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Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo (Ef 4, 23-24).

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

12
Mar18

Sabe o que é um livro?


Fátima Pinheiro

sofia.jpg

 com a A Sofia Areal

 

Para muitos um livro é um objecto com folhas, capa, com letras, com o que alguém escreveu. Vende-se em muitos lados. Alguns têm imagens. Estão nas livrarias, quiosques. E há bibliotecas. Há pessoas que são um livro aberto. Outras que têm mais sabedoria que muitos livros, e nem sabem ler, nem escrever. S.Tomás disse um dia que tudo o que tinha escrito era palha, comparado com Deus, tema dos seus livros. Também se diz que para se ser homem são necessárias três coisas: plantar uma árvore, fazer um filho, e escrever um filho. 

Agora há o admirável digital, uma espécie de manuscritos iluminados mas muito à frente. E há quem goste do cheiro maravilhoso dos livros.

Hoje apenas quero dizer que para saber o que é um  livro é preciso saber ler. Então, e o que é ler?  Não saía daqui hoje, a escrever.

Camus tem muita coisa sobre estes assuntos. Refiro apenas esta: os que habiam os seus livros querem saber quem são.

A natureza é também livro, ensinaram-me. O trabalho, a vida, são também livros, sinais. Vou. E vou lendo as pedras da calçada, por aqui muito traiçoeiras, com a luz do sol. Quero saborear quem sou. Senão não percebo nada dos olhos dos outros. Tenho aprendido com a Sofia!

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
07
Jul16

Fernando Santos só volta a casa quando quer


Fátima Pinheiro

eles.jpg

 Fernando Santos e D. Manuel Clemente juntos, na 2ªed. do Conhaque-Philo

na Casa Museu Medeiros e Almeida

 

Debate-se o estado da Nação. A Nação tem as atenções na final de Domigo. Tudo certo, tudo faz parte. A vida é uma bela mistura. Também Fernando Santos sabe que é assim. E sabe que ganharemos porque acreditamos. Mas fazemos por isso.

Acreditar não é uma fezada, muito menos um cruzar de braços. Acreditar é trabalhar. É a aventura de arriscar permanentemente naquilo que mereçe a nossa tensão. Balelas, desculpas, reticências, pessimismos, caneladas, faltas, amarelos, podem entrar, mas não têm categoria para me definir, nem para decidir por mim. Tal como o selecionador, eu também só volto a casa quando quero, ou seja, quando me deixo descobrir pelas razões que me atraem e me fazem perder medos de existir e ser feliz, mesmo se às vezes dói. Melhor, é através do que dói que a melhor parte nos é reservada e servida de forma requintada. A Torre Eiffel é minha, e não há nada nem ninguém que ma possa tirar, como não há ninguém que me teça cada batida do meu coração, que domingo soa mais forte. 

Estranha forma de vida? Antes pelo contrário. E preferia que tudo se decidisse nos 90 minutos. Quem tem autoridade para me apoucar o desejo? 

Ia a dizer que o facto deste homem ser católico não é para aqui chamado. Mas seria mentira. Ele é um homem de camisa e camisola, que se põe todo em tudo e sabe porquê. Quando não há razões, isto é uma burricada, como diz a Sofia Areal, onde tudo é novo, mesmo a Oriente. Seja a França ou a Alemanha.

Eu acredito nele, é um homem de corpo inteiro. Não tem medo de existir. São poucos os homens com a simplicidade desarmante que sabe que dependemos de tudo, e principalmente da nossa liberdade, no apostar dos talentos que cada um tem. Tenho o privilégio de conhecer alguns desses homens. Ele é um deles. Keep your shirt on. Encontramo-nos em casa, na Vitória da Nação.

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
12
Mai16

"Nova" Sofia Areal: hoje no Museu do Oriente


Fátima Pinheiro

sofia areal.jpg

 Sofia Areal : tudo de novo!

