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Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

24
Fev18

Vou a um retiro

Fátima Pinheiro

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Como é Quaresma vou a um retiro. Também vou a retiros  noutras alturas. É uma prática milenar e de todas as religiões. A razão de ser é o amor. Ama-te. Em ti, através dos 'ti' que lá estarão encontra-se o Inestimável. É desta forma. Aconteceu assim, Acontece e Acontecerá. O mesmo, ontem, hoje e sempre. Iluda-se quem quiser, mas Deus encarnou. Naquela rapariga chamada Maria. É por isso que a Igreja é tão odiada e perseguida. Tanto amor!

A História está cheia dos nossos limites. Mas quem olhar para tudo não é só isso que vê. Vê coisas grandes na Sua vida. E nas horinhas más quem é Requisitada? Não sou pessimista nem ando sempre a pensar na morte, mas a sua perspectiva é a verdade nua e crua. Do pó e pó, que verdade!

Vou a um retiro para ver melhor. Pode-se fazer em casa um retiro. Ou na natureza. Também se pode. Mas não tem nada a ver. Ele está no meio. Eu sei menos do que Aquele que me fez, e faz, agora. Eu vou aprender e cada vez amo mais este Caminho. É realmente um caminho para quem quer. É bom! Um pó salvo!

"Eu gosto de ir à Igreja quando não está ninguém.", dizem-me. Percebo. Acontece que está sempre lá Alguém, e esse Alguém escolheu uma Companhia. Está na hora de ir. À imagem e semelhança.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
23
Fev18

Para a Quaresma: Manuel, Giussani e Francisco

Fátima Pinheiro

 

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O Comunhão e Libertação ( CL) é um Movimento da Igreja Católica. Fez agora, 22 de Fevereiro, 13 anos que o seu fundador D. Luigi Giussani, morreu . Pouco conhecido entre nós, o “movimento” começou nos anos 50 . O Papa Francisco encontrou-se o ano passado a 7 de Março, em Roma, com este “rosto" de Igreja, como tem feito com outros "rostos" que são a Igreja, uma vida. Celebrou-se então o 36º aniversário do reconhecimento pontifício do CL.

Este post destaca porém uma outra “ignorância”. Para tal refiro um jornalista italiano, que contou em livro a vida de Giussani. Usarei em tradução livre a edição italiana - Alberto SAVORANA, Vita di don Giussani,  Rizzoli – Milano, 2013 -  em português, há pouco entre nós (Tenacitas). Tudo isto para quê? Simples. Um dia, o já padre Giussani  ia no comboio. Ouviu uma conversa entre teenagers sobre Religião e Igreja. Constatou algo muito significativo: as posições que cada um defendia eram baseadas em ignorância, e desenvolvidas a partir de falsos preconceitos. Pensou (digo por minhas palavras): é preciso dar a conhecer, falar verdade. Para que a vida seja boa, mas já, e não para depois. Cristo prometeu que quem O seguisse teria a vida eterna e o cêntuplo JÁ.  E o que os miúdos dizem interessa-me. Quero ir para o meio deles. E veio também para o meio de mim, Graças a Deus,  em 1987.

A questão decisiva  para Giussani, à qual dedicou toda a sua acção educativa, a sua vida, é então esta: Cristo: sim ou não? Hoje continua verdade. Quem sabe mesmo o que é o cristianismo? A educação é a rocha de sociedade, das pessoas. A minha pedra angular. Sem ela não vamos muito longe.

 D. Manuel Clemente numa Catequese de Quarema sobre "A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira". Tarefa de cada um. Já foi tempo em que a Igreja era uma “coisa” de alguns.

Cristo é para mim “sim” ou “não”? Para responder é necessário saber de quem estamos a falar.

Destaco então o capítulo 19 do livro que referi. A mim esclareceu-me, e vejo-me num caminho em que a companhia deste movimento me alegra e me dá um gosto de vida nova. Como deu a S.Paulo, a Santa Teresinha do Menino Jesus e a tantos, como ao Pe Dâmaso que morreu ontem, e que transbordava "Paixão por Jesus", com repetia vezes sem fim. Porquê? Porque a resposta à pergunta é a razoabilidade em Pessoa que enche e transborda do nosso ”coração”, das exigências e evidências que correm e fazem correr a natureza humana. Quem não tem sede de verdade, justiça, bem e beleza? Bons pontos para focar a Quaresma, assim o faço.

