Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo (Ef 4, 23-24).

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

11
Dez16

Curta metragem de Eduardo Lourenço sobre Manoel de Oliveira


Fátima Pinheiro

 

1091398.jpg

Para comemorar o dia do nascimento de Manoel de Oliveira, deixo aqui o que me disse Eduardo Lourenço sobre o nosso genial cineasta. Em termos do que de melhor  a cultura tem, é uma espécie de dois em um. Com a lucidez, inteligência e simplicidade que lhe são inerentes, o professor dá-nos Oliveira trocado por miúdos.

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
20
Ago15

Durão Barroso, Rasante, encerra Conhaque-Philo 2015


Fátima Pinheiro

DB 2.jpg

 Durão Barroso/imagem tirada da net

 

O Conhaque-Philo ao vivo começa só  a 4 de Novembro. Mas como a vida são dois dias, e muitas agendas estarão neste momento já bem recheadas, então façam favor de anotar o que aqui deixo.  Em 2014 o Conhaque-Philo encerrou juntando à mesa  o selecionador nacional, Fernando Santos, e o cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, assim: http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014-12-17-Fernando-Santos-e-D.-Manuel-Clemente-juntos.  A Casa-Museu Medeiros e Almeida acolheu a iniciativa da bloguista Fátima Pinheiro: Durante 7 sessões semanais, à 3º feira, FALEMOS dos OUTROS, foi uma conversa, com tema pré definido, mas informal, provocadora e desafiante entre quem desafiou  e todos os que quiseram assistir e serem desafiados.Foi todas as 3ªs à noite entre 4 de Novembro e 16 de Dezembro, com os temas que abaixo se indicam. A moderação foi feita pela bloguista.

4 Nov – FALEMOS dos OUTROS - Eduardo Lourenço e Sofia Areal

11 Nov – A gestão do amor - António Pinto Leite e Albano Homem de Melo

18 Nov – O que pode a literatura - Maria do Rosário Lupi Bello e Paula Mendes Coelho

25 Nov – As curvas do mundo - Francisco Seixas da Costa e Jaime Nogueira Pinto

2 Dez – E a leste? - José Milhazes e Henrique Monteiro

9 Dez – O que “faz” a beleza – José Mouga e Luísa Pinto Leite

16 Dez – O que é “selecionar”- Fernando Santos e D.Manuel Clemente.

 

A Sala do Lago da Casa-Museu transformou-se num espaço descontraído, onde cada um pode acompanhar e participar nesta iniciativa sentado a uma mesa enquanto bebia um café, um vinho... e conhaque, claro.

 

Este ano, também com ENTRADA LIVRE, todas as 2ªas feiras , a começar a 4 de Novembro e a terminar a 14 de Dezembro,  das 21h e 30m às 23h, a bela Sala do Lago da CASA-MUSEU MEDEIROS E ALMEIDA  promete ainda mais. O tema?  "A Europa em Nós". Durão Barroso encerra, e com ele estará também um special one. E os outros convidados, sempre dois a dois, são de se lhes tirar o chapéu...

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
15
Out14

Eduardo Lourenço: rasante a Agustina Bessa-Luís


Fátima Pinheiro

 

Eduardo Lourenço dá-nos hoje, ao final do dia, a chave que abre a beleza, riqueza e complexidade do aparente “Mundo fechado” (1948) de Agustina. Mundo dele e dela. E meu também. Será a última intervenção do Congresso que a Fundação Calouste Gulbenkian acolheu, ontem e hoje. Múltiplas foram as reflexões sobre, entre outros temas, o divino e o religioso em Agustina Bessa-Luís.  De difícil leitura, a obra desta rainha ou génia do norte, abre-nos um mundo solar cuja densidade tudo encerra. E por tudo conter é paradoxal, como o é a cinematografia de Oliveira. Foi alíás ele que ma apresentou. “Gémeos falsos”, coincidem em cada canto. Destaco “Vale Abrãao”, que ela escreve em 1991 e ele adapta em 1993. Foi a ela que o cineasta pediu uma “bovarinha” mais nossa. A mão foge-lhe logo para a caneta. E Ema chega-nos assim num filme obrigatório. Destaco ainda “A ronda da noite”, romance de 2006, que Oliveira gostaria de incluir num dos projectos que tem em mão, que é também o título de um dos quadros de Rembrandt.