 

"A Oriente tudo de novo - Cadernos de Viagem de Sofia ", é uma exposição que apresenta 28 trabalhos inéditos da artista Sofia Areal (n. 1960), desenvolvidos no âmbito de uma residência artística em Macau, enquanto bolseira da Fundação Oriente. Obras em tinta-da-china, aguarela, lápis de cera, acrílico e grafite, numa mostra singular de um nome referência da arte contemporânea portuguesa. A inauguração é hoje, dia 12 de Maio, às 18h e 30m, no Museu do Oriente.

Até 28 Agosto | Entrada gratuita
Mais informação: http://bit.ly/1T7vHCR

 

aqui a ouvimos. Desta vez falamos por telefone.  

 Rasante (R): o que é que queres transmitir com esta nova exposição?


Sofia Areal (SA): Em contraponto de “a oeste nada de novo”, aqui sim, e para mim ”a oriente tudo de novo”. A 16 de Novembro de 2014, cheguei a Macau. A Macau, ligava-me tudo e todos que por lá passaram e que por aí estão. Sou pintora, o que durante anos para mim estava assente, viver no ocidente, transformou-se na vontade de cortar barreiras.

Esta exposição no museu do oriente é o resultado de mês e meio em Macau e mais tarde uma estadia em Hong-Kong – “A oriente tudo de novo”. 

Aceito perguntas, dou respostas.

 

R:  O que é que quer dizer “Cadernos de Viagem de Sofia”? O quadro que escolheste para a capa deste evento fez-me lembrar dragões.

SA:  O grafismo Oriental é por si próprio desenho, pintura. E foi aí, e por aí, que comecei estes pequenos esboços serial-Macau. Sou de natureza entusiasta em relação ao melhor que nós humanos temos. Quando surge um momento, local novo, tudo é entusiasticamente envolvido. 


R: Sei que o que te faz é pintar, o que expressa os teus sentimentos e o que pensas da pintura. Mas se pudesses numa palavra descrever o que é o Oriente.  E numa outra palavra o que é o Ocidente... Se se complementam ou não há possibilidade de um ponto de união?

SA: Acredito por fundamento na igualdade das pessoas. No entanto, a surpresa de viver e o viver faz-me acreditar que o AMOR/RESPEITO permite tudo. Nem deus nem Homens, o mundo. A forma circular que eu repito, repito e quero sempre e para sempre repetir.

 

R: Qual é a cor do Oriente? E já agora porquê?

SA: “Amarelo, vermelho e preto.
Amarelo – Sol
Vermelho - AMOR
Preto - Noite”.


R: Dá  aqui uma razão para uma pessoa vir à exposição/ver o que pintaste. Uma razão apenas...

SA: Acredito que ao vermos o melhor que os outros nos dão, faz de nós um ser melhor. E o momento exato onde tudo está a nascer – acontecer – merece a nossa maior atenção.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
12
Out15

Jorge Silva Melo e Sofia Areal juntos!


Fátima Pinheiro

Jorge Silva Melo/ imagem tirada da net

 Foi só copiar. É hoje às 18h e 30.

 Artistas Unidos - Teatro Da Politécnica

Rua da Escola Politécnica, 54, 1250 Lisboa
 
PARA UM FILME SOBRE A ALEGRIA de Jorge Silva Melo Imagem | José Luís Carvalhosa Assistente de Imagem | Paulo Menezes Som | Armanda Carvalho Montagem | Vítor Alves e Miguel Aguiar Realização | Jorge Silva Melo Melo 
Uma Produção Artistas Unidos

No Teatro da Politécnica a 12 de Outubro às 18h30

«Sofia Areal, pintora, é um caso singularíssimo nas artes portuguesas. A sua pintura é expansiva, aberta, solar, vital, afirmativa (chamou mesmo “Sim!” à sua primeira antológica), ela não recua perante noções como “o belo” ou “a alegria”. “É uma promessa de felicidade?”, perguntei-lhe num dia de filmagens. “Ou é mesmo a felicidade.”, respondeu.
Depois de ter feito alguns filmes sobre artistas mais do que consagrados, nasceu esta vontade de ir filmando os gestos e o fazer de uma artista mais nova do que eu, de lhe filmar a afirmação e as certezas, de filmar o seu “caminho, caminhando.”
O filme (“ Sofia Areal, um filme sobre a felicidade”), começou a ser rodado em 2011, foi interrompido por falta de financiamentos.
Mas a Sofia Areal continua a pintar. E eu quero filmar a sua pintura afirmativa. Que, como ela diz, “é uma questão de sobrevivência.”»