  • O que é a religiosidade? «A essência da razão». E qual é a pergunta que se faz mais vezes? «Faço-me tantas». Pode citar uma, pelo menos? «Se Deus deu aos católicos a inteligência, é para a usarem ou fazerem um holocausto dela?»
  • Quando “os tempos são maus”…quer dizer que veio o momento da conversão do coração e da maturidade na fé. [...] A vida vale a pena ser vivida para edificar a glória de Deus, isto é, para construir a humanidade nova na Igreja. Pois bem, em toda a história do cristianismo a condição para construir é o sacrifício, isto é, a cruz …A maturidade da nossa fé - eis a ressurreição.
  • Introdução à realidade, é o que é a educação. A palavra “realidade” está para a palavra “educação” tal como a meta está para um caminho. A meta é todo o significado do andar humano: esta não está presente unicamente no momento em que a empresa se realiza e termina, mas também em cada passo da estrada. Assim é a realidade, que determina integralmente o movimento educativo, passo a passo, e é a sua realização.
  • Infelizmente, a mentalidade laica – Giussani nota que isto é evidente na escola – «não está interessada em dar um contributo para a tomada de consciência efectiva de uma hipótese que explique as coisas unitariamente. O analismo que predomina nos programas abandona o aluno frente a uma heterogeneidade de coisas e a uma série de soluções contrárias entre si que o deixam, consoante a sua sensibilidade, desconcertado e desalentado no meio da incerteza». Em consequência, o jovem «sente, normalmente, a falta de alguém que o guie e que o ajude a descobrir aquele sentido de unidade das coisas, sem o qual ele vive uma dissociação»
  • É precisamente esta constatação que leva Giussani a aprofundar o conceito de autoridade: «A experiência da autoridade surge em nós como um encontro com uma pessoa rica na consciência da realidade; de modo que esta se nos imponha com a revelação e nos traga novidade, espanto e respeito. Da sua parte há uma atracção inevitável, da nossa parte uma inevitável dependência, sujeição». Para Giussani, a autoridade, de uma certa maneira, é o meu “eu” mais verdadeiro. Mas muitas vezes, hoje a autoridade propõe-se e é vista como algo que nos é estranho, que “se acrescenta” ao indivíduo. A autoridade permanece fora da consciência, ainda que talvez seja um limite devotamente aceite»
  • Dentro do percurso educativo, a figura da autoridade é central até accionar a verificação da proposta vinda da tradição e isto só pode ser feito por iniciativa do jovem e por mais ninguém.
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
06
Jul16

Fernando Santos e Quaresma

Fátima Pinheiro

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fotografia da Maria da Paz Cantista

 

Já no Conhaque-Philo  o Quaresma era o centro das atenções. Deixo o video da Tertúlia, realizada na Casa Museu Medeiros e Almeida e espero que logo à noite sejam estes os nossos sorrisos...

E, já agora, neste lançe fica a data de início da 3ºedição do Conhaque-Philo, 1 de Novembro, dia de Todos os Santos, do Fernando também! Sempre na Sala do Lago daquela Casa Museu. O tema? Cinema e energia. Tudo a ver com o jogo de mais logo: um grande filme, meia bola e força!

 

 

 Fátima Alves lança a Bola....

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
22
Fev16

Queres ter prazer?

Fátima Pinheiro

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@FP

 

Agita, usa e deita fora. Às vezes é assim nas nossas vidas. Mas tenho duas pernas como "aprendi" no filme  Lucky Start. Duas pernas servidas para tudo e para nada. No filme o milagre acontece: a  incapacidade de andar é morta pelo amor que faz aquele homem correr. Ele galopa movido pelo seu coração que quer ardentemente o que deseja. Pernas para que vos quero?  S.Tomás de Aquino ajuda. Cada acto humano, se é livre, tem a sua perfeição. Um plus, um excesso, um brilho, numa palavra: prazer. Tanto há prazer em pensar, como há prazer em comer, e por aí fora. A Suma Teológica explica isto de forma brilhante.

 

Este fim de semana fui a um retiro, como é habitual na quaresma. Não é uma fuga. É para me re-ter no prazer de pensar. As rotinas levam-nos muitas vezes a sermos pensados pelos outros, a sermos uns alienados, vampirizados "sem cabeça". Não, obrigada.

 

Eu quero uma vida em primeira mão, dias e noites cheios de prazer. Se assim for é uma vida que vale a pena, uma vida a transbordar e a chegar para todos. O que conta não é o que digo é o que faço, eu sei. E para fazer é preciso cabeça, discernimento. Mais, re-tirei-me para que tirem de mim o que precisarem. Eu dou. A minha espiritualidade não é asséptica: é uma espiritualidade encarnada. Em tudo o que faço ou ponho-me toda, ou nada.  E de asneira em asneira vou sendo re-colhida por aquele que não me engana.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
09
Fev16

Quaresma: na vida não há saldos, é pegar ou largar

Fátima Pinheiro

fotografia tirada do meu TM

 