 

Eduardo Lourenço falará sem papéis, num discurso sempre novo, sem esquema nem etiquetas. Com a virgindade dum olhar que não acaba, um olhar que com nada se escandaliza, tudo encerra e tudo dá. Ele? Um absolute beginner...E tenho a certeza que, neste caso, a sua fonte é incerta, mas poderosa, duma pobreza pródiga da riqueza de sentido. Com plena consciência da vertigem em que vivemos, por entre as trilogias de amores frustrados, a norte e a sul, não nos facilitará a vida. Mas dá-nos o que mais precisamos. É como se estivesse no Sínodo da família, a decorrer ainda em Roma. Tanto disparate tenho lido estes dias sobre a Igreja, sobre as famílias, sobre a liberdade, sobre sexualidade. Mas por que se fala tão superficialmente, quando tudo é mais simples: parar, escutar e olhar. Mas não, falar de cor e no joelho, do é assim porque se diz que é assim, é o que tenho visto. Escrevam livros, sei lá, sobre doçaria conventual portuguesa.E a pergunta a que se foge, como diabo da cruz: “o que quero?” Devolve-me os laços, devolve-me a mim mesmo. Estreia absoluta; esta, a de uma liberdade provocadora.  E como Eduardo não fala sem mais nem porquê, terá já pedido a Agustina: diz-me “tu” quanto vale Abrãao!

 

O que nos valeu Caim, sabemos muito bem. E o que vence a morte, já o devíamos saber há muito. Mas “quero lá saber”, diz Leonor Silveira, a Ema presa à gaiola de uma vida que corre para a felicidade, aquilo que mais deseja. Mas a felicidade que a bovarinha tanto quer, insiste em não se dar no barulho da sua vida agitada. “Ó menina, não diga disparates”, diz-lhe um dia uma das suas criadas. Ema nem a ouve. É tão melhor navegar com Diogo Dória, no Douro e a alta velocidade. A Bovarinha sou eu, também. Sim, porque a luz de Agustina,  de Oliveira, a luz de Eduardo Lourenço, dá-nos a porta de uma vida humana. E esta não se compra de chave na mão.

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
01
Ago14

Os meus posts e a minha «selfie» com o «Expresso»


Fátima Pinheiro


«Selfie» com o Professor Sobrinho Simões

Quem não me conhece diz: «fazes esses blogues para apareceres.» Então, a ser verdade, apareço muito mal. Porquê? Porque se aparecesse bem o Jornal «Expresso» - ainda um de referência - não teria prescindido do meu blogue “Luz e Lata”, que nesse Jornal tive diariamente «online» durante um ano. E prescindiu sem aviso. Isto não é uma “indirecta”, é mesmo “directa”. Também há a hipótese de se calhar o blogue aparecer bem, mas quem entrou de novo a mandar na linha editorial tenha vindo com as suas ideias. Eu poderia até ter feito o mesmo: limpeza, arrumação da casa, avançando com o meu plano. Não se passa assim em todo o lado? Os Ministros não levam os seus homens para os gabinetes? As suas secretárias? Os seus especialistas?

Mas quem me diz aquilo tem uma certa razão. Claro que se escrevo é para «aparecer». Só que não é para exibicionismos. Faço porque gosto. Com ou sem erros gramaticais – que tenho muitos – escrevo porque preciso. É como respirar. Ao ar. Ao público. E dou um exemplo de como faço um “post”.

Normalmente é na luz rasante da manhã, como ontem. Outras vezes estou no lugar certo porque sei que vai acontecer uma coisa que me interessa. No caso que a fotografia ilustra, eu sabia que o Professor Sobrinho Simões ia lançar um livro sobre o Cancro. Numa linguagem acessível. Fui. Quando ele chegou agarrei-o e perguntei. Ele disse-me: “tem uma caneta?”. E pronto, fez-me o boneco. A seguir fui ler o livro, mas em versão rápida; não fiquei para o ouvir porque tinha um compromisso, mas lá escrevi sobre isto quando cheguei a casa. Numa palavra: como na vida, "corro" para alcançar O que está a acontecer.

E ainda o «Expresso». Depois de eu telefonar a perguntar o que fazer (porque os posts que costumava fazer não saíam) pediram-me para parar e pediram desculpa de não me terem avisado antes; porque o arranque deste novo projecto os estava a absorver completamente. Mais tarde enviram uma carta a todos os bloguistas na minha situação. Formalmente não era preciso pedir desculpa; sempre lá estive por iniciativa própria sem promessas. Nada há a desculpar. Do ponto de vista moral, também não é preciso desculpas. Nunca assim foi, nem será. A verdade é que estamos assim muito melhor. A era do Digital Diário.

Se estou ressentida? Claro que sim, o que é normal. Mas como me dou muito bem comigo, dou-me muito bem com os outros. É muito saudável. A fotografia dá para ver. E já foi tirada depois da corrida do "Expresso".
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

Pesquisar

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

Comentários recentes

  • Narciso Baeta

    A estupidez é uma cegueira do espírito: não mata, ...

  • Anónimo

    O futebol é um dos pratos principais do actual est...

  • Anónimo

    Esse cardeal, é do mais atrasado que a ICAR tem… a...

  • Anónimo

    Eu gostava era de ver o Marcelo "genuíno" a dar u...

  • Anónimo

    Gostaria de mais informações Recebi uma proposta d...

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D