Jorge Silva Melo, Julho, 2015.
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23
Mai15

Sofia Areal lança hoje novo Website (audio)


Fátima Pinheiro

 

Sofia Areal lança hoje o seu novo website, em Cascais: um belo fim de tarde a não perder. A artista conta-nos em que consiste esse "catálogo" vivo, interativo, de toda a sua obra. As novas tecnologias a facilitar a Beleza que caracteriza uma Sofia que se considera numa nova fase da sua vida, uma nova fase da sua arte, agora que vai fazer 55 anos. Uma Sofia com mais luz própria, com uma força que diz estar ligada ao número cinco: um amarelo forte, cor do sol, de forte pujança.  A arte, reconhece, tira-nos do superficial, filtra o dia, eleva o quotidiano,subindo uns degraus mais próximo do céu, e o céu será muita coisa....

 

Às 18h no Museu Condes de Castro Guimarães. 

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
04
Nov14

A hipótese de a vida ser uma burricada


Fátima Pinheiro

 

 A pintora Sofia Areal e o filósofo Eduardo Loureço/fotografias da net

 

 

 A Casa-Museu Medeiros e Almeida acolhe HOJE uma iniciativa da bloguista Fátima Pinheiro: CONHAQUE-PHILO https://www.facebook.com/pages/Conhaque-Philo/520931661373616?fref=ts . Durante 7 sessões semanais, à 3º feira, FALEMOS dos OUTROS.

 

Esta iniciativa pretende ser uma conversa, com tema pré definido, mas informal, provocadora e desafiante entre quem desafia e todos os que quiserem assistir e ser desafiados, todas as 3ªs à noite entre 4 de Novembro e 16 de Dezembro, com os temas que abaixo se indicam. A moderação é feita pela bloguista – que é filósofa – e, no primeiro e no último encontro, em conjunto com a jornalista Ângela Silva.

 

4 Nov – FALEMOS dos OUTROS - Eduardo Lourenço e Sofia Areal

11 Nov – A gestão do amor - António Pinto Leite e Isabel Salvado Alves

18 Nov – O que pode a literatura - Maria do Rosário Lupi Bello e Paula Mendes Coelho

25 Nov – As curvas do mundo - Francisco Seixas da Costa e Jaime Nogueira Pinto

2 Dez – E a leste? - José Milhazes e Henrique Monteiro

9 Dez – O que “faz” a beleza – José Mouga e Luísa Pinto Leite

16 Dez – O que é “selecionar”- Fernando Santos e…

 

A Sala do Lago da Casa-Museu vai-se transformar num espaço descontraído, onde cada um poderá acompanhar e participar nesta iniciativa sentado a uma mesa enquanto bebe um café, bebe um vinho... ou mesmo um conhaque.

 

TODAS AS 3ªs FEIRAS entre as 21.30 e as 23.30 – Sala do Lago

 

ENTRADA LIVRE

CASA-MUSEU MEDEIROS E ALMEIDA (entrada pela Rua Mouzinho da Silveira, nº 6 Lisboa (entrada pela Rua Mouzinho da Silveira, nº 6 Lisboa)

 

com o apoio 

 

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
25
Out14

Oeiras tem agora mais encanto


Fátima Pinheiro

                                                     uma das obras da exposição

 

Só visto. Uma coisa é ver uma "imagem ou fotografia de", outra é estar diante da imponência da arte. Não tenho palavras, a não ser estas: Um MUST. No rescaldo de uma semana agitada faço Copy paste daqui: http://www.cm-oeiras.pt/noticias/Paginas/ExposicaodeSofiaArealemOeiras.aspx

 

