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Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

Rasante

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

10.03.18

Pensar na morte faz bem


Fátima Pinheiro

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A gente pensa que só acontece aos outros, mas não. É como a morte. E depois todos no velório a por a conversa em dia. Enterrem-se os mortos, cuidem-se dos vivos. E dizemos coisas sem sentido adequado. Como fazemos quando falamos do tempo tantas vezes ao dia. Não estou a dizer que é bem ou mal .É assim. Assobiar para o lado.

Viver em perspetiva leva-nos a uma vida melhor. Connosco e com os outros. As relações  tornam-se relações, e não ralações. Ou provações.

Há poucas semanas tive um amok e fui de charola para o Hospital.

Foi para mim muito bom saber a quem telefonei quando me senti mal. Tudo na vida faz sentido. Fui parar ao hospital. Desta passei. Mas não sou a mesma. Sou muito melhor.

 

Como a Igreja é 'mãe e mestra', na homila de 17 de Novembro passado papa Francisco lembrou:

 

"A Igreja, que é mãe quer que cada um de nós pense na sua própria morte. Todos nós estamos acostumados à normalidade da vida: horários, compromissos, trabalho, momentos  de descanso... e pensamos que será sempre assim. Mas um dia,  Jesus chamará e nos dirá: ‘Vem!’ Para alguns, este chamamento será repentino, para outros, virá depois de uma longa doença; não sabemos.

No entanto , “O chamaamento virá!”. E será uma surpresa, mas depois, virá ainda outra surpresa do Senhor: a vida eterna. Por isso, “a Igreja nestes dias nos diz: pare um pouco, pare e pense na morte”. O Papa Francisco descreve o que acontece normalmente: até participar do velório ou ir ao cemitério torna-se um evento social. Vai-se, fala-se com os outros e em alguns casos, até se come e se bebe: “É uma reunião a mais, para não pensar”.

“E hoje a Igreja, hoje o Senhor, com aquela bondade que é sua, diz a cada um de nós: ‘Pare, pare, nem todos os dias serão assim. Não se acostume como se esta fosse a eternidade. Haverá um dia em que você será levado e o outro ficará, você será levado’. É ir com o Senhor, pensar que a nossa vida terá fim. Isto faz bem”.

Isto faz bem – explica o Papa – diante do início de um novo dia de trabalho, por exemplo, podemos pensar: ‘Hoje talvez será o último dia, não sei, mas farei bem meu trabalho’. E o mesmo nas relações de família ou quando vamos ao médico.

“Pensar na morte não é uma fantasia ruim, é uma realidade. Se é feia ou não feia, depende de mim, como eu a penso, mas que ela chegará, chegará. E ali será o encontro com o Senhor, esta será a beleza da morte, será o encontro com o Senhor, será Ele a vir ao seu encontro, será Ele a dizer: “Vem, vem, abençoado do meu Pai, vem comigo”.

E ao chamamento do Senhor não haverá mais tempo para resolver as nossas coisas. Francisco relata o que um sacerdote lhe disse recentemente:

“Dias atrás encontrei um sacerdote, 65 anos mais ou menos, e ele tinha algo que não estava bem, ele não se sentia bem ... Ele foi ao médico que lhe disse: “Mas olhe - isso depois da visita – o senhor tem isso, e isso é algo ruim, mas talvez tenhamos tempo para detê-lo, nós faremos isso, se não parar, faremos isso e, se não parar, começaremos a caminhar e eu vou acompanhá-lo até o fim”. “Muito bom aquele médico”.

Assim também nós, exorta o Papa, vamos nos fazer acompanhar nesta estrada, façamos de tudo, mas sempre olhando para lá, para o dia em que “o Senhor virá me buscar para ir com Ele”. 

Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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