que lhe aconteceu no "encontro com Cristo". "Neste título vibra o âmago do Cristianismo, a sua irredutibilidade como Acontecimento central da História da Humanidade. Tudo o mais que se refere à vida cristã, valores, gestos solidários, moral, doutrina, brota do Facto, esse Facto acontecido há dois mil anos que celebramos em cada tempo de Natal e de que somos Testemunhas". (Tenacitas 2017). 

Um livro que não se põe de cócoras diante dos considerados bons costumes, os  que consideram  o  natal um tempo assim  fofinho, etéreo, tipo ONU, valores e votos de ano novo. Novo?

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
20
Dez17

E para as mulheres com mais de 50 anos à procura de uma luz?


Fátima Pinheiro

 

Sem-chama-Eletr-nico-LEVOU-Vela-Bruxuleante-Tealig

 

Ando a comprar livros para oferecer no Natal. Por acaso este ano não estamos nada mal. Mas estranhei não ver nada de Paulo Coelho. Foi anteontem num belo jantar. Uma das convivas, minha amiga, definiu o escritor brasileiro Paulo Coelho com a frase do título deste post. Um dos homens presentes disse logo que não era assim. Que ele, o membro da Academia Brasileira de Letras, é "fenómeno" para muitos homens também. E eu?

Pois acho que Paulo Coelho não se reduz àquela "etiqueta". Conheço bem os seus livros, sou uma mullher de mais de 50, e em tudo o que vejo - como no meu último post é evidente -, interessa-me a luz. Mais, como gravei em mim a semana passada, as etiquetas não nos levam longe. Não nos centram no essencial, escorregam-nos para pormenores que distraem, enfim, nisto sou como S.Paulo: o que me interessa é pesar tudo e reter o que importa. E venho eu agora com esta conversa? É para gozar bem o dia. Nisto estou com Jorge de Sena e as suas "luzes bruxuleantes", isto é, pessoalmente, não me convencem nada as pequenas luzes bruxuleantes…e andam por aí tantas… verdadeiras aldeias de lamparinas noctívagas…Luz é Luz! Só pode ser grandiosa, intensa, viva, contagiante, envolvente. Pequenas luzes bruxuleantes não passam de reflexos de outras coisas…ou então são daquelas que moram em árvores de Natal de plástico…Com luzes destas anseio por buracos negros… escuridão total! E Paulo Coelho? Tenho escrito sobre o que penso da sua obra. Não vou repetir. Mas seguramente não o reduzo a uma etiqueta, embora haja quem o faça e o use como tal. O que interessa é avaliar o que me interessa. Pode até nem me interessar verdadeiramente nada. Ou interessa?

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
23
Dez16

Se não chego ao dia de Natal


Fátima Pinheiro

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Eu sei lá se chego ao dia de natal. Não é brincadeira e digo-o em primeiro lugar a mim mesma. Muitos de nós não chegarão lá. Digo isto para mim, para não andar no natal em stresses, e para fazer as pazes com quem ainda me falta fazer. Deus queira que eu tenha mais tempo para isso, para poder ainda abraçar a tempo. Não porque tenha medo de ir parar ao inferno. Eu quero sim viver bem, sem nós, mas, ses e mas(es), porcariazinhas. Sem falsos risos ou chorares. E irei adiar...

Se  não chegar ao natal não terei o prazer de abraçar quem magoei ou quem me magoou. Quero uma coisa feliz, plena do que fazem os afectos.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
19
Dez16

Pode Chernobyl ser uma beleza? Pode sim senhor Ministro.


Fátima Pinheiro

  

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  imagem tirada da net

Andrei Tarkovsky, "Stalker" (1984)

 

Pode Chernobyl ser uma beleza? Pode sim senhor Ministro. O cinema é a 7ª arte. Por isso Chernobyl pode sim, ser uma beleza. A Cinemateca, Deus a guarde, vai passando estas genialidades. Alguém, ido ao engano, arrependido de ter ido ver este filme dizia: "a paisagem é horrível!". Não sabia que o que estava a ver se passava na estação nuclear de Chernobyl. Melhor, no que de Chernobyl restou e só ao realizador russo lembrou fazer ali: o percurso de vida de cada um. Um com letra grande. O meu percurso de vida. O Caminho.