"O Centro Cultural Palácio do Egipto apresenta a exposição “7 Virtudes Vitais” de Sofia Areal” de 25 de Outubro de 2014 a 18 de Janeiro de 2015. Nesta exposição são apresentados ao público cerca de 40 trabalhos recentes em diversos suportes: madeira, tela e papel, repartidos por várias séries (...) As 7 Virtudes Vitais são, segundo Sofia Areal, intenção, firmeza, movimento, equilíbrio, cor, ritmo e transparência. Citando a própria artista: “(…) nesta exposição inicio um novo ciclo em que mais do que nunca quero insistir nestas virtudes que ao longo de 35 anos de trabalho vejo, cada vez mais, como sendo urgentes e necessárias na arte e na vida” (…) “Nestes trabalhos reafirmo e renovo o meu vocabulário e essas virtudes.”

 

Uma exposição de Sofia Areal em que nos será revelado de forma como sempre intensa, um novo fôlego, um novo ciclo. Dia 8 de Novembro será realizada uma visita guiada por Sofia Areal. No dia 10 de Janeiro teremos uma conversa com Sofia Areal e a Jornalista Ana Sousa Dias, autora do texto de apresentação do catálogo da exposição. Horário da exposição: De 3a  Feira a Domingo das 12h00 às 18h00. Fechado aos feriados.

 

Sofia Areal é uma das mais importantes pintoras da sua geração. Nascida em Lisboa, em 1960, inicia formação em Inglaterra, com os cursos de Textile Design e o Foundation Course, do Hertsfordshire College of Art and Design, em St. Albans, (1979-81). Regressa a Portugal, estuda nos ateliers de Gravura e Pintura do Ar.Co., em Lisboa. Expõe colectivamente desde 1982 e individualmente desde 1990. Além da pintura e do desenho, desenvolve também a sua investigação plástica nas áreas da ilustração, design gráfico e cenografia. Em 2011, apresenta na Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional em Lisboa, com produção dos Artistas Unidos, uma exposição antológica dos últimos dez anos de trabalho. A mesma acompanhada por um livro com os mesmo tópico, publicado pela editora Babel e tendo textos de, entre outros, Jorge Silva Melo e o Professor Luís Campos e Cunha. Em 2012 ilustra a Colóquio Letras, edição publicada pela Fundação Calouste Gulbenkian e ganha o Prémio Fémina para as Artes Visuais. Em 2013 lança um livro (publicações ISPA) juntamente com o Professor Emérito de Harvard, Allan Hobson – “Criatividade”.

 

O Palácio do Egito, está localizado no centro histórico da vila de Oeiras, a nascente da Igreja Matriz, a sua construção remonta ao séc. XVIII, tendo sido, o edifício mais importante e nobre, até à edificação do Palácio do Marquês. Foi mandado construir pela família Rebello de Andrade e estava, então, integrado na Quinta de Recreio Nossa Senhora do Egito. Nos finais do Séc. XIX, pertencia ao Dr. Zeferino Pinto Coelho, cujos herdeiros, nos anos 20 do séc. passado, venderam o edificado e a quinta ao Sr. Álvaro António dos Santos.
Por decisão dos herdeiros de Álvaro António dos Santos, em 1980, o Palácio foi vendido à CMO, fazendo desde então parte do espólio e património municipal. Desde essa data, foram diversas, as entidades que o ocuparam e utilizaram, sendo contudo de destacar a sede da Associação Desportiva de Oeiras (ADO). Em 2005 a Autarquia, chamou a si a responsabilidade da sua reabilitação, tendo-se aí instalado em 2009, o atual Centro Cultural Palácio do Egito, que integra uma sala de exposições temporárias, a livraria municipal e o Posto de Turismo de Oeiras."