As tradições religiosas, todas, contemplam um tempo de "lavagem". Tempo em que cada um é convidado a centrar-se, para saber chutar. Paragem, para recuperar forças. Para distinguir o essencial do que não o é; do que não é essencial mas pretende sê-lo. Tempo de jejum do que impede o "querer", ou pode reduzir fasquias. Preto no Branco. Na tradição judaico-cristã chama-se "Quaresma, e começa amanhã, quarta feira de cinzas. Tempo para sublinhar quem afinal "sou eu". O que eu "quero" disto tudo. Acentuar e clarificar a divisão que S. Paulo sintetizou assim: não faço o bem quero, mas sim o mal que não quero. Um fio de navalha. Um trabalho sobre "si mesmo". Uma cor-versão (coração vertido, transparente). Reconhecer uma rica "pobreza". A de quem dá porque não tem, e assim tudo recebe.

O Senhor dos Anéis é que sabe o tempo. Como ferro em brasa. O jejum que interessa é o que levanta a escravidão de quem eu oprimo. Não pôr obstáculos a que a unidade aconteça. Melhor, por-se a jeito, mesmo a saber que quem vai à guerra dá e leva. Ter as mãos sujas (sorry Sartre), mesmo sujonas.

 

Viver de forma intensa a dimensão caritativa. Não é como caiar a cara, tipo túmulo vazio e cínico, como dizia Nietzsche, e bem. É sim gozar a vida, que não tem intervalos, e abandonar-se sempre na crista de ondas sucessivas. Na vida não há saldos nem rebajas, é pegar ou largar. A vida é uma senhora que se chama  liberdade. Mas hoje é carnaval. Já tenho a minha máscara, danço até doer. "Não percamos este tempo (...) favorável à conversão!", lembra o Papa Fransciso na sua Mensagem Quaresmal 2016. É pegar.

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
28
Fev15

Religiões? Passo.

Fátima Pinheiro

 Coimbra, ontem por volta das 14h/ TM do Rasante

 

As religiões têm pontos em comum e pontos em que se distinguem radicalmente. Em geral todas têm períodos de retiro, de paragem das rotinas. Tempo para tomar a vida nas mãos. Falo hoje da religião católica, e mesmo dentro desta há muitas formas de os “passar”. Há quem vá por moralismo, ou para fugir da vida, ou para ser “bonzinho”, sei lá, cada um terá uma razão para esse “passo”. Eu como faço?

 

Vou hoje a um retiro e sei que todas razões para o fazer – que acima referi - podem ser minhas também. E muitas vezes são. Mas sei que o que quero é dar este “passa tempo” para ser mais “eu”, mais livre; para que as rotinas sejam cada vez uma novidade, para me casar com a vida, para ser uma e una com cada respiro, meu e dos outros. Quero ir para ser cada vez menos “boazinha”: chamar cada coisa pelo seu nome, sorrindo ou não, mas a partir de dentro, e não com uma cara de plástico, descartável e fungível. Se isso não acontecer, paciência! Desisitir? Nem pensar.

 

Como diz a nossa Agustina: eu não me levo muito a sério, a vida acaba por vencer. Entenda-se bem: não se trata de uma falta de seriedade diante da vida, dos outros, de mim. É perceber e viver na certeza de que todos os nossos “cabelos estão contados”; e quanto a isso, cito a Bíblia e saio agora para o retiro. Não quero chegar atrasada. Para uma Quaresma em grande! Um “recuo” para um passo livre. Para um gosto de vida nova. Vou, por isso, descalça. Não sem antes beber a minha "italina" de eleição.

 

Lucas  

12, 6 -7

Não se costuma vender cinco pardais por duas pequenas moedas? Entretanto, nenhum deles deixa de receber o cuidado de Deus./ 7 Portanto, até os fios de cabelo da vossa cabeça estão todos contados. Não temais! Valeis muito mais do que milhares de pardais.

 

Mateus

6,26
Contemplai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem armazenam em celeiros; contudo, vosso Pai celestial as sustenta. Não tendes vós muito mais valor do que as aves? 

Mateus
10, 30

E quanto aos muitos cabelos da vossa cabeça? Estão todos contados. 

Lucas
21,18

Contudo, não se perderá um único fio de cabelo da vossa cabeça. 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
28
Jan15

Quaresma

Fátima Pinheiro

 

Papa Francisco/imagem da net 

 

A MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2015- assinada a 4 de Outubro de 2014, no Vaticano, na Festa de São Francisco de Assis - é esta: Fortalecei os vossos corações (Tg 5, 8).

 

Vamos a isso? 

 

Deixo apenas um excerto: "Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar."

 

 

Leia aqui na íntegra http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/lent/documents/papa-francesco_20141004_messaggio-quaresima2015.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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