 

A força de cada imagem leva-nos ao perguntar que todos temos e queremos e sabemos calar. Mas a força do sentido, que teima em gritar em cada mesma imgem, vence o mais desprevenido. Não há bons nem maus filmes. Há filmes. E estes não têm mensagem. Como dizia o mestre Oliveira - que lembramos mais estes dias porque faz 108 - o cinema é a vida, e públicos só os urinóis. A "paisagem" é horrível? Pois é, vêmo-la todos os dias nestas convivências de uns com os outros que mais parecem um teatro de cegueira.

Paradoxalmente, ao homem que desde o início nos deu a cara de Oliveira, que todos estimamos, cortam-lhe as pernas. Sim senhor Ministro, estou a falar de Luís Miguel Cintra. Toda a regra tem uma excepção. Eu sou democrata, mas sei o que é a poesia. Públicos? Só os urinóis. E Cintra? Responda quem sabe.

 

 

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
08
Dez16

Perdi a fé...


Fátima Pinheiro

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Duas mães

 

Fé pode ser muita coisa. Mas tem dois sentidos básicos. É o acto de acreditar ou confiar em alguém. E é também "aquilo" em que se acredita, o conteúdo da fé.

Nesta época de Natal é natural que se fale disto. Eu sou isto, eu sou aquilo, ou seja, acredito em Deus mas não pratico, ou, pratico mas não acredito em Deus. Ou sou crente mas à minha maneira. Poderia multiplicar as posições que, com mais ou menos convição, cada um vive, ou diz ser a "sua". 

Há quem diga que perdeu a fé. E há muitas formas de o dizer. Da menos à mais inquieta. Neste mundo pleno de posssibilidades cada um vê o que quer. O que é certo é que se caminha sempre. Uns dias melhores que os outros. Mas é impossível fazê-lo sem se acreditar, seja no que for. 

Quando digo que perdi a fé tenho que identificar o que perdi. Se calhar não perdi nada...

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
02
Dez16

José Rodrigues dos Santos: Isto não é o "Vaticanum".


Fátima Pinheiro

 

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Na contracapa do novo livro de José Rodrigues dos Santos, Vaticanum, lê-se  que ele é "o escritor favorito dos portugueses". Mentira, digo eu que sou filha de boa gente. Não é a primeira vez que isto me acontece. Há uns aninhos ia eu pagar a gasolina, e mesmo junto à caixa registadora estava um livro dele intitulado "Isto é o último segredo.", e metia "Jesus", tema sempre vendável em épocas litúrgicas mais fortes. Neste caso era Natal. Comprei, li, sublinhei e escrevi. Ainda hoje agradeço ao jornal "Público" o ter publicado a minha opinião, num artigo com o título: "Isto não é o último segredo".

Hoje estava eu a pagar o café quando vi que junto à caixa estava um montinho de Vaticanum(s). Sei  que entre aquele e esteve livro muitos outros foram escritos. Mas este tem um nome "mais católico", e o Natal está à porta. Natal e vaticanum dão uma bela prenda! Eu gostava de vender assim muitos livros como ele, mas não tenho emulação, e inveja, muito menos. Escrevo este post pelo que li na contracapa: melhor isto, melhor aquilo, selo cinco estrelas, escritor de confiança (votado pelos leitores), ESCRITOR FAVORITO DOS PORTUGUESES.  Esta última é pior do que que afirmar que o carro favorito dos portugueses é um Fiat (peço desculpa à Fiat pela comparação). Eu cá prefiro um mercedes, um jaguar; mas não posso comprar. Compro um mais barato, que gaste pouco...

Abro o livro (claro que comprei e vou ler, para provavelmente escrever umas linhas), e leio o seguinte aviso, do autor, ou editor, não sei, "a informação histórica contida neste romance é verídica". Mas como é que o pessoal distingue fição de factos? "O algodão não engana". Agora este autor sim.  Não preciso de fazer um boneco, pois não? Isto é tão grave que já não sei se é vender gato por lebre ou lebre por gato. 

Vou ler, e pelo que já alcancei vou escrever, sim. Mas o mais grave disto tudo é que, sabendo todos nós, e não só os portugueses, que o Vaticano não equivale a santidade, o que se pretende aqui é vender, e bem.  À custa da ignorância própria e alheia. Não ponho em causa o poder ficcional do autor, mas que escreva sem a muleta destes temas. Uma coisa é certa : isto não é o Vaticano.

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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