 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
18
Out14

Universidade Sofia Areal


Fátima Pinheiro

 

 

dois trabalhos do novo e intenso ciclo da pintora Sofia Areal 

 

Na cara dela gosto do olhar olhos nos olhos, da inquietude e da entrega que tudo vence. Ela é bela e generosa, sem nada na manga. De mão cheia, sabe que a positividade do real é uma dádiva. Mulher humana, sofrimento e nódoas não têm nela a última palavra. Em companhia e sem moralismo faz-se na arte que a traça a ela. Ensinaram-me desde pequenina que o saber se partilha. Muitas foram as vezes que a Universidade me mostrou justamente o contrário. E ainda hoje é assim. Um sapateiro poderá esconder o que sabe de um outro sapateiro; não o esconderá de um arquitecto. Sofia passa ao lado, corta a direito, e nos seus círculos  e círculos coloridos tudo cabe. Eles parecem “fechar”, mas não. Eles são círculos para que neles tudo caiba, disse-me ela faz hoje uma semana. “Começo agora um novo ciclo.” Dia 18 na Casa da Cerca, em Almada:  A Identidade do Desenho. Dia 12 de Dezembro, na Casa Garden, em Macau. Destaco hoje a inauguração da nova exposição: “Sofia Areal: 7 VIRTUDES VITAIS”. 40 trabalhos recentes em diversos suportes: madeira, tela e papel, repartidos por várias séries. Será  na próxima sexta-feira, 24, no Palácio do Egipto, em Oeiras, das 19h e 30 até às 23h.

 

Do Press Release retiro: «As 7 Virtudes Vitais são, segundo Sofia Areal, intenção, firmeza, movimento, equilíbrio, cor, ritmo e transparência. Citando a própria artista: ‘(…) nesta exposição inicio um novo ciclo em que mais do que nunca quero insistir nestas virtudes que ao longo de 35 anos de trabalho vejo, cada vez mais, como sendo urgentes e necessárias na arte e na vida’ (…) ‘Nestes trabalhos reafirmo e renovo o meu vocabulário e essas virtudes’… ».

 

Da entrevista que lhe fiz, e que ainda está na transcendência do meu maravilhoso gravador, deixo um aperitivo. Mas não há gravador que possa captar Sofia. Solar como poucos, ela é imponente – palavra que as duas gostamos tanto – na obra. Confundem-se. Só visto.

 

Como te defines? “Gosto de me chamar pintora e não artista plástica. Atrai-me a identificação prioritária e mais precisa com uma vertente que na minha atitude artística considero um círculo contínuo.”

De onde partes e para onde vais? "Influências, primeiro e desde sempre: Picasso. Até tenho um cão Basset/Salsicha como o Lump. Matisse concerteza, é a identificação do belo do qual Fernand Léger fala tão poderosamente. Aos 14 anos precisamente a descoberta de Sonia Delaunay, os seus círculos e quadrados mas principalmente uma mulher cujo carácter forte com um trabalho a 360 graus, culta, mudou a minha vida.” E continua: “Outros artistas, aos 17 anos em Londres a escola de St Ives, Ben Nicholson, formas firmes e cores contrastemente suaves. Bárbara Hepworth, Graham Sutherland.  E mais tarde nos meus 20 anos, a afirmação do ser independente, por incrivel que pareça, por não haver proximidade no trabalho, mas obviamente uma proximidade poderosa a nivel intelectual: Eva Hesse, Bruce Nauman e os quase que religiosos videos de Bill Viola. Sem menosprezo não pretendo falar de nomes Portugueses, porque na verdade somos todos tão susceptíveis."

 

Sem truques, eduquês ou plágios, Sofia Areal é uma Universidade, e aprende-se a dizer saudade.

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
15
Set14

Miguel Ribeiro: um médico que dá a cara


Fátima Pinheiro

© Miguel Ribeiro photos.

Medicina interna? Fotografia? Coisas que conheço. As duas juntas não. Mas nunca é tarde. Miguel Ribeiro é obrigatório. É um dos que a Sofia Areal "coordenou" na Exposição que mostra obras de 21 artistas, a ser vista desde 10 de Setembro na sala do Teatro da Politécnia (http://www.artistasunidos.pt/index.php/pessoas/artistas-plasticos ). Na altura destaquei duas fotografias de Miguel Ribeiro (www.miguelribeirophoto.com). A Ciência e a Arte podem sim andar de mãos dadas, e a fotografia é uma forma de o provar.

Foi aí que parei. É logo quando se entra à esquerda. Ambas foram tiradas na África do Sul. Um Mandela "rasante" e uma mulher espancada. Sem querer exagerar, aquelas costas são para ser vistas por todos. Experimentem ir ver e vejam o que acontece. Mostra-me as costas que tens e dir-te-ei quem és. Hoje quis trazê-la aqui.

Quis então ver mais fotografias, e caiu-me do céu este livro dele: "A Portrait of the Disease" (2000) - © Miguel Ribeiro photos. Vi-o do princípio ao fim. Espanta a Beleza que se vai descobrindo onde menos se esperaria. A introdução diz isto melhor que eu e abre o apetite. Escrita por David Goldblatt, o maior fotógrafo sul-africano ( já expôs no MOMA e em Serralves), diz "assim":

«The physician, Miguel Ribeiro, has dared to find beauty where other practitioners have been concerned only to objectify the subjects of their clinical and forensic studies, and where ordinary folk are wont to avert their eyes from fear or even disgust. He has done this without fudging but indeed by precisely applying the understanding afforded him by his profession. Nor has he falsely dramatised or indulged in sentimentality. In the result he has produced photographs of pathologies of the human condition which are remarkable for the depth of the paradoxes they pose. Somehow the scientific is not obscured by or sacrificed to the aesthetic, yet the clarity of both, seemingly, is heightened. And far from beauty concealing or minimising what is suffered, it seems to make the condition suffered both real and immediate. Science and art, the beautiful and the terrible are here brought into rare and moving contiguity."» E é mesmo.
Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
11
Set14

Jorge Silva Melo: «a união faz a força»


Fátima Pinheiro

Jorge Silva Melo, fotografia tirada da net

"A casa de Ramallah" estreou ontem, no Teatro da Politécnica. O encenador já está entretanto em trabalhos para a estreia, no CCB, de "Gata em telhado de Zinco Quente", adaptação de uma obra de Tennessee Williams, onde brilhará a bela Catarina Wallenstein, "menina" de João Botelho , que vê hoje os seus "Maias" no país todo. A Entrevista de Jorge Silva Melo e a da Sofia Areal são prendas de anos que recebi ontem, mas que demora a transcrever para hoje. Chegam em breve. Hoje é para dizer: diz-me a tua cultura e eu digo-te a que país pertences. Dá gosto ver aquela sala no espaço da Rua da Escola Politécnica, após a estreia da adaptação de António Tarantino. Os 20 artistas que Sofia ali juntou desde ontem - como aqui referi - ilustram a história daquela Sala que é herança e terá ainda muito para mostrar. Entre eles destaco Nikias Skapinakis e Miguel Ribeiro. Por boas razões, que interessam a todos.

Skapinakis porque é um surrealismo no seu melhor (tem a decorrer em simultâneo uma exposição na Casa Fernando Pessoa) e porque fez agora 60 anos que pela primeira vez expôs neste espaço, a então "Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências". A pastelaria "Cister" é testemunha disto e de muito: de Amadeo, Vieira da Silva e, entre muitos, de um artigo intitulado "Mulheres estudam ciências", entrevista de Manuela Porto a Glicínia Quartin, então estudante de Biologia.

Miguel Ribeiro também destaco porque expõe duas fotografias marcantes. É logo quando se entra à esquerda. Ambas tiradas na África do Sul. Um Mandela "rasante" e uma mulher espancada. Sem querer exagerar, aquelas costas são para ser vistas por todos. Experimentem ir ver e vejam o que acontece. Mostra-me as costas que tens e dir-te-ei quem és.

Até já Sofia - de quem destaco tudo. A ti principalmente. E a tua coordenação da exposição, de uma harmonia inexcedível. E os teus dois quadros que mostras, de um preto e vermelho casados de forma única. Até já Jorge. Entro na vossa história que é "longa, corajosa, modesta e bela", como sublinhaste, sublinhas e aqui vou contar com as tuas palavras.
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